Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que gerou
grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda no se beneficiam
do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um sistema de educao
que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o exerccio
desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias para formular,
implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos tradicionalmente
excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no completaram o Ensino
Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta de vagas
nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que ingressam na
escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando
as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o 1. e o
2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da abordagem
dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com a concepo
metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea de textos
de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades, com sugestes
para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando a articulao
e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
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Caro professor
Este caderno foi desenvolvido para voc, pensando no seu trabalho cotidiano de educar jovens
e adultos. Esperamos que ele seja uma ferramenta til para aprimorar esse trabalho. O caderno
que voc tem em mos faz parte da coleo Cadernos de EJA, e  um dos frutos de uma
parceria entre as universidades brasileiras ligadas  Rede Unitrabalho e o Ministrio da Educao.
As atividades deste caderno contemplam assuntos e contedos destinados a todas as sries
do ensino fundamental e seguem a seguinte lgica:
 Cada texto do caderno do aluno serve de base para uma ou mais atividades de diferentes reas
do conhecimento; cada atividade est formulada como um plano de aula, com objetivos, descrio,
resultados esperados, etc.
 As atividades admitem grande flexibilidade: podem ser aplicadas na ordem que voc considerar
mais adequada aos seus alunos. Cabe a voc escolher quais atividades ir usar e de que forma.
Os segmentos para os quais as atividades se destinam esto indicados pelas cores das tarjas
laterais: as atividades do nvel I (1- a 4- sries) possuem a lateral amarela; as do nvel II (5- a 8 -
sries) tm a lateral vermelha. Se a atividade puder ser aplicada em ambos os nveis, a lateral
ser laranja. Essa classificao  apenas indicativa. Cabe a voc avaliar quais atividades so as
mais adequadas para a turma com a qual est trabalhando.
 Graas  proposta de um trabalho multidisciplinar, uma atividade indicada para a rea de
Matemtica, por exemplo, poder ser usada em uma aula de Geografia, e assim por diante.
As atividades de Educao e Trabalho e Economia Solidria tambm podero ser aplicadas aos
mais diversos componentes curriculares.
Ao produzir este material pedaggico a equipe teve a inteno de estimular a liberdade
e a criatividade. Se a partir das sugestes aqui apresentadas, voc decidir escolher outros textos
e elaborar suas prprias atividades aproveitando algumas das idias que estamos partilhando,
estaremos plenamente satisfeitos. Acreditamos profundamente na sua capacidade de discernir
o que  melhor para as pessoas com as quais est dividindo a desafiadora tarefa de se apropriar
da cultura letrada e se formar cidado.
Bom trabalho!
Equipe da Unitrabalho
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Como utilizar a pgina de atividade
Numerao: indica o
texto correspondente
ao caderno do aluno.
rea: indica a rea
do conhecimento.
Nvel: sugere o segmento
do ensino fundamental
para aplicao da atividade.
Materiais e tempo:
materiais indicados para
a realizao da atividade,
especialmente aqueles que no
esto disponveis em sala
de aula (opcional), e o tempo
sugerido para o desenvolvimento
da atividade.
Contexto:
insere o tema
no cotidiano do aluno.
Dicas:
bibliografia de suporte,
sites, msicas, filmes, etc.
que ajudam o professor
a ampliar o tema
(opcional).
Cor lateral:
indica o nvel sugerido.
Descrio:
passos que o professor
deve seguir para discutir
com os alunos os
conceitos e questes
apresentados na
atividade proposta.
Introduo:
pontos principais do
texto transformados
em problematizaes
e questes para o
professor.
Objetivos:
aes que tanto aluno
como professor
realizaro.
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 3
1 Jogos Folcloricos Ed. Fsica I e II 8
Indicadores da Mulher no Mercado de Trabalho Econ. Solidaria II 9
Mulher no Trabalho e na Familia? Econ. Solidaria I 10
Conceitos de Trabalho Historia II 11
A desvantagem das mulheres em porcentagem Matemtica I 12
Descriminao de gnero e raa
no contexto social brasileiro Matemtica II 13
Formao das Palavras (Jogo da Velha) Portugues I 14
2 O Que Mata no  o Medicamento,  a Dose? Ciencias I e II 15
Meu querido dirio Portugues II 16
3 Conservando Alimentos Industrializados Ciencias II 17
"Melhor idade" para fazer o que?" Educaao e Trab. II 18
O preconceito de idade e
outras formas de Preconceito Geografia I e II 19
Melhor idade para as muleres:
vida e trabalho aos sessenta Historia I e II 20
Criao de Currculo Portugues II 21
4 Um Segundo na Vida Ciencias I e II 22
Comparando Conquistas Matemtica I 23
Direitos da Mulher Grvida Matemtica I e II 24
Criaao de Textos Publicitrios: Cartazes Portugues I e II 25
5 Razes Crioulas Geografia I 26
Ser mulher, negra e trabalhadora Historia I e II 27
Organizar Dados Matemtica I 28
Semeando Palvras, Colhendo Poesias Portugues I e II 29
6 Diferena ou igualdade? Artes I e II 30
4  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
Sumrio das atividades
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  5
Texto Atividade rea Nvel Pgina
6 Nossa Identidade Econ. Solidaria I e II 31
7 O papel da mulher hoje em nossa sociedade Ed. Fsica I e II 32
Depois do Trabalho Historia I e II 33
A jornada das Mulheres Matemtica I e II 34
Linguagem verbal e nao verbal:
conotar e denotar Portugues I e II 35
8 Ns Artes I e II 36
Vamos Entender a Tabelinha Ciencias I e II 37
A inferncia, a metfora e a mudana da
persperctiva do eu lrico Portugues I e II 38
9 As Mulheres e a Historia do Brasil Historia I e II 39
10 A Mulher e as Mudanas Artes I e II 40
Como funciona uma panela de pressao ? Ciencias II 41
Quem sabe fazer Sabao Ciencias II 42
A guerra dos Sexos  do seculo passado Educaao e Trab. I e II 43
Novela de Rdio Artes I e II 44
11 A Turma do Apito Educaao e Trab. II 45
A hierarquia e o poder no emprego Geografia I 46
Assdio moral e sexual:
O autoritarismo e a violencia velada Matemtica I e II 47
12 Voc j fez alguma atividade
de alongamento hoje? Ed. Fsica I e II 48
Dupla Jornada Educaao e Trab. I e II 49
O Tempo do Trabalho Econ. Solidaria I 50
O que  Dupla Jornada de Trabalho Geografia I 51
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6  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
12 A libertao feminina e a diversidade
de classes sociais Historia II 52
Homens e Mulheres compartilhando tarefas Matemtica II 53
Quantas Jornadas tem as Mulheres da EJA? Matemtica II 54
13 Arvore genealogica livre Artes I e II 55
Tudo comeou com meias de Nylon Ciencias I e II 56
Outro Mundo  possivel? Educaao e Trab. II 57
Mulheres pobres e Operrias nas Fabricas Historia II 58
14 Quem  Voc? Ingles II 59
15 Mulheres na Politica e na Economia Solidria Econ. Solidaria I e II 60
16 Dicionrio de figuras Ingles II 61
"Entrevista com um ""Primeiro-damo""" Portugues I e II 62
17 O que faz de mim um ser mpar Artes I e II 63
Reconstrur um poema Portugues I 64
18 Salarios Iguales a hombres y mujeres espanhol II 65
Mudanas e permanncias:
diferenas entre homens e mulheres no trabalho Historia I e II 66
Comparando Salarios Mdios Matemtica I 67
19 Quanto se Ganha, Quanto se Gasta Matemtica II 68
Diaristas Artes I e II 69
O Desemprego nosso de cada dia Geografia II 70
Geometria tem a ver com emprego? Matemtica I e II 71
20 Tratar Iguais como Diferentes? Econ. Solidaria II 72
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  7
20 Viva a Diferena, abaixo a desigualdade! Historia II 73
Quem Ganha menos? Geografia I e II 74
Rendimento salarial:
uma questo a ser conquistada pela competncia Matemtica I 75
Comparando Salarios Matemtica I 76
Preencher cheques e recibos Portugues I 77
21 Mulher-objeto? Educaao e Trab. I 78
22 Memrias femininas Artes I e II 79
Historias de exploraao e discriminaao Educaao e Trab. II 80
As origens do trabalho feminino no Brasil Geografia I 81
Atividades de trabalho de mulheres escravas
no Brasil colonial Historia II 82
23 Biografias Ingles II 83
Simple Past Ingles II 84
24 Poemas Artes II 85
O trabalho invisivel das mulheres Educaao e Trab. II 86
La Rotina del hogar espanhol II 87
El trabajo del hogar igual en todos los tiempos espanhol II 88
25 O Sentido da Resistencia Geografia II 89
Dia Internacional da Mulher:
h motivo para comemorar? Historia II 90
26 Mapeando as Diferenas Geografia II 91
Dialogo sobre as diferenas Portugues II 92
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Junto com seus alunos dirija a seguinte atividade:
Msica: Escravos de J.
1. Em crculo, todos os alunos em p, intercalando
homens e mulheres;
a) cantando a msica e fazendo os movimentos
com o corpo: escravos de J, jogavam
Caxang  todos batem os ps;
b) na palavra tira  todos do um passo
para trs;
c) na palavra pe  todos do um passo
para a frente;
d) na parte deixa ficar  todos permanecem
no mesmo lugar;
e) guerreiros com guerreiros  todos do um
passo para a direita e outro para a esquerda;
f) fazem zig-zig-z  no ritmo da msica
do um passo rpido para a direita (zig) e
outro para a esquerda (zig) e voltam ao
lugar inicial (z).
Descrio da atividade
2. Em crculo, sentados, jogar a brincadeira.
a) Cada indivduo segura a sua bola de meia
com as mos; b) a bola  passada para o
indivduo da direita cantando a msica.
Material indicado:
P bola de meia individual
(cada um faz a sua).
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Jogos folclricos
Resultados esperados: Reflexo sobre a cooperao,
a unio entre homens e mulheres e a possibilidade
de desenvolver qualquer atividade profissional
juntos sem discriminao.
Dicas do professor: Pode-se tambm passar a bola somente
com os dedos dos ps. O procedimento  idntico ao
das mos.
Objetivos
 Resgatar a tradio brasileira com seus diferentes
jogos folclricos.
 Refletir sobre outras possibilidades de se trabalhar
em conjunto homens e mulheres sem discriminao.
Introduo
O texto nos remete s grandes responsabilidades
das mulheres que sustentam 1/3 das famlias no
Brasil. Ainda assim, esto sujeitas ao desemprego,
 carteira profissional no assinada pelo empregador,
a postos de trabalho de menor qualificao,
alm de tantos outros como, a jornada de trabalho
em casa que  tida como algo natural da mulher e
quase sempre desvalorizado pela sociedade.
Como mudar isso? Essa discriminao ocorria
tambm em outras reas: na escola onde meninos
eram separados das meninas, nos esportes, nas
brincadeiras, etc. Essas atitudes esto ultrapassadas.
Hoje em dia na Educao Fsica, por exemplo,
meninos e meninas desenvolvem as atividades
juntos e as tornam mais equilibradas e eficazes
para o seu desenvolvimento.  possvel introduzir
esse modo de trabalhar juntos homens e
mulheres na rea profissional? Existem reas em
que isso no seria possvel? A atividade abaixo
traz a oportunidade de relembrar os momentos
prazerosos de brincadeiras de rua que alm de
criar um clima de cooperao, contriburam para
desenvolver habilidades necessrias para nossa
vida adulta.
rea: Educao Fsica Nveis I e II 1
Te x t o
8  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1CP05TX1P3.qxd 17.12.06 23:18 Page 8
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  9
1. Pea para que formem pequenos grupos (4 a
6 pessoas).
2. Observe que no texto Mulheres em desvantagem
h varias referncias a estatsticas,
percentuais, pesquisa e informaes sobre as
condies de trabalho da mulher. Construa
com seus educandos estatsticas que demonstrem
a participao da mulher na sala de aula
e qual o seu tipo de ocupao, quantas mulheres
fazem parte da famlia, quantas mulheres
so professoras na escola e identifique outros
tipos de levantamentos sobre a condio da
mulher no local de trabalho.
3. Oriente seus educandos para construir tabelas
e grficos que representem o resultados das
pesquisas realizadas.
4. Demonstre de maneira percentual e com
nmeros absolutos a participao das mulheres
nas atividades solicitadas anteriormente.
5. Elabore um roteiro de questes, cujo contedo
aborde a situao da mulher no mercado
de trabalho. Perguntas como: H discrimina-
Descrio da atividade
o e violncia contra a mulher no ambiente
de trabalho? H assdio sexual (abuso sexual)?
O que as informaes revelam a respeito
da vida de homens e mulheres? H diferena
na atuao de mulheres nos diversos tipos
de trabalho? Por que predominam mulheres
em determinados tipos de trabalho?
6. No Caderno de Economia Solidria verifique
textos que destacam a participao das mulheres
em empreendimentos solidrios. Faa uma
breve exposio para os seus educandos e
pea para eles comentarem.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Indicadores da mulher no mercado de trabalho
Resultados esperados: Despertar nos educandos
a percepo sobre as condies de trabalho na
qual esto inseridos. Exercitar a construo de
tabelas e grficos e perceber a sua importncia
para demonstrar resultados de pesquisa, estudos e
expressar determinadas realidades econmicas,
sociais e educacionais.
Dicas do professor: Ouvir e cantar com os alunos a msica
de Chico Buarque Mulheres de Atenas.
Objetivo
 Construir as bases para uma leitura da realidade
a partir da abordagem de gnero e a participao
das mulheres em empreendimento de
economia solidria.
Introduo
Estudos da Organizao Internacional do Trabalho
(OIT) tm demonstrado que h diversas formas
de discriminao no ambiente de trabalho. A
excluso social e a pobreza so diferenciadas
entre sexo e etnia. No Brasil cerca de 6 milhes de
mulheres esto atuando no trabalho domstico.
Esse tipo de ocupao possui um conjunto de problemas
relacionado s condies de trabalho como,
por exemplo, baixos salrios. As experincias
de economia solidria tm apresentado a grande
participao das mulheres, resultado da insero
comunitria em clube de mes, associao de
mulheres, centros comunitrios e movimentos
polticos. O trabalho tem um significado para a
mulher na economia solidria, porque d voz e
demonstra a sua real contribuio, em cooperao
com os homens, para a superao da pobreza e
desigualdade social.
rea: Economia Solidria Nvel II 1
Te x t o
1CP05TX1P3.qxd 17.12.06 23:18 Page 9
1. Pea para que formem pequenos grupos (4 a
6 pessoas).
2. Solicite que cada membro do grupo leia o
texto. Logo depois, pea que um representante
de cada grupo leia, na seqncia, pequenas
partes do texto e comente o significado de
cada informao.
3. Coloque as seguintes questes para os grupos:
Quais as informaes que a turma possui sobre
a participao da mulher no mercado de trabalho?
Quantas mulheres da turma so trabalhadoras?
Qual o tipo de trabalho que fazem? Tm
carteira de trabalho assinada? So discriminadas
no ambiente de trabalho? Como os homens,
alunos da turma, percebem essa necessidade de
valorizar o trabalho da mulher? Como os homens
contribuem na diviso da jornada domstica
com a sua companheira?
4. Identifique na turma os alunos que possuem
companheiras que trabalham fora de casa.
Pea para eles relatarem como compreendem
a participao de suas companheiras no mercado
de trabalho.
5. Cada grupo ir localizar imagens que expressem
a participao da mulher no mercado de
trabalho. Desenvolva atividades de letramento
na qual eles construam palavras e frases
Descrio da atividade
que signifiquem o sentido das imagens identificadas
pelo grupo.
6. Oriente para a realizao de dramatizaes
que abordem a situao da mulher no mercado
de trabalho. Use como temas: O trabalho
da mulher  valorizado? H discriminao e
violncia contra a mulher no ambiente de trabalho?
H assdio sexual (abuso sexual)? H
diferena na atuao de mulheres nos diversos
tipos de trabalho? Por que predominam
mulheres em determinados tipos de trabalho?
7. No Caderno de Economia Solidria verifique
textos que destacam a participao das mulheres
em empreendimentos solidrios. Faa uma
breve exposio para os seus educandos e
pea para eles comentarem.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Mulher no trabalho e na famlia?
Resultados esperados: Percepo e discusso
sobre as condies de trabalho em que esto inseridos
e as relaes sociais que possuem na famlia.
Dicas do professor: Msica de Chico Buarque: Mulheres
de Atenas; e Chico Csar: Mulher, eu sei; acessar
www.dieese.org.br e www.mte.gov.br.
Objetivo
 Demonstrar para os educandos os principais
problemas enfrentados pelas mulheres no mercado
de trabalho e na prpria famlia e que 
possvel construir relaes solidrias e de trabalho
coletivo.
Introduo
A participao em organizaes comunitrias e
em processos polticos contribui para uma melhor
compreenso das relaes de gneros, pois comea-
se a entender a importncia da cooperao
entre homens e mulheres para a construo de
uma sociedade sem pobreza e excluso social.
rea: Economia Solidria Nvel I 1
Te x t o
10  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1CP05TX1P3.qxd 17.12.06 23:18 Page 10
1. Ler com os alunos a reportagem. Identificar
nela o conceito de trabalho: refere-se a que
tipo de trabalho? Qual a denncia feita?
H outras possibilidades de trabalhadoras
alm da apresentada? Quais? Exercendo
quais atividades? Por que o texto no faz
referncia a elas? Debater se o que as mulheres
fazem em casa (arrumar, lavar, cozinhar,
cuidar dos filhos...) pode ou no ser considerado
trabalho.
2. Discutir se o conceito de trabalho da reportagem
inclui os afazeres domsticos.
3. Debater o conceito do texto e se a poca histrica
interfere nos conceitos neles presentes.
4. Propor a escrita e encenao de uma pea de
teatro debatendo o que  ou no trabalho.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Conceitos de trabalho
Resultados esperados: Espera-se que os
estudantes reflitam e confrontem conceitos de
trabalho.
Dicas do professor: Sobre o trabalho domstico de mulheres
em casa, referindo ao cotidiano de mulheres em
outra poca, h o texto Sobre Maridos (conversa), que
est no livro: So Paulo Naquele Tempo (18951915), de
Jorge Americano (Carrenho Editorial).
Objetivo
 Refletir e confrontar conceitos de trabalho.
Introduo
O conceito de trabalho  amplo, quando analisado
na diversidade cultural e histrica. Existe,
hoje, a tendncia de conceituar trabalho a partir
de atividades remuneradas, exercidas em um
mercado formal, estruturado no sistema econmico
predominante.  nessa linha a denncia da
desvantagem das mulheres. Ou seja, h a tendncia
de valorizao da insero no mercado de
trabalho formal, mesmo que contraditoriamente
exista a denncia da desigualdade no mercado
de trabalho. Na lgica da insero no sistema, a
defesa por direitos iguais  tambm a defesa por
valorizao do trabalho formal, desqualificando
trabalhos que escapam ao sistema. Assim,  trabalho
cuidar da casa, cozinhar, olhar os filhos?
Por que h o costume de se falar em trabalho
apenas a respeito do exerccio remunerado fora
de casa? Por que os estudos econmicos apresentam
como mulheres trabalhadoras apenas as que
ganham dinheiro? Mas, enfim,  uma mudana
de tempos ou  preciso repensar o conceito de
trabalho?
rea: Histria Nvel II 1
Te x t o
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  11
1CP05TX1P3.qxd 17.12.06 23:18 Page 11
12  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. Oriente uma leitura silenciosa do texto.
2. A seguir pea que expliquem com suas palavras
o sentido de: Dentre os brasileiros que
trabalham, as mulheres so quase a metade
(42%). E so responsveis pelo sustento de
aproximadamente um tero das famlias no
Brasil.
3. Oriente a elaborao de um grfico de setores
(pizza) pedindo que desenhem um grande crculo
sobre um papel pardo e a seguir dividindo-
o em 100 partes iguais. A melhor maneira
de fazer esta diviso  dividindo o crculo em
2 partes iguais pelo dimetro (linha que passa
pelo centro) depois cada metade dividir em 5
obtendo 10 partes e depois cada parte novamente
em 10, obtendo 100, finalmente.
4. Explique que o sinal % indica a comparao
com 100. Ento 42% significam: de cada 100,
toma-se 42. Pea aos alunos que pintem 42
partes das 100 desenhadas no crculo.
5. Sobre o mesmo desenho, (dentro das 42 partes
pintadas) usando uma hachura (um raiado)
ajude-os a representar 1/3, obtendo um grfico
que expressa a idia colocada no pargrafo.
Descrio da atividade
6. Volte ao texto e destaque todas as porcentagens
nele contidas. Com a ajuda do grfico
desenhado, ajude os estudantes a significarem
cada uma delas.
Atividade P A desvantagem das mulheres em porcentagem
Resultados esperados: Grfico de setores representando
porcentagens do texto. Reconhecimento
da situao de mulheres que so responsveis
pelo sustento da famlia.
Dicas do professor: Pergunte aos estudantes se eles conhecem
alguma mulher que  responsvel pelo sustento da
famlia. Pea que realizem uma entrevista com ela para
saber quais so suas principais dificuldades. Se na sala tiver
alguma aluna que se encaixe na situao, pea a ela que
relate sua histria para a turma. Faa ento esta atividade
usando os dados dela como referncia.
Objetivo
 Significar porcentagem e elaborar um grfico
de setores.
Introduo
Nas turmas de EJA  provvel que se encontrem
muitas mulheres que vivenciam a situao apresentada
pelo texto.
A atividade a seguir tem a inteno de ajudar na
compreenso do sentido do texto atravs do conceito
de porcentagem e da representao grfica
do mesmo.
Materiais indicados:
P papel pardo e lpis de cor
Tempo sugerido: 2 horas
rea: Matemtica Nvel I 1
Te x t o
1CP05TX1P3.qxd 17.12.06 23:18 Page 12
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  13
1. Discuta com seus alunos as implicaes sociais
dos dados contidos no texto e, aps isso,
proponha o desenvolvimento das seguintes
questes:
a) Considerando que o total de brasileiros
segundo o censo do IBGE 2000  de
169.800.000 e que o nmero de brasileiros
em idade produtiva (entre 15 e 64 anos) 
de 110.370.000, pea que calculem a porcentagem
apresentada no texto: dentre os
brasileiros que trabalham, as mulheres so
quase a metade (42%).
b) No terceiro pargrafo do texto  apresentado
um resultado de clculo relativo  porcentagem
afirmando que: ...a famlia do
homem branco ganha 300 reais por ms, a
famlia da mulher negra recebe somente
78 reais. Aps a anlise do pargrafo completo,
solicite que mostrem como foi realizado
esse clculo.
Descrio da atividade
Atividade P Discriminao de gnero e raa no contexto social brasileiro
Resultados esperados:
a) Reconhecimento da discriminao sofrida pela
mulher no seu contexto de trabalho.
b) Utilizao dos dados do censo IBGE 2000 que
complementam as informaes do texto para
desenvolver habilidades e tcnicas envolvendo
porcentagem, regra de trs, sistema de numerao
decimal e operaes aritmticas elementares.
Dicas do professor:
Sites  www.wcams.com.br/descricao_br.htm
www. p o r t a l b ra s i l . n e t / b ra s i l _ p o p u l a c a o.htm
Nesses sites, voc encontrar os textos Descrio do
Brasil e Brasil  populao, respectivamente.
Objetivos
 Desenvolver habilidades e tcnicas de clculos
utilizando dados do texto e do censo do
IBGE 2000, ao mesmo tempo refletir sobre a
situao da mulher brasileira no mundo do
trabalho.
 Compreender o significado de quantidades
expressas por porcentagens.
Introduo
Apesar das conquistas e avanos nos ltimos
tempos, ainda  notria a discriminao de gnero
e raa no mundo do trabalho. Segundo o
texto, as mulheres so responsveis pelo sustento
de aproximadamente um tero das famlias
brasileiras; apesar disso essas trabalhadoras,
muitas vezes, no tm seus direitos trabalhistas
garantidos por lei, sofrendo discriminaes pelo
fato de serem mulheres. Uma conseqncia
dessa situao  a desvalorizao em termos
salariais. Em se tratando da mulher negra, a
questo  mais agravante. No seu trabalho voc
percebe discriminaes de raa ou gnero? De
que forma voc pode contribuir para melhorar a
condio social feminina? A mulher busca hoje
ter sua dignidade garantida, no que diz respeito
ao acesso a emprego, salrio digno, ascenso a
cargos no trabalho.
Material indicado:
P calculadora Tempo sugerido: 4 horas
rea: Matemtica Nvel II 1
Te x t o
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14  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. Perguntar como ficaria o ttulo do texto se o
substantivo mulheres fosse substitudo por
homens (homens em vantagem). Mostrar
que desvantagem foi formado por des- +
vantagem. Verificar que, no primeiro pargrafo,
a formao de des- + emprego se fez
do mesmo modo. Perguntar: Qual o sentido de
des- nessas palavras?
2. Dizer que des-  um prefixo (afixo que antecede
a raiz da palavra). Escrever no quadro
algumas palavras e solicitar que formem novas
palavras com esse prefixo.
3. Mostrar que formamos novas palavras com
des- antes de substantivos (ilusodesiluso),
antes de verbos (fazerdesfazer), antes
de adjetivos (confortveldesconfortvel).
4. Jogo-da-velha: Entregar, para cada aluno, uma
lista de seis palavras que admitam des- e iniciar
o jogo-da-velha (#). Os alunos formam
grupos e um representante ir ao quadro e
dir: Com o prefixo des- mais o substantivo
(adjetivo, verbo) X formo a palavra Y.
Escrever, ento, a nova palavra em um dos
Descrio da atividade
espaos do jogo-da-velha. Se errar a formao
(des- + verbo ou adjetivo ou substantivo) ou
no escrever corretamente a nova palavra, o
adversrio ter direito a duas jogadas. Vence a
equipe que conseguir escrever corretamente
trs de suas palavras em uma fileira horizontal,
vertical ou diagonal. Exemplos: engano,
uso, servio, mamar, figurar, abafar, habituar.
5. Outra forma de jogo pode ser feita com palavras
do repertrio do prprio aluno. Nesse
caso, ele diz: Com o prefixo des- + o substantivo
(verbo, advrbio) X, formo a palavra Y. Vai
ao quadro e escreve o termo formado. Ganha
quem formar o maior nmero de palavras.
Material indicado:
P papis com seis palavras
que permitam o acrscimo
de des-
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Formao de palavras (Jogo-da-velha)
Resultados esperados: Alm da reflexo sobre
a constituio identitria no trabalho, os alunos
entendero que, em portugus, formamos palavras
por prefixao.
Objetivo
 Mostrar que, pela prefixao, formamos novas
palavras em portugus. O prefixo des- une-se
a substantivos, adjetivos e verbos para expressar
idia contrria  do termo primitivo, ao
qual se antepe.
Introduo
O texto foi criado a partir de comparaes.
Comparar: observar as diferenas e generalizar
as semelhanas.  importante que a comparao
se d a partir das mltiplas experincias que
cada sujeito possa ter. Sugere-se que o professor
inicie a atividade comparando as profisses dos
homens e das mulheres da sala, suas diferenas
e semelhanas, e pea aos alunos que comparem
o produto da discusso com o texto lido.
Contexto no mundo do trabalho: Questionar identidade
e discriminao.
rea: Portugus Nvel I 1
Te x t o
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  15
1. Divida a turma em dois grupos, que devem
preparar solues de diferentes concentraes:
a) grupo 1: usar o mesmo volume de soluo
final e diferentes quantidades de princpio
ativo; b) grupo 2: preparar volumes finais
diferentes com quantidades iguais de princpio
ativo.
2. Grupo 1. Prepare solues de sucos com
concentraes diferentes:
a) meio copo de gua e uma tampa de suco
em p; b) meio copo de gua e duas tampas
de suco em p; c) meio copo de gua e trs
tampas de suco em p.
3. Grupo 2. Prepare solues de sucos com
concentraes diferentes: a) meio copo de
gua e uma tampa de suco em p; b) um copo
de gua e uma tampa de suco em p.
Descrio da atividade
4. Pea aos alunos para identificar as diferenas
entre as solues preparadas, observando cor,
sabor e odor.
5. Identifique se h solues de mesma concentrao
entre os dois grupos.
6. Identifique fatores que influenciam a concentrao
de uma soluo: princpio ativo e
volume de soluo final.
Atividade P O que mata no  o medicamento,  a dose?
Resultados esperados:
a) Compreender qualitativamente o conceito de
concentrao de um composto. b) Observar
diferenas nas aes de compostos no organismo
devido a diferenas em suas concentraes
finais.
Objetivos
 Introduzir o conceito qualitativo de concentrao
de um composto.
 Identificar diferenas nas aes de compostos
no organismo devido a diferenas em suas concentraes
finais.
Introduo
A dose de um medicamento depende de sua preparao.
Um remdio pode ficar mais forte ou
mais fraco, dependendo de como ele foi preparado.
Em um remdio pronto, alm do composto
que age sobre o organismo, o princpio ativo,
outras substncias so adicionadas, os excipientes,
que esto ali para ajudar o princpio ativo a
se manter funcionando, diminuindo sua degradao.
Portanto, a fora de um remdio est
relacionada  sua concentrao, isto , depende
de quanto do princpio ativo foi utilizado na preparao
de um comprimido, no caso de ser slido,
ou na preparao de uma soluo, no caso de
ser lquido. Portanto  a concentrao do princpio
ativo que determina a dosagem adequada de
um remdio. Qual a importncia da contratao
de um especialista para esse trabalho? Quais as
reas que formam esse profissional?
Contexto no mundo do trabalho: A importncia de
profissionais especializados na fabricao de remdios e
conseqentemente a melhoria da qualidade da formao
profissional.
rea: Cincias Nveis I e II 2
Te x t o
Materiais indicados:
P gua potvel, envelopes de
suco em p, uma tampa de
garrafa tipo pet e copos.
Tempo sugerido: 3 horas
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16  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. O texto de Esmeralda  uma biografia e pode
tambm ser considerado um dirio. Escrito
em primeira pessoa, a narradora nos fala sem
censura de seus acontecimentos dirios. Se
fosse um dirio, provavelmente ela se dirigiria
ao prprio dirio e no ao leitor, j que o
nico leitor de um dirio, muitas vezes,  o
prprio escritor.
2. Trabalhe com os alunos a escrita de um
pequeno dirio ou uma biografia dos prprios
alunos. Alguns caminhos so possveis: um
dirio pode ser comeado e, a cada dia, um
aluno l a pgina que escreveu, se sentir-se 
vontade, evidentemente. Tambm pode-se
escrever um dirio coletivo com as atividades
da sala de aula: anotar as aulas, as descobertas,
as atividades propostas, o cotidiano da
sala. O dirio pode durar vrias semanas e at
servir de registro didtico da sala de aula.
3. O professor tambm pode conduzir a escrita
de uma biografia. Os alunos podem escolher
entre escrever uma biografia que contemple
um longo perodo de suas vidas ou, como no
texto de Esmeralda, que contemple apenas
Descrio da atividade
um determinado perodo ou circunstncia.
Um bom exemplo  escreverem uma pgina
sobre como chegaram ao curso de EJA. O primeiro
dia de aula, as expectativas e alegrias,
os sonhos.  sempre muito bom ter a sala de
aula como inspirao e ponto de partida.
Material indicado:
Leitura de outros dirios e
biografias. Procure em sua
biblioteca materiais
disponveis.
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Meu querido dirio
Resultados esperados: Que os alunos possam
escrever pequenos ou longos textos de no-fico,
tendo sua prpria vida como ponto de partida. Que
consigam falar de si mesmos com menos embarao
e censura. Que possam refletir sobre sua trajetria
no curso de EJA, caso resolvam escrever sobre ela.
Objetivo
Escrita de um pequeno dirio, no qual possam
exercitar a escrita de no-fico, examinar suas
prprias memrias e transform-las em escritas
de literatura.
Introduo
Esmeralda achou que deveria contar sua histria
para ajudar outros jovens em situao de risco.
Esmeralda, por que no dancei  o ttulo do livro,
que  uma auto-biografia e tambm um relato de
experincia marcado por passagens tristes, mas
tambm pela alegria e esperana de viver um
tempo melhor. A experincia de leitura de um
relato em primeira pessoa deve ser explorada, j
que o personagem  real.
Contexto no mundo do trabalho: Nas biografias ou nos
dirios dos alunos, o professor pode valorizar as ocupaes/
profisses deles pedindo que escrevam sobre elas
e a importncia na sua vida.
rea: Portugus Nvel II 2
Te x t o
Dicas do professor: Falar de si mesmo nem sempre  fcil.
Os alunos podem sentir-se tmidos, censurados e at
medrosos. Incentive os alunos a contarem suas histrias.
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  17
1. Solicite aos alunos que tragam rtulos de alimentos
industrializados, consumidos por eles
ou por membros de sua famlia.
2. Pea a cada aluno que construa uma tabela
contendo as seguintes informaes relativas
ao rtulo do produto que ele consumiu: tipo
de alimento, aditivo encontrado e seu cdigo,
funo do aditivo.
3. O professor deve construir a mesma tabela no
quadro, acrescentando ainda uma coluna com
exemplos de outros alimentos que contm
aquele mesmo aditivo e solicitar a cada aluno
que leia em voz alta a tabela que construiu,
utilizando as informaes ali contidas para
completar a tabela da turma.
Descrio da atividade
Atividade P Conservando alimentos industrializados
Resultados esperados: Compreenso do conceito
de aditivo qumico e confeco de tabela relacionando
alimentos, presena e funes dos aditivos
qumicos utilizados.
Objetivos
 Compreender o conceito de aditivo qumico
usado em alimentao.
 Identificar funes de aditivos qumicos utilizados
em alimentos.
Introduo
Quando um alimento  industrializado para ser
consumido em prazos mais longos, ele  submetido
a um tratamento para melhorar sua conservao
e aparncia. Mas por que alimentos comprados
prontos usualmente se conservam por
mais tempo? Isto ocorre porque eles recebem aditivos
que tm como funo manter sua consistncia,
melhorar ou manter seu valor nutricional,
controlar a acidez e a textura ou mesmo melhorar
o aspecto visual e o sabor. Entre os aditivos que
so encontrados em alimentos industrializados
existem diversas classes, identificadas por cdigos.
Os acidulantes mantm a acidez e conservam
os alimentos (Cdigo H); os antioxidantes retardam
a reao com o oxignio do ar (Cdigo A); os
aromatizantes e flavorizantes realam ou
fornecem aroma e/ou sabor (Cdigo F); os conservantes
reduzem a deteriorao (Cdigo P); os
corantes conferem ou intensificam a cor dos alimentos
(Cdigo C); os edulcorantes adoam
(Cdigo D). J os espessantes aumentam o volume,
mantendo a textura e a consistncia dos alimentos
(Cdigo EP) e os estabilizantes do cremosidade
e mantm os componentes juntos
(Cdigo ET).
Contexto no mundo do trabalho: A identificao de
conhecimentos que prorrogam a validade de utilizao
dos alimentos pelos seres humanos. A indstria qumica
em conexo com a alimentar; os processos de fabricao,
embalagens, a especializao profissional, etc. A utilizao
de alimentos industrializados d-se no s no ambiente
domstico, mas tambm nos diversos ambientes de
trabalho  restaurantes, lanchonetes, indstrias, etc.
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor: Conservantes naturais tm sido utilizados
h milhares de anos pela humanidade: sal, vinagre,
cravo-da-ndia, canela, pimenta-do-reino, alho, etc.
rea: Cincias Nvel II 3
Te x t o
4. Identifique quais alimentos, dentre os estudados,
que possuem o maior nmero de aditivos,
buscando justificativas para tais usos.
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18  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. Sugira  turma que realize a seguinte
pesquisa:
a) Ir  secretaria da escola para fazer um levantamento
sobre a idade dos estudantes de
EJA. b) Perguntar aos estudantes se a necessidade
de assegurar os meios de sobrevivncia
foi algo que os impediu de escolarizar-se em
idade prpria. c) Saber se os estudantes de
EJA trabalham. d) E quanto aos estudantes da
terceira idade, eles ainda trabalham? Como
garantem sua sobrevivncia? Recebem algum
tipo de penso? e) Para as pessoas da terceira
idade, por que o trabalho ainda  importante?
f) Como gostariam de viver a melhor idade?
2. Elaborar e espalhar cartazes pela escola, contendo
os depoimentos dos(as) alunos(as) sobre
os significados do trabalho na terceira
idade.
Descrio da atividade
3. Organizar um debate, cuja mesa  composta
por estudantes de EJA, pertencentes  terceira
idade. Sugesto de ttulo: O trabalho na melhor
idade.
Materiais indicados:
P papel pautado e caneta
pilot
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Melhor idade para fazer o qu?
Resultados esperados: Perceber os significados
do trabalho para a terceira idade, ou seja,
para o grupo etrio acima de 60 anos.
Objetivo
 Reconhecer que, alm de serem discriminadas
no mercado assalariado de trabalho, as trabalhadoras
da terceira idade, ou seja, do grupo
etrio acima dos 60 anos, no tm usufrudo o
direito de gozar os frutos das riquezas produzidas
pelo trabalho.
Introduo
Segundo o texto, dona Odette parece estar muito
feliz pelo fato de, finalmente, aos 63 anos de
idade, ter encontrado um emprego! Sabemos que,
por meio do trabalho os seres humanos entram
em relao com a natureza e com outros seres humanos,
o que permite que dona Odette fez novos
amigos, tornando-se, inclusive, conselheira
dos(as) trabalhadores(as) que so bem mais
jovens que ela. Realmente, ela j devia estar cansada
de vender produtos de casa em casa, mas
em que medida  possvel dizer que o emprego
que conseguiu no supermercado , de fato, um
emprego que d estabilidade ?
Dona Odette est vivendo na chamada terceira
idade  conhecida como a melhor idade! Depois
de ter trabalhado tantos anos, ser que ela no
poderia aproveitar o tempo livre para viajar, curtir
os netos, para danar... namorar? Alm de fazer
amigos e sentir-se produtiva, o que mais precisaria
dona Odette? Por que, at hoje, precisa
traba-lhar? Se ganhasse uma penso digna, teria
assegurado sua estabilidade para viver a melhor
idade?
Dicas do professor: Caso a secretaria da escola no tenha
um levantamento da idade dos estudantes de EJA, o mesmo
poderia ser uma atividade sugerida pelo(a) professor(a).
rea: Educao e Trabalho Nvel II 3
Te x t o
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1. Identificar qual  a principal forma de preconceito
que o texto apresenta.
2. Levar a classe a discutir se o idoso  incapaz
de ser produtivo na sociedade.
3. Apontar que o idoso pode ter dificuldade em
realizar tarefas que exijam mais rapidez, reflexo
ou fora fsica, mas que possui outros
atributos para o trabalho, como o saber acumulado
durante a vida, a experincia e a convivncia.
4. Extrair do texto uma passagem que trate desta
questo.
5. Discutir com a classe que o ser humano, ao
longo de sua vida, desenvolve determinadas
aptides e perde outras conforme a idade.
Portanto, nada justifica o preconceito contra
as pessoas idosas.
6. Discutir ainda por que uma pessoa, depois de
dcadas de servios prestados  sociedade, 
ainda obrigada a trabalhar mesmo em idade
avanada.
Descrio da atividade
Material indicado:
P pesquisa fotogrfica de
idosos trabalhando, em
especial em servios
pesados.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P O preconceito de idade e outras formas de preconceito
Resultados esperados: Possibilitar que o aluno
incorpore uma crtica s posies preconceituosas,
e possa rever sua opinio sobre dogmas
estabelecidos e desenvolver o sentimento de solidariedade
s pessoas que sofrem qualquer tipo de
preconceito.
Objetivo
 Levar o aluno a compreender que o preconceito
 um fenmeno social situado no tempo e no
espao, que sua reproduo carece de base real
que o justifique. Observar ainda que o preconceito
 uma forma de discriminao combinada, ou
seja, a idade, o sexo, a forma fsica, a condio
social, dentre outras, se agrupam e acometem as
pessoas de forma incisiva e constrangedora.
Introduo
Mulher e homem possuem diferenas substanciais
a ponto de se criar profisses especficas
para cada um? O idoso  incapaz de produzir? O
deficiente fsico deve ficar recluso em casa, distante
da sociedade?
Contexto no mundo do trabalho: Pode-se entender que
as formas de preconceito com relao aos trabalhadores
so, no limite, uma forma de barateamento dos custos de
mo-de-obra, permitindo assim ampliar a margem dos
lucros.
Dicas do professor: Pensar na extenso desta atividade
observando como a vida na cidade  marcada pela velocidade,
tanto dos veculos quanto das pessoas nas ruas.
Corre-se para comer, para se chegar ao trabalho, para voltar
para casa. O tempo  sempre curto. Este espao  apropriado
aos mais idosos?
rea: Geografia Nveis I e II 3
Te x t o
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  19
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20  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. Ler o texto com a turma.
2. Interpretar oralmente, destacando questes
como: Por que a mulher, aps os sessenta procura
vagas no mercado de trabalho? Qual a
relao desse fato com o sistema de aposentadorias
no Brasil? Que tipo de preconceito
pode enfrentar a mulher idosa no trabalho?
3. Motivar a turma para a releitura e discusso
do depoimento da dona Odette, questionando:
o que dona Odette buscava? O que ela
encontrou, alm de estabilidade e renda?
Quais os significados do trabalho para ela?
4. Levar para a sala algumas revistas e solicitar
que a turma se divida em grupos. Cada grupo
dever fazer um mural. Sugestes de ttulos:
a) Melhor idade para as mulheres. (possveis
significados do trabalho para a vida das
mulheres idosas, relacionamentos, dilogo,
convivncia, sade fsica e mental, ocupao
Descrio da atividade
do tempo livre, renda, qualidade de vida). b)
Direitos dos(as) idosos(as)  levantar os direitos
dos idosos. c) Problemas enfrentados
pelos(as) idosos(as) no Brasil.
5. Propor a escrita de uma carta a uma liderana
poltica, defendendo os direitos dos(as) idosos(
as) da comunidade, propondo aes que
contribuam para a melhoria da qualidade de
vida dos cidados da terceira idade.
Atividade P Melhor idade para as mulheres: vida e trabalho aos sessenta
Resultados esperados: Reflexo sobre os
direitos e dificuldades da mulher na terceira idade
e elaborao de um documento com propostas de
aes de cidadania.
Objetivo
 Analisar os significados do trabalho e os direitos
das mulheres de terceira idade
Introduo
Quando discutimos as questes do trabalho, sempre
nos vem  mente a idade adulta em que os
homens e as mulheres esto em plena idade produtiva.
No contexto de globalizao, de avanos
tecnolgicos convivemos com fatores importantes
para a nossa temtica: o desemprego, a desigualdade
e o aumento da expectativa de vida. As mulheres,
em geral, vivem mais tempo que os homens
nos diversos lugares do mundo. Isto tem
provocado mudanas no modo de viver. Os idosos
lutam pelos seus direitos e por qualidade de vida.
No Brasil foi sancionada pela Presidncia da
Repblica  Casa Civil, Subchefia para Assuntos
Jurdicos  em 1o de outubro de 2003 a Lei no
10.741, que dispe sobre os direitos dos idosos: O
Estatuto do Idoso. Nesse sentido, o texto jornalstico
apresentado  relevante para a anlise
da situao da mulher e sua relao com o
mundo do trabalho. Quais os significados do trabalho
para as mulheres? Quais as dificuldades? E
as vantagens? Qual a viso que elas tm sobre as
mudanas que estamos vivendo? Qual a situao
da mulher idosa no Brasil? Por que melhor
idade? O trabalho no  algo que interessa apenas
queles chamados adultos, entre 25 e 45
anos, mas tambm aos jovens e aos idosos.
Dicas do professor: Sites: www.portalterceiraidade.com.br
www.sescsp.org.br. Conhea vrios projetos, estudos, leis e
movimentos de terceira idade.
Leia o Estatuto do Idoso no site
www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.741.htm
Tempo sugerido: 1 hora
rea: Histria Nveis I e II 3
Te x t o
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1. Depois da leitura, discutir a questo do desemprego
no pas e suas causas. Perguntar: Ser
que foi apenas sorte que fez donna Odette
empregar-se? Mostrar que o perfil para a
funo contribui para a contratao. Por meio
de perguntas, traar o perfil necessrio para
que uma pessoa possa ser atendente (atitudes
exigidas, aptides, hbitos, disposio
para o trabalho, etc.). Ressaltar: para cada
funo, h habilidades requeridas que contribuem
para o sucesso ou fracasso das tarefas
a executar.
2. Levantar um perfil da sala: Prefiro trabalhar
em tarefas rotineiras ou me entusiasmo com
novos desafios? Sinto-me mais atrado pelo
salrio do que pelo trabalho propriamente
dito ou prefiro ganhar menos em um trabalho
que me d satisfao? Gosto mais de trabalhar
sozinho ou em grupo? Gosto de mudar de
funo constantemente ou prefiro a estabilidade
em um cargo? Considero as mudanas
produtivas para meu aperfeioamento profissional
ou prefiro conservar um posto em que
j tenho pleno domnio das tarefas? Sempre
sou entusiasmado pelo meu trabalho ou, normalmente,
apenas cumpro as tarefas que me
impem a chefia? Lev-los a refletir sobre as
funes em que se adaptariam com mais facilidade.
Falar em vocao e competncias.
3. Conversar com os alunos sobre o sentido do
Descrio da atividade
termo curriculum vitae (do latim, carreira
da vida). Conjunto de dados concernentes ao
estado civil, ao preparo profissional e s atividades
anteriores de quem se candidata a um
emprego, a um concurso, etc. Comentar diversos
modelos de currculo (buscar na Internet).
4. Com o currculo, costuma-se enviar uma
carta de apresentao respondendo a um
anncio ou oferta. Essas cartas, normalmente,
tm trs caractersticas bsicas: a) Motivo:
Em relao ao anncio..., Com referncia
ao posto de...; b) Consideraes: Sou (titulao,
nvel profissional) e j trabalhei
(tempo) como consta no currculo anexo.
Considero-me capacitado para realizar o trabalho
proposto, pois j trabalhei...; c)
Objetivo: Pelo exposto, desejaria que levassem
em conta a possibilidade de candidatar-
me s vagas (ao processo de seleo);
d) Agradecimentos.
5. Pedir que construam o seu currculo para
candidatar-se a empregos escolhidos a partir
de anncios de jornais e que escrevam uma
carta de apresentao.
6. Simular entrevistas e anlise de currculo.
Materiais indicados:
P modelos de currculo
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Criao de currculo
Resultados esperados: Ampliar a competncia
escrita em portugus padro.
Objetivos
 Produzir, adequadamente, um currculo e uma
carta de apresentao.
 Uso adequado da norma culta.
Introduo
Um currculo bem apresentado  fator importante
para contratao. Cria expectativas que
contribuem para a seleo para entrevista.
rea: Portugus Nvel II 3
Te x t o
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  21
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22  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
Calcule com seus alunos quantos segundos j
vivemos.
1. Calcule quantos dias j vivemos.
2. Multiplque esse nmero por 24 (horas), assim
sabemos quantas horas j vivemos. Multiplique
esse nmero de horas por 60 (minutos), com
isso sabemos quantos minutos j vivemos.
3. Multiplique esse nmero de minutos por 60
segundos, com isso obtemos quantos segundos
j vivemos. Calcule tambm quanto
tempo dormimos durante nossas vidas.
4. Estime que dormimos 8 horas por dia e calcule
quantas horas dormiremos num ano, multi-
Descrio da atividade
plicando 8 por 365. Calcule quantas horas
tem um ano, fazendo 24 vezes 365 e compare
com as horas dormidas em um ano. Todos
percebero que dos 12 meses do ano, passamos
4 meses dormindo, o que era de se esperar
j que dormimos um tero do dia.
Portanto, se uma pessoa tem 30 anos, podemos
dizer que ela passou 10 anos da sua vida
dormindo.
Material indicado:
P Calculadora
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Um segundo na vida
Resultados esperados: Compreender que
qualquer padro de medida pode ser usado, mas
nem sempre so os melhores para serem adotados
internacionalmente.
Objetivos
Entender que h padres de medidas para o
tempo.
Introduo
No dia-a-dia utilizamos unidades de medidas
para vrias situaes: um carro somente pode
atingir velocidade mxima de 40 km/h em ruas
da cidade, um jogador de basquete pode ultrapassar
os 2 m de altura, uma pessoa pode estar
gorda (ou magra) para um peso de 60 kg, etc.
Nem sempre as unidades do dia-a-dia combinam
com as que a cincia utiliza. No caso do peso, por
se tratar de fora, ela  expressa em Newtons (N)
ou quilograma-fora (kgf). Em Fsica, kg  a
expresso da massa (dificuldade em alterar o
movimento de um corpo). Para cada unidade
diferente h um padro. Os padres para definio
de grandezas fsicas variam ao longo do
tempo, e com o prprio tempo no  diferente.
At algumas dcadas atrs definia-se segundo
assim: se dividirmos o dia em 86400 partes, o
segundo seria 1 dessas partes, ou seja, 1/86400.
Com a possibilidade da rotao da Terra se alterar
ao longo dos sculos, escolheu-se como
padro o dia solar mdio do ano de 1900. Hoje,
com o avano da tecnologia e o auxlio da Fsica
Nuclear,  possvel a escolha de um padro mais
preciso para a medida de um segundo, a partir
do perodo de emisso de determinada radiao
ocorrida nos tomos do elemento qumico radioativo
csio 133.
Contexto no mundo do trabalho: Todo mundo j deve
ter ouvido o velho dito popular tempo  dinheiro. Pois
ento, vimos a importncia que um mero segundo tem na
virada do ano de 2005 para 2006, onde os relgios
atmicos foram ajustados em 1 segundo. Pode parecer
pouco para o nosso dia-a-dia, mas um segundo, numa
corrida de Frmula 1, por exemplo,  muito tempo. Um
segundo, na medicina, pode salvar vidas.
rea: Cincias Nveis I e II 4
Te x t o
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1. Aps a leitura do texto, destaque o box com os
tempos de licena-maternidade no mundo e
convide os educandos a dizerem em qual pas
as mes ficam mais tempo ao lado dos filhos
recm-nascidos. Observe com eles que os
tempos esto em unidades diferentes.
2. Pea ento que transformem todos os tempos
para a mesma unidade. (Sugerimos em semanas,
dividindo o total de dias por 7.)
3. Ajude-os a organizar as respostas em uma
tabela, onde na primeira coluna sejam listados
os pases, na segunda os tempos das licenas-
maternidade e na terceira, os tempos com
as respectivas unidades transformadas.
4. Pea aos alunos que incluam o Brasil na lista,
com o tempo da licena-maternidade na
mesma unidade usada para os demais pases.
5. Pea ento que alinhem os resultados em
ordem crescente.
Descrio da atividade
6. Promova uma discusso sobre as vantagens e
as desvantagens da ampliao do tempo da
licena-maternidade, chamando a ateno
para os dados apresentados no texto sobre a
arrecadao com impostos e os gastos com
pneumonia de crianas.
Atividade P Comparando conquistas
Resultados esperados: Tabela com tempos de
licena-maternidade em uma nica unidade.
Que os educandos sejam capazes de argumentar
em defesa da ampliao do tempo de licenamaternidade.
Objetivos
Transformar unidades de medida de tempo.
Comparar grandezas matemticas.
Introduo
 possvel que na turma de EJA em que voc trabalhe,
a situao descrita no texto seja conhecida
por alguma de suas alunas. Tambm  comum
que as mulheres no conheam seus direitos e
talvez at considerem um favor quando o patro
no a demite por estarem grvidas. Esta atividade
contribui para uma reflexo sobre a licenamaternidade
como direito que j est garantido
pela lei desde a confirmao da gravidez at
cinco meses aps o parto da mulher e a importncia
da ampliao desse tempo para a sade do
beb.
rea: Matemtica Nvel I 4
Te x t o
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  23
4CP05TX4P3.qxd 17.12.06 23:23 Page 23
24  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
Segundo o Dirio Oficial da Unio (DOU) de
27/05/99, durante o perodo de 120 dias a mulher
ter direito ao salrio integral e, quando
varivel calculado de acordo com a mdia dos
seis ltimos meses de trabalho... Pea aos alunos
que considerem as informaes dadas e respondam
as questes:
1. Supondo que uma gestante comprove uma
renda de R$ 1.420,60 nos trs primeiros
meses e uma renda de R$ 1.680,00 nos trs
ltimos meses antes da licena-maternidade,
quanto receber mensalmente durante os
quatro meses dessa licena?
2. Considerando a variao dos salrios de uma
outra gestante de R$ 400,00 nos dois primeiros
meses, de R$ 480,00 nos dois meses inter-
Descrio da atividade
medirios e R$ 520,00 nos dois ltimos meses
anteriores  licena-maternidade, pea que
calculem a quantia recebida durante os quatro
meses dessa licena.
Material indicado:
P Calculadora.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Direitos da mulher grvida
Resultados esperados:
a) Calcular o salrio de gestantes durante a
licena-maternidade, utilizando-se da mdia
aritmtica.
b) Desenvolver o senso crtico em relao s leis
trabalhistas como forma de incluso social.
Objetivos
 Reconhecer os direitos sociais da mulher
durante a gravidez e a licena maternidade.
 Aplicar conhecimentos para conferir o salrio
destinado a uma gestante durante a licenamaternidade.
Introduo
O texto Empresas contratam mulheres durante
a gravidez apresenta uma nova tendncia em
relao  contratao de mulheres durante a gravidez.
Essa atitude  decorrente de lutas pelos
direitos que as mulheres reivindicam h sculos.
O tratamento desigual de gnero faz com que a
prpria mulher se surpreenda quando lhe  concedido
um direito, como  o caso de Maria
Teresinha Dias de Paula. A licena-maternidade,
na sua compreenso, traz prejuzos  empresa?
Que tipos de danos so considerados pelos
empregadores? Quais so os direitos sociais garantidos
 gestante? Voc tem conhecimento de
alguma mulher que tenha sido prejudicada, no
trabalho, por estar grvida?
Contexto no mundo do trabalho: O lugar da mulher
grvida no mundo do trabalho  visto ainda com temor.
Essa discriminao na maioria das vezes  oculta em
empresas, indstrias e outros lugares de trabalho, pois 
mulher  atribuda a funo social de reproduo e criao
dos filhos, o que pode acarretar entre outros problemas
o afastamento do emprego durante a licena-maternidade.
Embora a mulher e o homem sejam contemplados
com a licena, h empresas que preferem no admitir
grvidas em seus setores.
rea: Matemtica Nveis I e II 4
Te x t o
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1. Ler o texto e refletir com os alunos sobre os
direitos das mulheres no trabalho.
2. Dividir a sala em grupos e solicitar que elaborem
questes que tenham como respostas as
informaes contidas no texto. Exemplo:
Quando a mulher engravida, quanto tempo
pode se afastar do servio? Resposta: A lei
garante  mulher o direito de no trabalhar
quatro semanas antes do parto e oito semanas
depois. E assim por diante.
3. Conversar com os alunos sobre a possibilidade
de divulgar, por meio de cartazes as
Conquistas trabalhistas.
4. Falar sobre a importncia de um bom cartaz:
deve ser expressivo, chamar a ateno; funo
da linguagem: apelativa. Estudar tamanho e
forma de cartazes conhecidos. Observar como
as figuras e palavras so distribudas.
5. Lembrar que os cartazes costumam apresentar
slogans que podem ser metafricos (Ser
me  padecer no paraso?). Pedir aos alunos
que criem slogans para os tpicos da licenamaternidade.
6. Ressaltar a importncia da diagramao nos
cartazes e salientar a importncia da correo
e adequao do vocabulrio empregado.
Descrio da atividade
7. Solicitar que, em grupos, usem apenas as perguntas
do item 2 para confeccionar cartazes
sobre os direitos concedidos s mulheres
antes, durante e depois da gravidez. Se quiserem,
podem inserir slogans para chamar ainda
mais a ateno.
8. Quando os cartazes (apenas com as perguntas)
estiverem prontos e revistos, solicitar que
sejam afixados em lugares bem visveis da
escola pelo perodo de uma semana.
9. Na segunda semana, novos catazes sero criados.
Agora, alm das perguntas, os educandos
colocaro as respostas obtidas no item 2.
Assim, esclarecem a curiosidade que fora lanada
durante a exposio dos primeiros cartazes.
10.  importante revisar, com cada grupo, a correo
gramatical e falar da importncia de
escrever para um leitor especfico, que merece
respeito. Ressaltar, tambm, a importncia
da pontuao para transmitir a mensagem
adequadamente.
Materiais indicados:
P Cartolina, canetas hidrogrficas,
figuras recortadas.
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Criao de textos publicitrios: cartazes
Resultados esperados: Contribuio para o
conhecimento dos direitos trabalhistas por meio de
recursos propagandsticos corretamente veiculados.
Objetivos
Propiciar a criao de textos de informao
(cartazes) sobre as conquistas trabalhistas.
Exercitar a habilidade de criar perguntas.
Introduo
Informao e persuaso so elementos fundamentais
na linguagem publicitria. H uma publicidade
no comercial, que, alm de informar,
pode, de forma sinttica, conscientizar o cidado
de seus direitos e deveres.
Contexto no mundo do trabalho: A atividade, alm de
exercitar a criatividade e capacidade de organizao textual
dos educandos, pretende informar a comunidade
sobre os direitos trabalhistas.
rea: Portugus Nveis I e II 4
Te x t o
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  25
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26  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. Realizar uma leitura minuciosa do texto em
sala de aula.
2. Pesquisar o significado dos termos Quilombola,
imbira e caro.
3. Identificar no poema todas as partes que tratam
da escravido no Brasil.
4. Identificar a atividade econmica realizada
por essas pessoas.
5. Identificar as partes do poema que apontem
para a retomada da auto-estima dessas pessoas.
6. Analisar com os alunos esses pontos e discutir
formas de aes afirmativas no sentido de superar
as marcas ainda presentes da escravido.
Num segundo momento, utilizando um mapa
do estado de Pernambuco (com escala), calcular
a localizao do Quilombola que dista 550
quilmetros de Recife e indicar aproximadamente
no mapa a posio encontrada.
7. Explicar o que significa a escala de um mapa.
Descrio da atividade
Para tanto,  preciso entend-la. Ela pode aparecer
de duas formas: numrica ou grfica. No
caso da numrica, ela  dividida em duas partes
separadas por dois pontos, por exemplo:
1:50.000. Nesse caso, significa que 1 centmetro
no mapa equivale a 50.000 centmetros na
realidade. No caso da escala grfica, o clculo
 o mesmo, mas  preciso utilizar a rgua para
fazer a comparao entre o centmetro na
escala e na realidade.
Materiais indicados:
P Rgua, mapa do estado de
Pernambuco, dicionrio.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Razes crioulas
Resultados esperados:
a) Possibilitar a compreenso dos efeitos da escravido
para os trabalhadores escravos. b)
Compreender a luta de resistncia desses trabalhadores
tanto na fuga, quanto na edificao
dos Quilombos e o desenvolvimento das atividades
econmicas alternativas. c) Aprender o
significado da escala nos mapas.
Objetivos
 Permitir que os alunos estabeleam a associao
entre a cultura de tempos pregressos e o espao
vivido.
 Levar  compreenso de que o resgate de prticas
de vida  uma das aes que se pode desenvolver
para se realizar tal associao e permitir
uma reflexo coletiva sobre elas.
 Desenvolver conhecimentos sobre a utilizao
de escala em mapas.
Introduo
A escravido foi uma realidade da construo da
nacionalidade brasileira. Sua existncia marcou
profundamente a sociedade brasileira e ainda
apresenta seus efeitos, tanto na discriminao
cotidiana contra os negros, quanto nos efeitos da
perpetuao dessa condio. Quais as aes afirmativas
que a sociedade pode desenvolver no
sentido de preservar a cultura de povos e grupos
oprimidos? Qual a importncia dessas aes no
sentido da reflexo coletiva sobre a crtica dessas
prticas sociais? A resistncia ao esquecimento 
uma arma eficaz contra o tempo.
Contexto no mundo do trabalho: A mo-de-obra escrava
foi amplamente utilizada no Brasil durante a colonizao,
gerando conseqncias em grande escala na composio
e nas principais caractersticas do mercado de trabalho
brasileiro.
rea: Geografia Nvel I 5
Te x t o
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rea: Histria Nveis I e II
Dividir a turma em dois grupos e solicitar as
seguintes atividades:
1. O grupo 1 dever ficar responsvel pelo texto
Conceio das Crioulas e o grupo 2 por A
trabalhadora negra.
2. Os grupos devero ler, interpretar e debater os
textos.
3. Retirar as idias principais dos textos.
4. Montar dois painis com as palavras-chave do
texto que expressam significados de ser mulher,
negra e trabalhadora em diferentes
momentos da histria do Brasil: na atualidade
e no perodo escravista.
5. Motiv-los a refletir sobre a condio da mulher,
negra e trabalhadora: como era, o que
mudou e o que permaneceu?
6. Solicitar que os dois grupos apresentem as
suas produes ao restante da turma.
Descrio da atividade
7. Concluir coletivamente refletindo sobre os
preconceitos enfrentados pela mulher, negra e
trabalhadora.
8. Registrar, em um pequeno texto coletivo, as
concluses do grupo sobre o tema.
Materiais indicados:
P papel, pincis, cd, aparelho
de som
Tempo sugerido: 2
horas
Atividade P Ser mulher, negra e trabalhadora
Resultados esperados: Reflexes e produo
coletiva de texto sobre o tema.
5
Te x t o
Objetivo
 Discutir a condio da mulher, negra e trabalhadora
no perodo escravista e na atualidade.
Introduo
A participao das mulheres nos acontecimentos
histricos tm sido s vezes esquecida ou minimizada.
As crianas, os jovens e adultos brasileiros
ti-nham acesso a uma nica verso da Histria,
uma histria branca, masculina que privilegiava
os feitos de alguns homens. Isso pode ser observado
na literatura didtica, at mesmo, quando
tratava de assuntos, como os movimentos sociais,
as lutas polticas, os quilombos. Ou seja, as
mulheres no eram tratadas como sujeitos da
Histria. Entretanto, essa histria excludente tem
sido criticada e revista pela pesquisa acadmica,
pelas escolas e pelos movimentos sociais. Os textos
apresentados so exemplos desse esforo de
crtica e reviso. Todos ns fazemos histria, logo,
todos temos direito  histria. Vejam que interessante:
a Comunidade Quilombola de Conceio
das Crioulas foi fundada por seis mulheres
negras. Voc sabia? Isso nos possibilita questionar:
qual o papel das mulheres negras na histria
do nosso pas? Como temos afirmado, no podemos
falar da mulher e sim de mulheres, no plural.
No ? As identidades so mltiplas. Logo, o que
significa ser mulher, negra e trabalhadora? Vamos
discutir com os nossos alunos? Vamos enfrentar
os preconceitos?
Dicas do professor: Msica  Kizomba, Festa da raa.
Samba enredo da Escola de Samba Vila Isabel, de Rodolfo/
Jonas e Luiz Carlos da Vila, Intrprete: Gera.
Sugestes para trabalhar a questo ver em: Didtica e prtica
de ensino, de Selva G. Fonseca (Papirus).
Filme  Chica da Silva, 1976. Diretor: Carlos Diegues.
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  27
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28  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I
1. Prepare com os estudantes um pequeno questionrio
para enquete contendo 4 ou 5 perguntas
sobre trabalho, salrios, gnero,
cor/raa, escolaridade, etc.
2. Oriente a utilizao da enquete entre os colegas
das turmas de EJA.
3. De posse dos dados, organize-os em tabelas,
cruzando os de raa/cor com os de gnero e
com os de trabalho e renda/salrios.
4. Leia o texto e pea aos alunos para compararem
os dados da enquete com os do texto.
5.Pea que formem frases
5. Pea que formem frases a respeito da comparao
dos dados, elaborando um texto coletivo
a respeito da situao da mulher trabalhadora,
em especial a mulher negra.
Descrio da atividade
Atividade P Organizar dados
Resultados esperados: Tabelas que ajudem a
compreender o texto e a situao de discriminao
da mulher negra no mercado de trabalho.
5
Te x t o
Objetivo
 Coletar, organizar e analisar dados numricos.
Introduo
O texto mostra que a mulher negra trabalhadora
 mais discriminada que a mulher branca e que o
homem negro trabalhador. Voc reconhece essa
situao no seu bairro ou mesmo na sala de aula
entre os seus alunos e alunas? A atividade a
seguir prope uma reflexo sobre a situao de
discriminao que sofre, em especial, a mulher
negra, a partir de uma anlise da situao das
alunas de EJA.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Procure os dados do IBGE e compareos
com os obtidos na turma ou escola.
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rea: Portugus Nveis I e II
1. Leia o texto rimado para seus alunos. Faa
uma boa leitura valorizando as rimas e o ritmo
da poesia.
2. Proponha que os alunos escrevam um pequeno
cordel sobre outros aspectos/informaes
trazidos pelo prprio texto. Exemplos: a fiao
do algodo, o artesanato, a fuga da escravido,
a vitria.
3. Ajude-os a construir pequenos textos poticos
com rimas simples. Um bom comeo  a lista
de palavras. Pea que os alunos faam uma
lista de palavras que se relacionam com o que
querem escrever. Exemplo: Escolher a palavra
algodo. Palavras possveis: plantao, brancura,
campo, colheita, tecido, flor. A lista vai se
formando com a ajuda de todos. Depois, do outro
lado da lista, escolher palavras que rimam.
Algodo  plantao / brancura  semeadura e
assim por diante.
4. O exerccio de colher palavras  bastante interessante.
Pe em alerta o celeiro de palavras
que todos ns carregamos e usamos muito
pouco. Pode-se utilizar o dicionrio e procurar
palavras difceis de pouso uso.
5. Depois de listar as palavras, iniciar a confeco
Descrio da atividade
do poema. Lembre-se de que se pode trabalhar
com quadrinhas simples.
6. Proponha aos alunos que faam tambm uma
recolha de quadrinhas populares em sua
memria. Talvez a mais lembrada seja a velha
Batatinha quando nasce... Instigue-os a
puxar pela memria e lembrar de outras.
Certamente elas aparecero.
Materiais indicados:
P livros de poesia, livreto
de cordel e dicionrio
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Semeando palavras, colhendo poesias
Resultados esperados: O melhor resultado 
que os alunos gostem de brincar com a poesia. Jos
Paulo Paes, um importante poeta brasileiro, escreveu
que Poesia  brincar com as palavras. Que
os alunos sintam-se  vontade para brincar com as
palavras e tocar nelas. Mexendo, trocando de lugar,
experimentando aquela que melhor cabe no espao
e na idia que ele quer transmitir ao seu leitor.
5
Te x t o
Objetivos
 Identificar a linguagem potica do texto e sentir-
se atrados e desafiados a tambm fazerem
textos em versos simples e diretos.
 Utilizar a poesia como narrativa.
Introduo
O texto  uma poesia de versos simples, parecido
com poesia de cordel. Conta-nos uma histria
completa e dirige-se a um pblico que parece
ouvinte do texto: A vocs quero falar, diz o
poema. Essa  sua forma. Seu contedo trata da
histria da Comunidade Conceio das Crioulas.
A relao entre forma e contedo  um aspecto
importante do estudo da lngua, pois trata do
que o escritor quer falar e como ele ir falar.
A autora Andrena escolheu o texto rimado para
contar sua histria.
Dicas do professor: Toda atividade proposta  melhor
desenvolvida quando o professor tambm se sente atrado
por ela e sente vontade de tambm desenvolv-la, em especial
as de escrita. Por isso, faa tambm seus versos, cace
palavras. Exercite seu lado potico e mostre aos seus alunos
que  possvel.
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  29
5CP05TX5P3.qxd 17.12.06 23:24 Page 29
1. Dividir a classe em dois grupos: homens e
mulheres.
2. O grupo das mulheres ser orientado a observar
o desenho e elaborar uma frase que o
homem diria para a cabea da mulher; cada
aluna dever anotar uma frase no seu caderno.
3. O grupo dos homens far a mesma coisa
criando frases que a mulher diria para a cabea
do homem, anotando tambm em seu
caderno.
4. Os dois grupos se colocam frente a frente e,
alternadamente, homens e mulheres diro as
suas frases se dirigindo a uma pessoa do sexo
oposto. Ao final, a turma poder escolher a
frase mais criativa.
Descrio da atividade
Atividade P Diferena ou igualdade?
Resultados esperados: Que o aluno possa
reconhecer-se nas diferenas e avaliar as vantagens
destas no apenas no mbito das relaes entre os
sexos, mas principalmente no das dife-rentes culturas.
Objetivo
 Criar um jogral divertido sensibilizando para
as diferenas de pontos de vista entre homens
e mulheres.
Introduo
Obviedades: Mulheres e homens so fisicamente
diferentes. Mulheres e homens so emocionalmente
diferentes. Mulheres e homens so intelectualmente
iguais.
Ento, por que no conseguem se conhecer verdadeiramente
depois de milnios? Por que a
mente do sexo oposto continua a ser um grande
mistrio? Ser que  difcil para homens e mulheres
reconhecer-se um no outro? Por qu? A
charge de Lacaz nos prope mergulhar nesse universo
das diferenas e igualdades entre os sexos
e refletir sobre a posio que a mulher tem ocupado
ao longo da histria nessa relao.
Tempo sugerido: 1hora e 30 minutos
rea: Artes Nveis I e II 6
Te x t o
30  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
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Oriente seus alunos na seguinte atividade:
1. Em duplas, conversam sobre si, procurando
obter o mximo possvel de informaes sobre
cada uma. No  necessrio escrever.
2. Coloque na parede 3 folhas de papel ou cartolina.
3. No grande grupo, forme um duplo crculo: um
interno formado por cada pessoa de cada
dupla e um externo formado pelas outras pessoas
de cada dupla.
4. As pessoas que esto atrs apresentam as que
esto na frente. Oriente para que falem tudo
o que conseguiram absorver da primeira conversa.
Quem est sendo apresentado fica em
silncio.
5. Anote as principais informaes de cada apresentao,
distribuindo-as pelas 3 folhas/cartolinas:
na primeira folha, coloque as informaes
sociodemogrficas (idade, sexo, estado
civil, escolaridade, origem, etc.) na segunda
folha as informaes pessoais (calada,
expansiva, alegre, solidria, agressiva, detalhista,
etc.); e na terceira folha a identidade do
trabalho (profisso, renda, onde trabalhou e
trabalha, qual o tipo de profisso que gostaria
de aprender, etc.).
6. Troca-se de lugar (quem estava no crculo
Descrio da atividade
interno passa para o externo e vice-versa) e o
processo se repete, at que todas as pessoas
tenham sido apresentadas.
7. Ao final, discuta com o grupo o resultado da
identidade de cada um.
Material indicado:
P papel ou cartolina
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Nossa identidade
Resultados esperados: Que os educandos
percebam a relao entre a trajetria de vida e a
construo social da identidade de homens e
mulheres.
Objetivo
 Produzir elementos para a discusso sobre
identidade, com foco na identidade pessoal e do
trabalho.
Introduo
A atividade promove a reflexo sobre a identidade
do homem e da mulher a partir do desenho
de Guto Lacaz. Como construir relaes de solidariedade
que tambm respeitem as diferenas
de gnero?
rea: Economia Solidria Nveis I e II 6
Te x t o
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  31
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32  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. Desenvolva a atividade O jogo das Frutas com
seus alunos:
a) Todos os participantes sentam-se, em forma
circular.
b) O professor solicita a presena de seis a
sete voluntrios, que so encaminhados para
uma sala ou corredor prximos.
c) Durante a ausncia dos voluntrios, o professor
explica que ao iniciar a entrada do grupo
de voluntrios ir falar no ouvido de cada
um o nome de uma fruta. (Na verdade, falar
o nome da mesma fruta para cada um dos voluntrios.)
d) E assim que todos os voluntrios estiverem
no centro do crculo, devero juntar-se em
forma circular, entrelaando os braos.
e) Permanecero nessa posio e, em um dado
momento, cada um dir o nome de certas frutas,
e quem disser o nome correspondente ao
da fruta que for chamada, dever deixar-se
Descrio da atividade
cair, cabendo a todos fechar de tal maneira o
crculo que impea a queda dele.
f) No momento em que disser o nome da fruta
que todos receberam ( bom lembrar que o
grupo dos voluntrios desconhece que todos
receberam o nome da mesma fruta) todos caem
no cho.
Atividade P O papel da mulher hoje em nossa sociedade
Resultados esperados: Reflexo sobre a possibilidade
de conviver com outras pessoas, interagir,
ajudar, solidarizar-se, situaes estas sempre
presentes no mundo do trabalho. Reflexes sobre
o papel da mulher hoje em nossa sociedade, suas
atribuies e os preconceitos impostos a ela.
Objetivos
 Possibilitar a reflexo dos alunos sobre o papel
da mulher hoje em nossa sociedade.
 Promover a integrao do grupo; aliviar tenses.
Introduo
A mulher vem conquistando seu espao diante
de uma sociedade ainda machista. Faltam
reflexes e atitudes sobre essa questo, como as
realizadas no texto que mostram a jornada dupla
da mulher, os afazeres domsticos prprios
dela. Por que no do homem tambm? E o tempo
livre? Ser que aps tanto desgaste fsico e
emocional ainda sobra tempo? Os exerccios de
relaxamento, alongamento, os jogos e as brincadeiras
so timos para o alvio da tenso. Na
escola, no EJA, temos a mulher que, aps essa
longa jornada, est enfrentando outra nos bancos
escolares. Isso j foi discutido por vocs na
classe? Os homens da classe reconhecem a tripla
jornada das mulheres hoje em dia? O que eles
pensam sobre isso? E sobre a mulher que trabalha
em casa e vai para a escola?  importante a
mulher continuar seus estudos?
Tempo sugerido: 1 hora
rea: Educao fsica Nveis I e II 7
Te x t o
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  33
1. Debater com os alunos qual tem sido o descanso
das mulheres trabalhadoras.
2. Ler com eles o texto e debater a jornada dupla
de trabalho (dentro e fora de casa).
3. Propor uma pesquisa entre mulheres de diferentes
idades, casadas e solteiras, de diferentes
classes sociais, para saber qual tem sido
o tempo de lazer e o que fazem nesse tempo;
e se sobra tempo para elas mesmas e o que
fazem nesse tempo.
4. Organizar as questes da entrevista para manter
um padro de respostas, com o objetivo de
tabular os dados.
5. Organizar as respostas, considerando diferentes
categorias de mulheres.
6. Organizar tabelas e grficos a partir dos
dados.
Descrio da atividade
Atividade P Depois do trabalho
Resultados esperados: Espera-se que os estudantes
caracterizem e reflitam sobre o lazer das mulheres
trabalhadoras.
Objetivo
 Identificar o lazer das mulheres trabalhadoras.
Introduo
O lazer e as horas de descanso so fundamentais
para qualquer trabalhador e, desde a sistematizao
do trabalho nas manufaturas e fbricas, h a
luta para diminuio das horas de trabalho. A
conquista das 8 horas nas fbricas significava ter
8 horas de descanso e 8 horas de lazer. Em alguns
pases, h trabalhadores que formalmente conquistaram
a diminuio para 6 horas de trabalho
por dia. Todavia, desde que ingressaram no mercado
de trabalho formal, as mulheres passaram a
acumular tambm o trabalho domstico. Isso significa
que parte das 8 horas de descanso e das 8
horas de lazer est comprometida com os afazeres
da casa. Ento, ser que as mulheres no descansam?
Trabalham fora de casa e quando voltam
ao lar enfrentam inmeras tarefas domsticas?
Quando e onde as mulheres usufruem de lazer e
de tempo para si mesmas?
Tempo sugerido: 4 horas
rea: Histria Nveis I e II 7
Te x t o
7. Propor a escrita de um texto organizando os
resultados e a organizao de um mural na
sala.
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34  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. Pea aos seus alunos para fazerem uma lista
dos seus afazeres no dia-a-dia. Depois, organize-
os em grupo, cuidando para que as mulheres
e os homens fiquem em grupos distintos.
O objetivo  comparar os trabalhos das
mulheres com os dos homens.
2. Pea que cada grupo desenhe um grande crculo
(sobre papel pardo) dividindo-o em vinte
e quatro partes iguais para simular um relgio
de 24 horas. Nesse relgio eles devem desenhar
uma jornada de um dia comum de trabalho,
pintando o setor triangular que se forma
entre a hora de incio e de trmino de cada
atividade, inclusive as horas dormidas. Oriente
para que anotem as horas de lazer, de estudo,
de alimentao, de descanso, de dormir,
etc.  importante que os trabalhos sejam bem
detalhados para que se possa fazer uma comparao
entre os relgios na turma.
3. Ao final do trabalho, pea que cada grupo apresente
seus trabalhos e medie um dilogo de leitura
das jornadas destacando as igualdades e
diferenas entre as jornadas dos homens e das
mulheres.
4. Proceda a uma leitura silenciosa do texto.
5. Realize depois uma leitura pblica do texto,
solicitando que a turma compare com os tra-
Descrio da atividade
balhos que fizeram, perguntando: por que a
jornada de trabalho das mulheres costuma ser
maior que a dos homens? Isso aconteceu com
a turma? Por qu?
Materiais indicados:
P papel pardo, lpis de
cor
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P A jornada das mulheres
Resultados esperados: Relgio simulado de
24 horas com representao das jornadas de trabalho
dos alunos.
Objetivos
 Dividir um crculo em 24 partes.
 Comparar jornadas de trabalho representadas
em um relgio simulado de 24 horas.
Introduo
Historicamente as mulheres tm de enfrentar
uma jornada dobrada de trabalho, conciliando
um emprego fora de casa com as tarefas domsticas.
Quando elas resolvem estudar, suas jornadas
passam a ser triplas. Por que isso acontece?
rea: Matemtica Nveis I e II 7
Te x t o
7CP05TX7P3.qxd 17.12.06 23:27 Page 34
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  35
1. Atividades de pr-leitura: Conversar com os
alunos sobre o sentido da palavra pedreira
nas seguintes frases: Vamos, hoje, visitar a
pedreira do Sr. Juvenal. e Ela me disse que a
vida est uma pedreira. Mostrar o valor denotativo
e conotativo dos termos (Conotao  o
uso da palavra com um significado diferente
do original, criado pelo contexto: Voc tem
um corao de pedra. Denotao  o uso da
palavra com o seu sentido original, dicionarizado:
Pedra  um corpo duro e slido, da
natureza das rochas.
2. Colocar no quadro: A mulher trabalhadora
precisa matar um leo por dia. Discutir as
condies da mulher no trabalho e os benefcios
e malefcios da emancipao feminina.
3. Atividades de leitura: Pedir que os alunos
encontrem no texto frases feitas, com sentido
conotativo (chorar sobre o leite derramado,
descansar carregando pedras).
4. Atividades ps-leitura: Pedir aos alunos que
forneam o significado denotativo de armar
o barraco (provocar briga); andar no mundo
da lua (ser distrado); Foi um deus-nosacuda
(confuso).
5. Pedir que relacionem outras frases feitas e forneam
o sentido denotativo (maria-vai-com-asoutras
(indecisa); fazer boca-de-siri (calar-se);
chamar o Hugo (vomitar).
Descrio da atividade
6. Mostrar que os provrbios tambm so frases
feitas, de sentido conotativo: Em rio de piranhas
jacar nada de costas. (Os espertos evitam
os perigos).
7. Pedir que os alunos relacionem o maior nmero
de provrbios possvel e os escrevam no
quadro.
8. Formar rquipes. Entregar, em um papel, um
provrbio para cada equipe. Pedir que unicamente
por meio de mmica, levem a classe a
entender o contedo do provrbio (Melhor um
pssaro na mo do que dois voando. Em terra
de cegos quem tem um olho  rei...)
9. Pedir aos alunos que, por meio de desenho,
caricatura ou charge representem um dos
seguintes ditados populares:
a) Ela fala pelos cotovelos; b) Eles no dormem
de botina; c) Elas esto esquentando a
cabea; d) O esforo foi um furo na gua; e)
Eles vivem entre a cruz e a espada.
Atividade P Linguagem verbal e no-verbal: conotar e denotar
Resultados esperados: Ampliar a habilidade
de expressar-se por meio da linguagem verbal e
no-verbal; reconhecer frases feitas, provrbios e
socializar-se por meio da mmica.
Objetivo
 Ampliar a reflexo sobre as propriedades significativas
da linguagem verbal e no-verbal: denotar,
conotar; reconhecer frases feitas; exercitar
a linguagem no-verbal.
Introduo
A atividade pretende ativar o conhecimento prvio
do aluno e ampliar as possibilidades de leitura
do texto verbal e no-verbal por meio de reflexo
metalingstica e mmica.
Tempo sugerido: 4 horas
rea: Portugus Nveis I e II 7
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36  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. Estender no cho o papel, comprido o suficiente
para que todos trabalhem, e potes de
pintura a dedo ou guache com as cores primrias,
gua e recipientes vazios para a mistura
das cores.
2. Diante do papel, a classe planejar a obra a ser
pintada, partindo das imagens individuais provocadas
pela leitura e discusso do texto. Feitas
as escolhas do que pintar, onde pintar, que cores
usar, etc., a classe criar a obra coletivamente.
3. Concluda a primeira fase da pintura, a classe
discutir o resultado e modificar ou acrescentar,
caso seja necessrio, os elementos faltantes
ou aqueles que daro maior unidade 
obra.  importante que levem tambm em considerao
nessa fase do trabalho aspectos relativos
 linguagem da pintura como a forma, a
luz (claro-escuro), a textura, a cor, o movimento,
o espao, o estilo na concretizao do tema.
4. Quando a classe considerar que a obra est
Descrio da atividade
pronta, ela dever ser afixada em uma parede
ou muro para que possa ser apreciada.
5. Discusso da obra final, analisando a relao
da obra com o texto.
6. Discusso da experincia de pintar com o
dedo.
Materiais indicados:
P papel craft, guache ou
tinta para pintura a dedo,
fita adesiva ou fita crepe,
gua e recipiente
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Ns
Resultados esperados:
a) Experimentar o planejamento coletivo de uma
obra e sua execuo. b) Perceber as diferentes
facetas da criao em grupo. c) Experimentar o
corpo, aqui representado pelos dedos, como
suporte para a criao artstica.
Objetivo
 Criao coletiva de pintura.
Introduo
A palavra arte vem do latim ars que significa habilidade.
At o final do sculo XVIII, ser artista significava
ter muita habilidade na execuo de algo.
Padeiros, alfaiates, sapateiros, arquitetos, cantores,
escritores, enfim, todos os artfices de alta qualidade
eram artistas. A separao do artista, do arteso
ocorreu na Frana e foi conseqncia do estabelecimento
de padres estticos do Belo. Com o incio
dos Sales de Arte a pintura e a escultura passam
a ser chamadas de Belas Artes, diferenciando-se
assim das outras artes. No incio do sculo XX,
porm, com os movimentos de vanguarda, o Belo
j no  importante. A denominao j no tem
mais sentido e adota-se o termo Artes Plsticas
para a pintura, escultura, desenho, etc. ou seja, a
arte de transformar, moldar de modo a oferecer
significados diferentes, a partir da subjetividade do
artista. No entanto, na segunda metade do sculo
XX, surgem novas formas de expresso como as
instalaes, as perfomances, a vdeo-arte e, mais
recentemente, a web-arte. A denominao Artes
Plsticas j no  suficiente para abranger essa
diversidade. Passa-se a chamar de Artes Visuais e
os coletivos de arte, seja na criao ou na apresentao
passam a ser uma marca dos dias atuais para
todas as formas de arte.
Dicas do professor:
Livro: A histria da arte, de E. H. Gombrich. (LTC).
Site: www.louvre.fr
www.mac.usp.br
rea: Artes Nveis I e II 8
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  37
Maya teve a sua primeira menstruao aos 12
anos e menstrua regularmente a cada 28 dias.
Aos 21 anos, casou-se e optou pelo uso da tabelinha
como mtodo anticoncepcional. Pea aos
alunos para orient-la, montando uma tabela de
seu ciclo menstrual, assinalando dias frteis, nos
quais ela necessita utilizar proteo anticoncepcional
adicional, e dias nos quais ela no est em
sua fase frtil.
1. Maya ficou menstruada no dia 7 de abril.
Marque esse dia como dia 1  incio do ciclo
menstrual  no calendrio.
2. Numere os dias subseqentes, at o nmero
28 (fim do ciclo menstrual).
3. Assinale com uma estrela o 14- dia, que  o
dia mais provvel da ovulao. O perodo fr-
Descrio da atividade
til deve ser considerado englobando do 11- ao
17- dias do ciclo.
4. O procedimento deve ser repetido para os prximos
5 ciclos menstruais (total = 6 meses).
Material indicado:
P calendrio anual
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Vamos entender a tabelinha?
Resultados esperados:
a) Compreenso das fases do ciclo menstrual e
reprodutivo. b) Construo de uma tabelinha,
que pode ser utilizada como mtodo contraceptivo
complementar.
Objetivos
 Introduzir o conceito de ciclo menstrual e reprodutivo.
 Conceituar menarca e menopausa.
Introduo
Uma menina cresce e, na adolescncia, sob a
ao de hormnios, transforma-se em uma mulher,
com capacidade de gerar filhos. A menstruao
 o sinal de que um vulo feminino  que
carrega os genes  amadureceu, instalou-se no
tero e, por no ter sido fecundado por um
espermatozide, foi liberado. O primeiro dia de
um ciclo menstrual  o dia do incio da menstruao.
A ovulao ocorre na metade do ciclo (14-
 dia  dia mais frtil da mulher). Uma mulher
tem a maior possibilidade de engravidar nos trs
dias antes e nos trs dias depois da ovulao. No
entanto, esses nmeros representam apenas valores
mdios de ciclos menstruais, que podem
variar bastante de mulher para mulher. O ciclo
reprodutivo feminino dura cerca de 35 anos,
sendo iniciado com a menarca, que  a primeira
menstruao de uma menina. J a gravidez
resulta da fecundao de um vulo por um
espermatozide, gerando um ovo, que mais
tarde se transforma num embrio, que cresce
dentro no tero materno durante 9 meses. A
mulher mantm a sua capacidade de gerar filhos
at ter sua ltima menstruao  a menopausa.
Contexto no mundo do trabalho: Permite discutir a
licena-maternidade e dificuldades enfrentadas pelas mulheres
no mundo do trabalho.Ainda existem empresas que
no contratam um profissional competente por ela ser do
sexo feminino ou por ela estar ou poder ficar grvida?
Dicas do professor: O uso da tabelinha  relevante do
ponto de vista didtico, para se entender o ciclo menstrual
e como mtodo contraceptivo para aquelas mulheres que
no desejam engravidar, mas para as quais a gravidez no
seria uma dificuldade. Tendo em vista que h variaes
mensais no ciclo menstrual de uma mesma mulher, devido
a diversas razes, o mtodo no oferece proteo ideal.
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38  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. Atividades de pr-leitura  predio:
a) Escrever o ttulo do poema na lousa e perguntar
que tipo de assunto pode tratar o texto.
Registrar as opinies na lousa.
b) Colocar o primeiro verso na lousa (Moo,
cuidado com ela!) e solicitar inferncias possveis
entre o ttulo e o verso. Os alunos inferiro
tratar-se de um dilogo e que ela  perigosa.
c) Colocar o segundo verso na lousa (H que se
ter cautela com esta gente que menstrua...).
Perguntar: Quem  ela? Relacionar fases da
lua com gente que menstrua.
d) Trabalhar a habilidade de imaginar (verso seguinte):
Como seria uma cachoeira s avessas?
2. Atividades de leitura: Depois da leitura, verificar
se as informaes do texto correspondem
s inferncias da classe. Comentar que o texto 
um poema, possui expresses metafricas e
traduz uma perspectiva feminina.
3. Atividades de ps-leitura:
a) Provocar suposies e inferncias por meio de
perguntas: Por que, s vezes, a mulher parece
hera? Por que  metade legvel, metade sereia?
Mostrar as expresses metafricas e solicitar
Descrio da atividade
consideraes sobre o sentido de: ponte de um
beijo, cidade secreta, Atlntida perdida.
b) Trabalhar com sinonmia: No texto, cobra e
serpente so palavras sinnimas? Quais so as
metforas para homem? (co). As metforas
vaca e galinha so palavres no entender da
autora?
4. Produo de texto: Conversar com os alunos
sobre o fato de, ao nos manifestarmos em lngua,
imprimimos um ponto de vista em relao
ao mundo, revelamos valores. A posio do eu
lrico, no poema, ressalta as especificidades do
estar num mundo comandado por homens.
Pedir que assumam um eu lrico masculino e
criem um poema que tenha por ttulo: Aviso da
lua que menstrua.
Atividade P A inferncia, a metfora e a mudana da persperctiva do eu lrico
Resultados esperados: Ampliao da capacidade
de trabalhar o texto potico, as metforas e
compreender que todo texto  dotado de intencionalidade.
Objetivos
 Ampliar a possibilidade de realizar inferncias.
 Entender o sentido metafrico dos termos no
contexto e produzir textos com mudana do eu
lrico.
Introduo
O texto de Elisa Lucinda, ao apresentar um eu
lrico feminino,  um poema que explora, alm
da funo potica, uma perspectiva argumentativa.
Apresenta, assim, poeticamente, um ponto de
vista, uma forma feminina do existir e de sentir
o estar no mundo quer pela explorao das metforas
quer pelo tom contestatrio.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Apresentar canes populares brasileiras
(de Chico Buarque e Caetano Veloso) que, assumem
o eu lrico feminino e expressam um ponto de vista sobre a
condio da mulher.
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  39
c) a partir desse debate, propor a escrita de
um texto sobre a importncia de incluir a
histria dessas mulheres na histria brasileira.
Atividade P As mulheres e a histria do Brasil
Resultados esperados: Espera-se que os estudantes
reflitam sobre a presena de mulheres
de classes populares na histria do Brasil e registrem
essas reflexes.
Objetivo
 Debater a presena de mulheres de classes
populares na histria do Brasil.
Introduo
Quando a histria valorizava apenas as classes
dominantes, pouco se queria saber a respeito das
mulheres, e menos ainda das que pertenciam s
classes sociais mais pobres. S h poucas dcadas,
as mulheres passaram a ser foco de estudos
histricos. Antes, elas eram apenas coadjuvantes
de uma histria masculina. Apareciam em
imagens inspirando poetas, provocando paixes,
como guardis da famlia, belas, heronas, bruxas
ou ameaadoras. Hoje, h a valorizao da
histria das mulheres, e h o cuidado para no se
falar da mulher genrica, como uma categoria
abstrata, mas de mulheres concretas, pertencentes
a pocas, locais e classes sociais.
1. Converse com os alunos sobre a presena ou
no das mulheres das classes populares na
histria do Brasil: o que sabem a respeito do
assunto, quais exemplos podem citar...
2. Pea para que os alunos observem as fotos do
ensaio, descrevam as caractersticas dessas
mulheres, que tipo de trabalho exercem, quais
as suas condies de vida; traos fsicos.
3. Questionar com os alunos se esse  o perfil
feminino que encontramos na histria brasileira
que tem sido escrita.
4. Proponha, para uma aula seguinte, que cada
um entreviste uma mulher de classe social
pobre, organizando perguntas com eles.
5. Proponha:
a) a escrita de uma poesia que ilustre a
histria de vida das mulheres fotografadas no
ensaio.
b) o debate sobre as entrevistas realizadas.
Descrio da atividade
Tempo sugerido: 8 horas
Dicas do professor: Ver texto de Eclia Bosi no prefcio
do livro Quotidiano e poder em So Paulo no sculo XIX, de
Maria Odila Leite da Silva Dias (Brasiliense).
Mulher e trabalho  32 histrias, de Maria Silvia Camargo e
Cristiana Isidoro 32 histrias, (Editora 34).
rea: Histria Nveis I e II 9
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40  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. Dividir a classe em dois grupos.
2. Para o primeiro grupo, o tema do painel dever
ser a defesa do casamento como a melhor
alternativa para a mulher. Para o segundo
grupo, o tema ser a defesa da independncia
da mulher.
3. Os alunos faro a defesa atravs da colagem
de imagens que formaro o painel.
4. Os painis sero afixados na parede.
5. Os grupos analisaro os painis.  importante
estimular o debate das duas posies e as escolhas
imagticas dos grupos.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P revistas e jornais, fotos,
papel craft, cola e
tesoura, fita crepe
Tempo sugerido: 1 hora e
30 minutos
Atividade P A mulher e as mudanas
Resultados esperados: a) Refletir sobre as
mudanas culturais advindas com o desenvolvimento
e a participao cada vez mais efetiva da
mulher na sociedade; b) Reconhecimento das
diferenas entre escolhas pessoais e as impostas
pela sociedade no comportamento da mulher trabalhadora.
O que  fruto de sua deciso e o que 
fruto da organizao social; c) Reconhecimento
das mudanas no papel exercido pela mulher na
sociedade e o que poder ou dever ser ainda
modificado.
Objetivo
 Criao de um painel com colagem de
imagens.
Introduo
As questes que envolvem a situao da mulher
na sociedade moderna ainda se impem por um
lado pela continuidade do papel da mulher dentro
de sua casa, como me, esposa, educadora,
cuidadora e, por outro, pelos novos desafios impostos
por ela mesma e pela sociedade que a
posicionam tambm como provedora do sustento,
ganhadora do po. Ao mesmo tempo, viver de
forma independente passou a ser tambm uma
opo da mulher e aceita pela sociedade moderna.
No entanto, h vantagens e desvantagens em
qualquer escolha que se faa.
Dicas do professor: Msica  Mulheres de Atenas, de
Chico Buarque de Holanda.
rea: Artes Nveis I e II 10
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  41
1. Pea aos alunos que faam uma tabela correlacionando
os seguintes alimentos e tempos de
cozimento em panelas comuns e em panelas
de presso: batata, cenoura, beterraba, feijocarioca,
feijo-preto e bife de panela.
2. Identifique quantas vezes o tempo de cozimento
 maior na panela comum, comparado
ao tempo gasto na panela de presso.
3. Justifique a diferena nos tempos de cozimento
utilizando os conceitos de presso, temperatura
e o princpio da panela de presso.
Descrio da atividade
Atividade P Como funciona uma panela de presso?
Resultados esperados:
a) Compreenso do princpio de funcionamento de
uma panela de presso. b) Identificar o porqu
da reduo do tempo de cozimento em panelas
de presso.
Objetivos
 Aprender o princpio de funcionamento de
uma panela de presso.
 Identificar conseqncias do uso de uma panela
de presso em ambiente domstico.
Introduo
Voc j observou que o feijo cozinha muito mais
rapidamente quando usamos uma panela de presso?
Numa panela de presso a gua ferve a temperaturas
superiores a 100 C. J nas panelas normais
a temperatura mxima alcanada  de cerca
de 100 C. A temperatura de ebulio da gua
depende da presso da coluna de ar (presso
atmosfrica) sobre ns. Quanto maior a presso
atmosfrica, maior ser a temperatura de ebulio.
Dessa forma, a gua ferve a 100 C quando estamos
no nvel do mar e apenas a 72 C no Monte
Everest (8848 m). Em uma panela hermeticamente
fechada, como a panela de presso, a gua
que comea a ferver no tem por onde sair e contribuir
para o aumento da presso dentro do
reservatrio. Esta presso interna vai aumentando,
at o ponto em que ela  suficiente para mover o
pino central da tampa, quando ento se alcana a
presso mxima obtida pela panela e, como conseqncia,
alcana-se a temperatura maior que  caracterstica
de uma panela de presso, o que reduz
o tempo de cozimento dos alimentos. Qual a
importncia da presso no campo da indstria?
Quais profisses utilizam a presso como forma de
otimizar o trabalho produzido?
Contexto no mundo do trabalho: As donas de casa,
diariamente, economizam gs por meio do uso de panelas
de presso, abreviando o tempo de cozimento de alimentos.
Cozinhas industriais possuem panelas que produzem
presses ainda maiores. Autoclaves, utilizadas para esterilizao,
tambm fazem uso do princpio da panela de
presso.
Dicas do professor: Panelas de presso possuem dois
tipos de vlvula. A maior, que fica no centro da tampa, 
usualmente formada por um pino pesado de metal, que
pode se movimentar quando a presso dentro da panela for
suficientemente alta, aumentando sua segurana. H ainda
uma pequena vlvula de segurana, que s abre quando a
vlvula de pino est entupida e a panela pode vir a explodir.
No se deve mexer nessas vlvulas durante o uso da panela,
pois elas fazem parte de seu sistema de segurana.
Tempo sugerido: 1 hora
rea: Cincias Nvel II 10
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42  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
1. Pergunte aos seus alunos se algum deles sabe
como fazer sabo artesanal.
2. Pea ao aluno que saiba preparar sabo, que
descreva para os colegas o processo.
3. Construa com a turma uma receita caseira de
como preparar sabo artesanal.
4. Identifique com os alunos possveis alteraes
na receita produzida por meio da identificao
de reagentes substitutos.
Receita bsica para o preparo de sabo:
a) Derreta gordura animal (1/2 copo) em fogo
brando e deixa-a esfriar.
b) Dissolva COM CUIDADO soda custica (2 colheres
de sopa) em gua morna (1/2 copo).
c) Adicione LENTAMENTE e MEXENDO SEMPRE
lcool (1/2 copo) e a soluo de soda custica
 gordura animal derretida e fria.
Descrio da atividade
5. Coloque essa mistura em uma forma, deixe-a
esfriar e corte em barras de sabo.
Atividade P Quem sabe fazer sabo?
Resultados esperados:
a) Compreenso de como o sabo  feito. b) Elaborao
de uma receita para a preparao de um
sabo caseiro.
Objetivos
 Introduzir o conceito qualitativo de sabes.
 Aprender a preparar um sabo caseiro artesanal.
Introduo
Quando utilizamos sabo para lavar loua, conforme
o texto menciona, nem sempre conseguimos
o efeito desejado. Por que s vezes precisamos
usar mais e s vezes usar menos sabo?
Detergentes vendidos no comrcio  slidos ou
lquidos  so misturas formadas por diversas
substncias qumicas: agentes tensoativos, soda
custica, solventes, etc. Inicialmente, os sabes
eram bastante simples, produzidos a partir da
interao de cidos graxos (gordura animal) com
soda custica. Sabes so geralmente eficientes,
mas podem sofrer decomposio na presena de
cidos diludos ou ficarem inativos, se forem utilizados
com gua dura. Denominamos uma gua
como dura quando ela  muito rica em sais de
clcio e magnsio. Nesse caso, o sabo faz pouca
ou quase nenhuma espuma, perdendo o seu
poder de limpeza. Por que o sabo artesanal 
pouco consumido? O que  um produto biodegradvel?
Qua a importncia da industrializao
dos produtos de limpeza?
Contexto no mundo do trabalho: No mundo do trabalho,
pode-se identificar diferenas no poder de limpeza de
sabes artesanais e sabes industriais, tanto em uso
domstico  para limpeza de loua e roupas  quanto em
uso comercial, no caso de limpezas feitas em larga escala
por firmas especializadas.
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor: O sabo  conhecido desde a prhistria,
sendo uma das substncias qumicas sintetizadas
pelo homem h mais tempo. Era feito pela mistura de gordura
animal com as cinzas de vegetais queimados, que so
ricas em substncias alcalinas. Durante a Primeira Guerra
Mundial (1914-1918), a Alemanha sofreu com a escassez
de gorduras animais e passou a produzir detergentes totalmente
sintticos.
rea: Cincias Nvel II 10
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  43
1. Inicie a atividade orientando seus alunos para
que, em grupos, procedam  leitura do texto,
 busca e ao registro de exemplos das duas
situaes referidas, tomando como base sua
vida fora e dentro do trabalho.
2. Em seguida, abra a discusso sobre o tema em
plenria dando a palavra aos estudantes para
que relatem o trabalho realizado.
3. Comente os relatos destacando o efeito das
transformaes no universo familiar e do trabalho,
sobre o sentido do ser feminino.
4. Por fim, apresente duas questes a serem respondidas
e registradas em grupos:
a) Voc reconhece a guerra dos sexos em
sua vida, hoje? b) Que efeitos ela tem sobre
seu universo familiar e do trabalho?
Descrio da atividade
Atividade P A guerra dos sexos  do sculo passado?
Resultados esperados: O entendimento sobre
as questes que envolvem a emancipao da mulher
na sociedade por meio da expresso guerra
dos sexos e o registro de respostas provenientes
dessa discusso.
Objetivos
 Reconhecer a atualidade da guerra dos sexos
presente na vida familiar e do trabalho.
 Analisar os efeitos desta guerra sobre o sentido
do ser feminino.
Introduo
A entrada da mulher no mundo do trabalho, at
pouco tempo atrs dominado pelos homens, redimensionou
o sentido do ser feminino. Do lugar
de sexo frgil, as mulheres se deslocaram para
um outro onde a fragilidade  parte da fora feminina
que se expressa de mltiplas formas,
desde o exerccio das diversas tarefas que as ocupam
nas duplas ou triplas jornadas de trabalho 
capacidade de liderana revelada nas vrias
funes poltico-administrativas que hoje so
ocupadas por elas. Esse redimensionamento, cujo
princpio histrico pode ser reconhecido nos anos
1930 com a assuno do movimento feminista representado,
entre outras expresses, pela guerra
dos sexos, ainda continua em processo. Podemos
reconhec-lo na nova ordem familiar em que a
criao dos filhos e os cuidados com a casa j no
so mais tarefas s das mulheres, bem como, na
intensa concorrncia por postos de trabalho em
decorrncia da maior qualificao profissional
das mulheres. Proponha aos seus alunos uma discusso
sobre o tema.
Tempo sugerido: 1 hora
Dicas do professor:
Site: www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=
S010340142003000300010&lng=en&nrm=iso
Feminismo e Literatura no Brasil. Estudos Avanados, de
Constncia Lima Duarte. V. 17, n. 49, 2003.
Revista Estudos Feministas
Caderno Espao Feminino
NEGUEM
Site: www.neguem.ufu.br
Festival Internacional de Cinema Feminino
Site: www.feminafest.com.br/2004/femina.html
Livro: Mulheres e Movimentos  fotos de Claudia Ferreira e
textos de Claudia Bonan (Aeroplano), 2005
Site: almanaque.folha.uol.com.br/chiquinha.htm
Chiquinha Gonzaga  histria e msica
rea: Educao e trabalho Nveis I e II 10
Te x t o
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44  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Artes Nveis I e II
Atividade a ser desenvolvida em duas aulas. A
apresentao dever ser na aula 2.
1. Promover uma discusso sobre a novela de
rdio (quem conhece, como ela , quais as
peculiaridades que possui, etc.).
2. Dividir a classe em grupos de 5 pessoas.
3. Examinar o texto e destacar o que  fala de
personagem, o que  fala de narrador, o que 
ambientao.
4. Criar os dilogos ou narraes necessrias que
se encontram apenas sugeridas no texto.
5. Criar uma lista de possveis efeitos sonoros.
6. Organizar o roteiro da novela considerando a
abertura, os anunciantes e o encerramento.
7. Apresentar o trabalho. A platia dever ficar
de costas para o grupo, de forma a receber a
novela como se estivesse ouvindo rdio.
8. Discutir a experincia, destacando os elementos
do texto que melhor foram ressaltados e
como foram trabalhados.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P aparelho de som, msicas,
objetos para efeitos
sonoros
Tempo sugerido:
1- dia - 3 horas
3- dia - 1hora e 30 minutos
Atividade P Novela de rdio
11
Te x t o
Objetivo
 Explorar e interpretar o texto atravs da criao
de uma novela de rdio.
Introduo
Da telegrafia sem fio de Marconi, como o rdio
foi chamado no primeiro momento, ao satlite, as
comunicaes passaram ao longo do sculo XX por
profundas e rpidas transformaes e alteraram de
forma significativa o mundo e a vida social. Os
anos de 1920, palco de inmeras vanguardas artsticas,
no que se refere  comunicao, foi tambm
conhecido como a Era do rdio. No Brasil, a primeira
transmisso de rdio aconteceu em 1922. A
partir da um novo captulo da histria brasileira se
abriu. A fora de atrao que hoje reconhecemos
na televiso era exercida naquela poca pelo rdio.
Noticirios, msica, conselhos (mdicos e comportamentais),
concursos, e, principalmente,
anncios publicitrios ocupavam espao crescente
na programao das rdios. O imaginrio do pblico
era cada vez mais estimulado.  nesse contexto
que em 1941, surge a primeira novela, Em
Busca da Felicidade, que foi apresentada por
quase trs anos, pela Rdio Nacional.
Resultados esperados:
a) Exercitar a criao de dilogos e narrativas.
b) Perceber que o modo como uma informao 
passada, que no caso da novela de rdio
aparece pela modulao de voz, intenes das
falas ou interpretao dos atores e narrador,
pelos efeitos e trilha musical podem funcionar
como um divisor de guas para se acreditar ou
no em um fato, pessoa, etc.
Dicas do professor:
Sites 
www.dpto.com.br/nova_estacao_historia/internas
www.comidia.ufrn.br/toquederadio/html/memoria.htm
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  45
rea: Educao e trabalho Nvel II
1. Faa a leitura do texto Acreditaram nele com
os alunos.
2. Faa um debate com as seguintes questes:
vocs j ouviram falar ou presenciaram alguma
situao de assdio sexual no ambiente de trabalho?
O agressor foi punido? Que instituies
existem em defesa dos direitos da mulher? Na
cidade, existe uma Delegacia de Mulheres?
Existem registros de assdio sexual no trabalho?
Que outras formas de violncia as mulheres
tm denunciado?
3. Organize um debate sobre a violncia contra a
mulher, convidando a comunidade local para
participar do evento. Quem poderia ser convidado
para vir  escola falar sobre este assunto?
(delegada da delegacia da mulher; uma juza,
uma promotora, uma advogada, etc.).
Descrio da atividade
4. Como forma de divulgao do evento, poderiam
espalhar cartazes pela escola, socializando
as informaes que at ento vocs tm
sobre o tema.
Materiais indicados:
P papel pardo, caneta pilot
Tempo sugerido: 4 horas
(inclundo debate)
Atividade P A turma do apito
11
Te x t o
Objetivo
 Identificar as formas de violncia contra a mulher,
entre elas o assdio sexual no ambiente
de trabalho.
Introduo
Explique aos estudantes que tanto a Declarao
sobre a Eliminao da Violncia contra a Mulher,
aprovada pela ONU, em 1993, como a Conveno
Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a
Violncia, realizada em Belm do Par, em 1994,
definem a violncia contra a mulher como qualquer
ao ou conduta, baseada no gnero, que
cause morte, dano ou sofrimento fsico, sexual ou
psicolgico  mulher, tanto na esfera pblica, como
na privada (artigo 1o). As mulheres esto
comeando a compreender que no podem se
calar diante da violncia quer ela se d no trabalho
ou em mbito domstico. Num bairro popular
de Recife, inventaram at a turma do apito. Na
hora em que alguma mulher est sofrendo algum
tipo de violncia, todo mundo apita para solidarizar-
se com a vtima e, ao mesmo tempo,
intimidar o agressor. De que outra forma  possvel
contribuir para diminuir a violncia contra as
mulheres? No deveramos estar mais atentos ao
assdio sexual que, muitas vezes, vem sofrendo
uma companheira de trabalho? Valeria criar outras
turmas do apito?
Contexto no mundo do trabalho: As relaes de poder
historicamente desiguais e assimtricas entre homens e
mulheres tambm se manifestam no processo de produo
capitalista.
Resultados esperados: Sensibilizao e mobilizao
em defesa dos direitos humanos das mulheres.
Dicas do professor: Livro  Condio feminina e formas de
violncia: mulheres pobres e ordem urbana (1890-1920), de
Rachel Soihet (Editora Forense Universitria).
Revista  Proposta, no 103/104, 2005. (Veja o artigo de
Flvia Piovesan, intitulado Direitos humanos das mulheres
no Brasil: desafios e perspectivas.)
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46  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Geografia Nvel I
1. Identificar qual a atividade econmica da
empresa em que a funcionria trabalhava.
2. Apontar qual a sua primeira funo na empresa.
3. Qual foi a rea para a qual ela foi transferida
e por que motivo?
4. Apontar qual o cargo do funcionrio assediador.
5. Qual foi o argumento do assediador para tentar
convenc-la em sua proposta?
6. Questionar na classe se a funcionria foi corajosa.
E seus colegas de trabalho? E as outras
funcionrias demitidas?
7. Debater com os alunos que o desemprego,
combinado com o machismo e o poder
hierrquico criam as condies para a ocorrncia
do assdio nos locais de trabalho.
8. Levantar com a classe as formas que os trabalhadores
podem desenvolver de combater o
assdio no local de trabalho.
9. Registrar essas formas num texto coletivo.
Descrio da atividade
Atividade P A hierarquia e o poder no emprego
Resultados esperados: a) Estabelecer associaes
entre o assdio sexual e as formas de organizao
da sociedade: machista, com a mulher
invariavelmente em posies subalternas e de
desemprego em larga escala.
b) Possibilitar a reflexo crtica acerca do assdio
sexual e as formas de combate a esta prtica.
11
Te x t o
Objetivo
 Permitir que o aluno reflita sobre a questo do
poder no local de trabalho e como o medo
facilita a posio do agressor.
Introduo
A questo do assdio tem ganhado relevncia na
sociedade brasileira, pois o assunto tem sido
debatido com mais intensidade, as denncias se
avolumam e uma legislao foi criada a respeito.
O assdio, no fundo, se resume ao poder hierrquico
dentro de uma empresa. O texto traz o
relato de uma funcionria vtima de assdio. A
funcionria trabalhou quanto tempo no banco?
Quais os dois setores em que ela trabalhou? Em
qual deles os problemas de assdio surgiram? A
funcionria foi corajosa no seu ponto de vista?
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Filmes  Proposta indecente trata da
questo do poder econmico nas questes sexuais. O
filme pode ser associado ao texto e auxilia no debate
em sala de aula.
Assdio sexual. Um homem  assediado na empresa por
sua chefe e a recusa. Passa ento a ser acusado por
ela de ter cometido o assdio. Possibilidade remota de
ocorrer na realidade, mas mesmo assim ilustra a discusso.
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  47
rea: Matemtica Nveis I e II
Supondo que a funcionria citada no texto recebia
o correspondente a 2 salrios mnimos vigentes
e que a data de admisso e resciso tenha
sido 01/04/1996 e 19/06/2006, respectivamente,
discuta com seus(suas) alunos(as) as
questes abaixo descritas e pea que faam os
seguintes clculos:
1. Pelo tempo trabalhado em maio de 2006, calculem
o saldo-salrio.
2. Nesse caso, a trabalhadora tem direito de
receber um salrio relativo ao aviso prvio.
Pea que descubram qual seria esse valor.
3. O 13o salrio  calculado relativamente aos
meses trabalhados no ano da resciso e tambm
13o salrio relativo ao aviso prvio. Pea
que determinem o valor total recebido em 13o
salrios.
4. As frias proporcionais devem ser relativas a 4
meses, ou seja, 3 meses por direito; mais f-
Descrio da atividade
rias proporcionais ao ms do aviso prvio.
Faa com que calculem o total recebido em
moeda corrente.
5. Ao empregado cabe 8% mensalmente. Pergunte
a eles(as) qual o valor acumulado em
FGTS se o trabalhador quiser utilizar o mesmo
para compra da casa prpria. (Considere a
variao dos salrios mnimos desde a data da
admisso at a de resciso.)
Materiais indicados:
P calculadora, CLT artigo 438
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Assdio moral e sexual: o autoritarismo e a violncia velada
Resultados esperados:
a) Possibilidade de conhecer seus direitos quando
assediados moral e sexualmente. b) Conhecimento
dos clculos realizados na resciso contratual
que envolvem: porcentagem, mdia de
salrios, salrios proporcionais e operaes aritmticas
elementares.
11
Te x t o
Objetivos
Refletir acerca das humilhaes impostas pelos
assdios moral e sexual.
 Desenvolver atividades que tragam conhecimento
sobre direitos na resciso contratual.
Introduo
A humilhao no trabalho ronda homens e mulheres,
que na maioria das vezes preferem silenciar
do que denunciar seus chefes agressores.
Mulheres so assediadas sexualmente e, tambm
moralmente; a lei no 10.224, de 14/05/2001,
acresce ao Cdigo Penal o art. 216-A, a pena de
deteno de um a dois anos a quem assediar sexualmente.
Quanto ao assdio moral, as humilhaes
no trabalho costumam ser veladas e a
maior dificuldade para as pessoas assediadas 
provar a agresso. Voc j sofreu algum tipo de
humilhao em seu trabalho? Para que uma
denncia de abuso moral ou sexual seja consi-derada
e registrada como ocorrncia, quais so os procedimentos
necessrios?
Contexto no mundo do trabalho: Geralmente assdios
ocorrem a portas fechadas e a pessoa prejudicada sentese
magoada e envergonhada, .  necessrio denunciar
essa prtica de constrangimento atica e desumana.
Dicas: Dissertao  Uma jornada de humilhaes, de
Margarida Barreto (PUC/SP).
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48  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
Nveis I e II
Dirija a seguinte atividade de alongamento:
1. Movimentos laterais: flexionar o ombro direito,
puxando o brao deste mesmo lado, que ficar
flexionado, em direo a sua lateral esquerda,
pela parte posterior do trax (costas),
com o auxlio do brao esquerdo, cuja mo,
dever ser colocada no cotovelo do brao direito
puxando-o com fora e mantendo essa posio
por 30 segundos; inverter o movimento
para o ombro esquerdo.
2. Movimentos frontais: flexionar os ombros, movimentando
os braos estendidos para a frente
do abdomen segurando-os com o auxlio de uma
das mos, puxe ambos os braos para a frente e
para baixo at sentir que os msculos superiores
posteriores do trax estejam esticados.
3. Movimentos posteriores: flexionar os ombros,
movimentando os braos estendidos para trs
do abdomen (costas) segurando-os com o auxlio
de uma das mos, puxe ambos os braos
para trs e para baixo at sentir que os msculos
superiores frontais do trax estejam estendidos.
4. Movimentos frontais: flexione a articulao do
punho da mo direita, com o brao flexionado
em direo  caixa torxica (peito), abaixando
Descrio da atividade a palma da mo em direo ao solo, seguindo
este movimento em direo ao cotovelo; este
movimento dever ser realizado com o auxlio
da mo esquerda, colocando-se as costas dos
dedos da mo direita na palma da mo esquerda,
e empurrando esses dedos, em direo ao
cotovelo da mo direita, permanecendo nessa
posio por alguns segundos. Inverter as mos.
5. Pea aos alunos que elaborem um texto sobre
a importncia do alongamento em suas atividades
profissionais.
Atividade P Voc j fez sua atividade de alongamento hoje?
12
Te x t o
Objetivo
 Compreender a necessidade do alongamento
para evitar o stress dirio a que todos esto submetidos
nas diferentes profisses.
Introduo
A dupla ou tripla jornada de trabalho feminino 
uma realidade. Requer do corpo uma sobrecarga
que cria males, tratados de forma cara, custosa e a
preos elevados. A sobrevivncia nesses tempos
exige esforos fsicos que acabam acarretando
doenas, hrnias, lordoses, escolioses, dentre tantas
outras. Esses esforos so sentidos de maneiras
diversas em cada uma das diferentes profisses.
Que atividades podem e devem ser realizadas periodicamente
pelas mulheres para amenizar o esforo
fsico e manter uma boa qualidade de vida?
Existem exerccios que previnem ou melhorem a
condio de vida dessas trabalhadoras?
rea: Educao fsica
Resultados esperados: Reflexo sobre os esforos
fsicos realizados no trabalho que acarretam
problemas de sade. Adotar o alongamento
como forma de preveno desse mal.
Dicas do professor: Voc pode utilizar os alongamentos
como atividade de rotina diria no incio e no final das
aulas, por quinze minutos. Os alunos podero fazer os
exerccios durante as aulas no momento em que sentirem
dores musculares pelo dia intenso de trabalho. Os alongamentos
ajudam a aliviar as dores. Pode tambm, levar um
professor de Educao fsica para fazer uma palestra aos
alunos sobre a necessidade de atividades de alongamento
todos os dias.
Tempo sugerido: 1 hora
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rea: Educao e trabalho Nveis I e II
1. Iniciar a atividade colocando para os alunos a
seguinte questo: o que voc faz ao chegar em
casa, depois de um dia de servio?
2. Divida o quadro em duas partes e anote de um
lado as respostas dos homens e do outro, as
das mulheres.
3. Lance as seguintes questes para um debate:
a) por que em casa a jornada de trabalho tem
que ser to diferenciada se no ambiente de trabalho
o desempenho da mulher tem que ser
semelhante ao do homem? b) O que poder
ser feito para minimizar essa diferena?
4. Aps o debate, divida a turma em pequenos
grupos (de mulheres) e proponha que elas escrevam
uma cartilha cujo tema poder ser:
Em casa, todos tm tarefas a cumprir e apresentem
para a turma.
5. O outro grupo (de homens) far em sala uma
pesquisa cujo pblico-alvo ser as mulheres,
seguindo o roteiro: a) o que voc faria se sua
vida pessoal interferisse e causasse prejuzos 
Descrio da atividade sua ascenso pessoal? b) Voc consegue administrar
as jornadas de trabalho na empresa
e em casa? c) Se voc tivesse que ir a uma
tradicional festa de final de ano do filho na escola
e ter que comparecer ao trabalho, o que
escolheria?
6. Apresentar para a turma as respostas em forma
de grfico.
7. Aps as apresentaes, o(a) professor(a),
junto com os alunos, far a leitura do texto
comparando-o com as respostas dadas pelas
alunas.
Atividade P Dupla jornada
12
Te x t o
Objetivo
 Refletir e se posicionar frente  situao de trabalho
da mulher e sua dupla jornada.
Introduo
Muito se tem escrito sobre a dupla jornada da
mulher. O que acontece com o homem ao chegar
em casa? Geralmente, descansa, v televiso...
Ser que o mesmo acontece com as mulheres?
De uma maneira geral, o que se espera daquelas
que trabalham durante o dia, e quando chegam
em casa iniciam outra jornada como mes, mulheres
e donas de casa? Nos dias de hoje o que se
espera das mulheres  um desempenho semelhante
ao dos homens no ambiente de trabalho.
E no mbito familiar, o mesmo desempenho 
vlido para ambos os sexos? O texto traz um estudo
e mostra que administrar o tempo hoje  a
maior preocupao da mulher.
Resultados esperados: Despertar nos alunos
o valor e o respeito pelo trabalho da mulher, revendo
sua postura nos afazeres domsticos
Dicas do professor Site  tvtem.globo.com/mulheratual/
noticia. asp?passos=listaeditoria&editoriaid=62
Livro  Mulher e Trabalho  O desafio de conciliar diferentes
papis na sociedade, de Amlia Sina (Editora Saraiva).
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  49
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50  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Economia solidria Nvel I
1. Leitura do texto.
2. Solicite aos educandos que apresentem um relato
da sua histria de trabalho. Com que idade
comeou a trabalhar? Quais foram as suas
experincias de trabalho? Como tem sido a
jornada de trabalho? As mulheres assumem
jornada dupla? Apresente outras questes.
3. Solicite que identifiquem imagens ou textos
que expressem esse sentido da jornada dupla
ou pea que apresentem exemplos. Perguntem
se eles conhecem alguma pessoa que atue em
cooperativa e associaes e como  a jornada
de trabalho.
4. Discuta com a turma como isso afeta a qualidade
de vida do(a) trabalhador(a) e como a
Descrio da atividade participao da mulher no mercado de trabalho
ou nas atividades de trabalho da agricultura,
da pesca e em outras atividades produtivas
 equilibrada com as atividades da casa
e o cuidar da famlia.
5. Apresente a seguinte questo para debate:
Qual seria uma jornada de trabalho justa?
Atividade P O tempo do trabalho
Resultados esperados: Permitir aos educandos
a reflexo sobre as condies de trabalho nas
quais esto inseridos e se conseguem perceber a
importncia da convivncia com a famlia, do lazer,
da educao e de cuidar da prpria vida. Relato
escrito sobre sua histria de trabalho.
12
Te x t o
Objetivo
 Problematizar com o educando o sentido do
trabalho e da vida e como isso afeta mulher na
sociedade e na famlia.
Introduo
Qual o significado de dupla jornada de trabalho?
A participao da mulher no mercado de trabalho
tem crescido nas ltimas dcadas. Isso provocou
uma alterao nas relaes que se estabelecem no
interior da famlia e na prpria participao da vida
comunitria. Entretanto, a responsabilidade
pela tarefa domstica, na maioria das vezes, tem
sido mantida como exclusividade da mulher. H
situaes em que a elevada taxa de desemprego
afeta a participao dos homens no mercado de
trabalho. Assim, eles ficam cuidando das atividades
da casa enquanto suas companheiras enfrentam
jornadas de trabalho ampliadas. Essa
preocupao tambm ocorre nos empreendimentos
de economia solidria, quanto  definio
do tempo de envolvimento do cooperado
ou associado com as atividades de trabalho,
porque eles so os donos e donas de seus empreendimentos,
assumem responsabilidades maiores.
No h mais o patro que diz o que dever
ser feito ou que pagar os salrios. Agora os resultados
e ganhos dependero exclusivamente de
seu envolvimento na produo e na organizao
das aes de comercializao. Qual  a situao
vivenciada pelos seus educandos? Eles conhecem
outro tipo de participao das mulheres e dos
homens no mercado de trabalho na qual haja
respeito e definio de uma jornada de trabalho
justa? Como eles esto agora? Esto cansados?
Insatisfeitos com as condies de trabalho e remunerao?
Esto satisfeitos com as atividades
que realizam? Esto desempregados?
Tempo sugerido: 2 horas
12CA05 TX12P3.qxd 17.12.06 23:35 Page 52
rea: Geografia Nvel I
1. Levantar entre os alunos a histria de trabalho
de sua famlia. Para tanto  importante buscar
informaes em geraes diferentes, por exemplo,
no caso de avs e avs, mes e pais, eles
prprios, quem trabalha em casa, etc.
2. Dentre as informaes colhidas destacar duas
em especial: a atividade profissional e/ou do
lar dessas mulheres da famlia e a escolaridade
de cada uma delas.
3. Observar se entre as mulheres mais velhas
(avs) era mais comum ter muitos filhos e no
sair para trabalhar profissionalmente, tarefa
esta que cabia ao chefe da casa.
4. Sistematizar esses dados para uma melhor visualizao.
5. Discutir com a classe que em tempos passados
a mulher tinha o papel de reprodutora e educadora
dos filhos, o trabalho era caseiro e o
nmero de filhos bastante grande (altas taxas
de natalidade).
6. Discutir ainda que, com o passar do tempo, os
rendimentos da famlia foram se reduzindo
(condio geral do mercado de trabalho),
lanando a mulher no mercado de trabalho e
reduzindo o nmero de filhos por casal (queda
nas taxas de natalidade na atualidade).
Descrio da atividade 7. Debater em classe tambm que, na medida
em que a mulher passa a ocupar postos no
mercado de trabalho, a questo da dupla jornada
de trabalho se coloca pela necessidade
de dar conta das tarefas caseiras.
8. Debater as misturas de papis: do mesmo jeito
que a mulher passa a exercer profisses que
antes eram quase exclusivas do homem, o homem
passa a exercer tarefas caseiras e educacionais
para com seus filhos.
9. Debater ainda, com os alunos, a criao de
creches para atender as necessidades das mulheres
trabalhadoras.
10. Registrar num pequeno texto coletivo a essncia
dessas discusses.
Atividade P O que  dupla jornada de trabalho?
12
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar ao aluno assimilar o conceito de
dupla jornada de trabalho.
 Levar o aluno a refletir se o homem tambm
experimenta a dupla jornada de trabalho.
 Resgatar na histria de vida dos alunos o papel
da av e da me (a depender da idade
mdia dos alunos) em relao ao mercado de
trabalho.
Introduo
Ao se lanar no mercado em busca de trabalho as
mulheres enfrentam o dilema e as dificuldades
de ter que dar conta das tarefas profissionais e
das tarefas do seu prprio lar.
A dupla jornada de trabalho sempre foi presente
na histria do mercado de trabalho feminino? O
que vem a ser, mais especificamente, o conceito
de dupla jornada de trabalho?
Resultados esperados: Levar o aluno a refletir
sobre as condies de trabalho diferenciadas
entre homem e mulher e concluir sobre o peso
que a dupla jornada de trabalho impe  mulher,
por muito tempo considerada como sexo frgil.
Dicas do professor: Msica  Maria, Maria (Milton Nascimento
e Fernando Brant).
Materiais indicados:
P Condies de pesquisa
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  51
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52  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Histria Nvel II
Debater:  possvel conciliar a ascenso na carreira
e a famlia? Como?  diferente para homens
e mulheres? Como? A relao carreira x famlia
tem mudado com o tempo? Como tem sido vivida
para mulheres ricas, de classe mdia e pobres?
Em dupla ou trio, incluindo quem trabalha, propor
que respondam: o que faria se a vida pessoal
causasse prejuzo  ascenso profissional? Se  e
como  possvel administrar o trabalho e a casa?
Anotar na lousa, distinguindo dados de homens
e mulheres. Ler a reportagem. Debater por que
diz que deixou de existir o dilema entre carreira
e famlia? Quem foram as pessoas entrevistas?
Qual a classe social delas? Os resultados da reportagem
foram semelhantes ou diferentes dos
colhidos entre os alunos? Por qu? Propor a elaborao
de cartazes confrontando os dados da
pesquisa entre os alunos com os da reportagem.
Descrio da atividade
Atividade P A libertao feminina e a diversidade de classes sociais
12
Te x t o
Objetivo
 Debater as diferenas de anseios das mulheres
considerando a diversidade de classes sociais.
Introduo
As mulheres vivem conflitos decorrentes de valores
contraditrios e complementares. Um diz
respeito ao valor da dona de casa, como sendo
a realizao do ser feminino na dedicao ao
casamento e aos filhos; e que, ao mesmo tempo,
liga-se  idia oposta de ser intil, por conta do
valor dado  mulher trabalhadora, vista como
aquela que efetivamente luta por igualdade perante
os homens, por realizao profissional e
autonomia financeira. Por sua vez, o ingresso no
mercado de trabalho capitalista significa o enfrentamento
das distines por sexo, que estigmatizam
e impem  mulher a condio de
subalterna, com uma participao historicamente
acidental e/ou temporria.
Resultados esperados: Espera-se que os alunos
reflitam sobre as diferenas de anseios de realizao
das mulheres considerando a diversidade
de classes sociais.
Dicas do professor: Na sociedade capitalista moderna a
libertao da mulher vincula-se  luta contra os valores
que barram sua insero no mercado de trabalho. A ideologia
de insero e ascenso da mulher em empresas
traduz aspiraes principalmente da mulher de classe mdia,
excluda do mercado de trabalho dominado pela diviso
entre sexos. Pela tica da dominao, essa excluso
no  vista como dominao de classe, mas exercida pelo
outro sexo. No caso da operria, vemos outra realidade. Ela
est inserida no mercado de trabalho como luta por sua
sobrevivncia e, muitas vezes, sua aspirao  ser dona de
casa. Ocorre exatamente o inverso da aspirao feminista
 difundida como universal e comum a todas as classes.
Para as operrias o anseio por ser dona de casa pode representar
a negao de sua explorao como trabalhadora.
Livro  A mulher operria, de Jessita Martins Rodrigues
(Hucitec).
Tempo sugerido: 4 horas
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rea: Matemtica Nvel II
Com a leitura do texto voc pode abrir dilogos
na sala de aula, fazendo com que os alunos percebam
se possuem preconceitos quanto ao mundo
do trabalho do homem e da mulher. Sugerimos
algumas questes matemticas que os faro
refletir a questo tambm sob a tica da alfabetizao
matemtica.
1. No texto, 270 mulheres foram entrevistadas
para falarem sobre como administram carreira
e famlia. Pea para organizarem uma tabela
com os dados apontados que mostrem porcentagens
e atitudes da mulher ao administrar
carreira e famlia. Diga para no esquecerem
de citar a fonte dos dados coletados.
2. Pea para utilizarem o plano cartesiano, no qual
o eixo Y representa os dados numricos das entrevistadas
ao administrar carreira e famlia, e
o eixo X representa as respostas das pessoas.
Descrio da atividade
Para o eixo X podem utilizar letras.
3. Solicite que escrevam os pares ordenados para
representar no plano cartesiano, sendo que o
primeiro deles  (a, 71%), e que liguem os
pontos e analisem esse grfico de linhas.
4. Pea que utilizem os dados respondidos quanto
aos filhos e mostrem o resultado em um grfico
de setores.
Atividade P Homens e mulheres compartilhando tarefas
12
Te x t o
Objetivo
 Perceber que muitos artigos ou notcias se utilizam
da estatstica para manipular dados. O
objetivo para essa atividade  desenvolver conceitos
bsicos de estatstica.
Introduo
As mulheres hoje sabem que so sobrecarregadas
e exigidas mas no abrem mo das suas carreiras,
da criao dos filhos, do amor e da busca
pela beleza. So persistentes e lutam com competncia
para vencerem todas as dificuldades
que se lhes apresentam cotidianamente. Se perguntam
e tentam resolver questes diariamente,
tal como devem administrar melhor tarefas e
emoes. Nessa nova estrutura, como afirmado
no texto sem a diviso de responsabilidades, a
mulher no consegue trabalhar, qual a sua considerao
acerca da mulher, me e trabalhadora?
Ela possui direitos iguais aos homens? Cite cinco
direitos trabalhistas e dois humanos comuns aos
homens e s mulheres. Em sua casa h diviso
com seu companheiro ou sua companheira nas
responsabilidades pelas tarefas familiares?
Resultados esperados: a) Identificar tabelas,
grficos e dados numricos. b) Construir e diferenciar
grficos de linhas e de setores. c) Compreender
o que  um par ordenado representado
em um grfico de linhas.
Dicas do professor: Filme  A marcha dos pingins.
Contexto no mundo do trabalho: As mulheres esto
trazendo cada vez mais a pblico suas participaes no
mundo do trabalho e o desejo de serem reconhecidas. No
entanto, ainda h lutas e desafios a vencer na dupla jornada
vivida. Uma de suas maiores preocupaes  manter
o equilbrio na carreira e na famlia.  medida que houver
reciprocidade, parcerias, cooperao e vivncia democrtica
nas relaes de gnero, a tendncia de superao das
diferenas preconceituais sero superadas.
Material indicado:
P Papel quadriculado
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  53
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54  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
1. Leia o texto com os educandos.
2. Organize a turma em 4 grupos e pea que identifiquem
as 4 questes que foram feitas s
mulheres da pesquisa citada no texto.
3. A partir das apresentaes dos grupos, elabore
na lousa, as quatro questes identificadas
no texto na forma de um questionrio
com mltiplas respostas como as alternativas
apontadas no texto.
4. D uma questo para cada grupo e solicite
que aplique sua questo com as mulheres da
turma (ou de outras turmas de EJA). Depois,
eles devem organizar as respostas em uma
tabela.
5. Oriente a construo de dois grficos de setores
(de pizza): um com os dados da pesquisa
referida no texto e outro com os dados da
pesquisa na turma.
6. Cada grupo deve comparar os grficos de uma
e outra pesquisa, debatendo sobre as jornadas
de trabalho das mulheres.
7. Para finalizar a atividade, solicite que cada
grupo apresente seu trabalho, explicando o
Descrio da atividade
que encontrou de semelhante e diferente entre
a pesquisa da turma e a do texto. Pea que
eles busquem justificar as razes da diferena.
 importante assinalar que as mulheres de
EJA e as da pesquisa provavelmente tm diferena
nas jornadas, dadas as condies de vida
de cada uma. Quais seriam essas diferenas?
Pode-se concluir que as mulheres de EJA
tm uma TRIPLA jornada de trabalho?
Atividade P Quantas jornadas tm as mulheres de EJA?
12
Te x t o
Objetivos
 Organizar um formulrio de pesquisa.
 Recolher e organizar dados em tabelas e grficos
de setores.
Introduo
A dupla jornada de trabalho das mulheres  um
fato e a matria revela isso com dados de uma
pesquisa realizada com executivas e secretrias.
As mulheres que participaram da pesquisa citada
no texto tm dupla jornada de trabalho: trabalho
assalariado e cuidar dos filhos. E as de EJA? Elas
tm muitas vezes uma tripla jornada de trabalho:
trabalho assalariado, trabalho domstico (cuidar
da casa e dos filhos) e trabalho intelectual (estudo).
Quantas das suas alunas vivem essa situao?
Que tipo de ajuda elas tm? Como fazem
para equilibrar tudo isso?
Resultados esperados: Que os estudantes sejam
capazes de construir grficos de setores, e
comparar situaes de jornadas de trabalho
atravs deles.
Tempo sugerido: 4 horas
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  57
rea: Artes Nveis I e II
1. Cada aluno dever pesquisar no ambiente
familiar quais as atividades realizadas primeiramente
por seus pais, depois pelos avs,
bisavs e assim por diante. Procurar saber de
onde vieram, o que faziam, para onde foram e
por qu.
2. O aluno ir livremente construir sua rvore
genealgica, procurando conhecer a histria
de sua famlia e se ela teve alguma influncia
em suas prprias escolhas e decises de trabalho,
de estilo de vida, alimentao, organizao
familiar, etc.
3. O aluno poder desenhar uma rvore, fazer
um grfico ou redigir sua rvore em forma de
prosa ou poesia.
4. Montar uma exposio das rvores genealgicas.
Descrio da atividade 5. Os alunos apresentaro suas histrias.
6. Discusso da experincia e sua relao com o
texto.
Atividade P rvore genealgica livre
13
Te x t o
Objetivo
 O objetivo central da atividade proposta  reconstituir
livremente a histria familiar de cada
aluno para que este possa compreender suas
razes culturais: costumes herdados, formas de
trabalho passadas adiante e modificadas ao
longo do tempo. Pretende-se que o aluno possa
criar a sua rvore genealgica seja no mbito
do trabalho ou no da cultura familiar, reconhecendo-
se nas conquistas adquiridas, nas mudanas
territoriais, nas tradies estabelecidas
ou mesmo nos preconceitos superados.
Introduo
Uma rvore genealgica  um histrico da origem
de uma pessoa ou famlia a partir dos ancestrais.
Falar sobre a histria do trabalho feminino
, na maioria das vezes, falar sobre as conseqncias
do preconceito ao trabalho realizado
pela mulher ao longo dos sculos at os dias de
hoje. Ao analisarmos os avanos conquistados
pela mulher no trabalho, no podemos nos esquecer
que alm da discriminao ao trabalho
feminino, houve e h tambm a discriminao
 classe social a qual pertence. Como aponta o
texto, a mulher pobre sofre duplamente. Resgatar
a histria familiar no mbito do trabalho
torna-se uma necessidade de reconhecimento
dos avanos e do que ainda precisa ser conquistado
pelos indivduos.
Resultados esperados:
a) Recuperar as diferentes histrias familiares.
b) Observar as influncias culturais na escolha de
seu trabalho e na formao de sua vida familiar.
c) Reconhecer as influncias da sociedade e da
cultura vividas por sua famlia, em especial pelas
mulheres.
Dicas do professor: Msica  Paratodos, de Chico Buarque
de Hollanda.
Site  www.fcc.org.br/mulher/ndex
Tempo sugerido: Para apresentao e discusso: 2 horas
e 30 minutos.
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56  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Cincias Nvel I e II
1. Solicite aos alunos que relacionem o material
que utilizam rotineiramente e que contenha
polmeros em sua composio (painel do carro,
frascos e garrafas de alimentos e produtos
de limpeza e higiene, CD, aparelhos de som,
bolsas, canetas, tecidos, mesas, cadeiras, etc.).
2. Procure identificar, por meio de rtulos, etiquetas,
bulas, capas, etc. quais polmeros esto
presentes nos materiais selecionados.
3. Discuta com os alunos que materiais naturais
foram substitudos pelos polmeros sintticos
identificados, avaliando aspectos positivos e
negativos dessa substituio macia.
Descrio da atividade
Atividade P Tudo comeou com meias de nilon
13
Te x t o
Objetivos
 Introduzir o conceito de monmeros e polmeros.
 Identificar produtos que contm polmero em
sua composio.
Introduo
O termo fiao de tecidos  comumente utilizado
para fibras naturais. No entanto, a utilizao de
meias de fibras sintticas vem ocorrendo desde
1920, quando as mulheres comearam a fazer filas
em lojas que vendiam meias finas de nilon.
Esse foi um dos marcos iniciais da indstria de
polmeros. Polmeros so materiais usualmente
produzidos a partir do petrleo e possuem diversas
aplicaes no mundo cotidiano. So tambm
conhecidos como plsticos, que  um adjetivo
que retrata sua capacidade de ser moldado, adquirindo
diversas formas teis. Os polmeros so
constitudos de unidades menores chamadas monmeros,
analogamente  construo de correntes
unindo-se em elos, onde cada monmero 
um elo e o polmero a corrente resultante. De
acordo com o tipo e o arranjo dos monmeros,
polmeros diferentes podem ser construdos, possuindo
propriedades diversas. O polietileno, normalmente,
 um plstico transparente e resistente,
sendo utilizado em embalagens. O polmero
empregado em garrafas de refrigerantes  o PET,
ou politereftalato de etileno, da o nome garrafa
PET. O PVC, empregado em tubos e conexes e
em filmes plsticos transparentes utilizados em
armazenamento de alimentos, tambm  um polmero.
Toalhas, baldes e brinquedos podem ser
feitos com PS, ou poliestireno.
Contexto no mundo do trabalho: O poder da industrializao
em todos os ramos da vida cotidiana. O trabalho
artesanal, utilizando produtos naturais, vai aos poucos
sendo substitudo pelo uso de materiais sintticos. Isso
pode ser visto com a substituio gradual de mveis artesanais,
empregando madeira e fibras naturais, por mveis
de material polimrico, vendido em grandes quantidades
e a preos menores em redes de supermercados.
Resultados esperados: a) Compreenso do
conceito de monmeros e polmeros. b) Relao
de produtos que contm polmero em sua
composio.
Dicas do professor: Apesar de ser potencialmente reciclvel,
apenas cerca de 35% das garrafas PET foram
recicladas no Brasil no ano de 2003. Dessa forma, recomenda-
se evitar, sempre que possvel, o uso desse tipo
de material, preferindo o uso de embalagens durveis. No
entanto, caso eles sejam utilizados, deve-se destin-los 
reciclagem, j que a durabilidade deles na natureza  de
alguns sculos.
Tempo sugerido: 1 hora
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rea: Educao e trabalho Nvel II
1. Faa com os alunos uma leitura silenciosa do
texto O inevitvel trabalho feminino.
2. Tentando interpretar o texto, cada um dos estudantes
registra no seu caderno por que o
trabalho feminino  inevitvel.
3. O(a) professor(a) pede que os estudantes leiam
seus escritos, sistematizando-os na lousa (em
colunas, por exemplo: porque  mo de obra
especializada; delicadeza; porque so mais pacientes;
maior concentrao, etc. e tecendo comentrios
sobre o mesmos.
4. O que as alunas trabalhadoras de EJA tm a
nos dizer sobre as condies de trabalho da
mulher? E os alunos, como interpretam os depoimentos
da alunas?
5. Depois do debate, o(a) professor(a) pede que
os alunos e alunas respondam, por escrito, a
Descrio da atividade seguinte questo:  possvel construir outro
mundo do trabalho? Por qu? Como?
6. Leitura dos escritos e debate.
Atividade P Outro mundo  possvel?
13
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre as condies adversas do trabalho
assalariado, s quais as mulheres tm se submetido,
identificando os desafios do processo
de construo de um novo mundo do trabalho.
Introduo
O texto de Mary de Priore nos faz refletir que,
assim como a mulher devia ser resguardada
em casa, se ocupando dos afazeres domsticos,
a defesa de sua reputao moral passaria a ser
tambm um requisito para que, no mundo do
trabalho assalariado, ela pudesse se tornar uma
boa trabalhadora. Isso porque assdio sexual
 o que no falta!!! Na sociedade industrial
capitalista a mulher passa a ser vista como mode-
obra ideal, tanto que, na Revoluo Industrial,
junto com as crianas, as mulheres chegaram
a compor mais da metade da fora de trabalho,
principalmente nas indstrias de tecido. Em um
documento das oficinas realizadas pela Marcha
de Mulheres no I Frum Social Mundial de Porto
Alegre (2001), encontramos a seguinte afirmao:
Sim, outro mundo  possvel.... mas construdo
com igualdade entre mulheres e homens. Ser
que esse novo mundo  possvel? Ou ser que as
mulheres, por serem consideradas como seres
frgeis, continuaro a ser consideradas como
fora de trabalho ideal para garantir a reproduo
ampliada do capital?
Resultados esperados: Tendo como referncia
suas prprias experincias, espera-se que os
estudantes reflitam sobre as relaes entre trabalho
e gnero.
Dicas do professor:
Sites  www.sof.org.br/marchamulhres
www.articulacaomulheres.org.br.
Livro  Mulheres e Movimentos, de Claudia Ferreira e Bonan
(Editora Aeroplano).
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  57
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58  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Histria Nvel II
1. Ler o texto com os alunos.
2. Procurar e explicar o significado das palavras
desconhecidas.
3. Interpretar oralmente o texto com os alunos,
levantando questes como: qual o tema principal
do texto? Qual perodo histrico  retratado?
Quais os lugares/espaos do territrio so
focalizados? Quais os tipos de trabalho que as
mulheres desenvolviam? O que acontecia com
as mulheres pobres que buscavam escapar da
misria e ingressavam no trabalho das fbricas?
Quais as acusaes e os preconceitos que
sofriam as operrias? O que mostram os dados
de 1900 no estado do Rio Grande do Sul? E o
Censo de 1920? Quais os exemplos de trabalhos
que aparecem nos registros? Por que o trabalho
feminino aparece como complemento 
Descrio da atividade renda do homem? Como era ocultado e minimizado?
Qual a opinio do grupo?
4. Solicitar aos alunos que grifem as principais
idias do texto, retirem os dados estatsticos e
produzam um quadro, ou tabela, redigindo,
em seguida, um pequeno texto analisando o
trabalho da mulher operria e o seu ocultamento
na histria.
Atividade P Mulheres pobres e operrias nas fbricas
13
Te x t o
Objetivo
 Analisar o papel das mulheres no mercado de
trabalho assalariado no perodo da industrializao.
Introduo
O texto afirma: A norma oficial ditava que a mulher
devia ser resguardada em casa. Entretanto,
continua basta aproximar-se da realidade de outrora
para constatar que mulheres pobres sempre
trabalharam fora de casa. Sublinho essas palavras
para reiterar a idia de que no  possvel trabalhar
a questo da mulher de uma maneira genrica, nica,
pois h diversas histrias. Existem mulheres. As
mulheres pobres, negras, escravas sempre trabalharam.
Portanto, a entrada da mulher no mercado
de trabalho no  uma coisa nova. Apesar disso, a
explorao, a discriminao, os preconceitos, o
ocultamento so prticas antigas que tm um peso
e uma fora no cotidiano e no imaginrio da sociedade.
O texto traz dados sobre a presena das
mulheres no mercado de trabalho fabril, no incio
do sculo XX, perodo histrico marcado pela industrializao,
pelo crescimento das cidades e organizao
do movimento sindical. No havia leis
que protegessem o trabalhador, como: salrio mnimo,
jornada de trabalho de 8 horas, etc. O movimento
operrio reagiu, se organizou liderado por
anarquistas e socialistas. H registros de inmeras
lutas, tal como a grande greve de 1917. Vrias
mulheres lutaram ativamente pela conquista de direitos
sociais e polticos! Vamos explorar o texto
com os alunos? Procure derrubar mitos e esteretipos
sobre a mulher. Vamos l?
Resultados esperados: Anlise crtica do tema
e produo de texto expressando o produto dessa
anlise.
Dicas do professor: Livro  Do Cabar ao Lar  A utopia
da cidade disciplinar  Brasil 1890-1930, de Margareth Rago
(Paz e Terra).
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  59
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
1. Prepare cpias da seguinte lista de profisses
para seus alunos: Doctor  mdico(a), Dentist
 dentista, Mechanic  mecnico(a), Pilot  piloto,
Astronaut  astronauta, Manager  gerente,
Writer  escritor, Singer  cantor(a),
Taxi driver  motorista de txi, Engineer 
engenheiro(a), Farmer  fazendeiro(a), Receptionist
 recepcionista, Sales clerk  vendedor(
a), Firefighter  bombeiro(a), Police officer
 policial, Veterinarian  veterinrio(a).
2. Pea a eles que leiam a lista e que adicionem a
ela o vocabulrio aprendido no box do texto
trabalhado. Em seguida, pea a eles que formem
grupos de at 6 pessoas. Em grupo eles
devem discutir que profisses, na opinio deles,
so melhor desempenhadas por homens,
depois por mulheres e quais profisses eles
consideram neutras. D a eles no mximo 10
minutos de discusso e pea a apenas um
grupo que reporte suas opinies para o restante
da classe.
3. Na seqncia distribua de 3 a 4 cartes com
profisses por grupo. Eles devem eleger dentre
eles trs ou quatro pessoas para fazer uma
mmica que represente aquela profisso. Eles
Descrio da atividade
iro at a frente da sala e faro a representao
da profisso. Os outros grupos devem
adivinhar a profisso e diz-la em ingls. O
primeiro grupo a dizer marca ponto. O grupo
que mais adivinhar profisses dos outros grupos
ganha.
Nurse. Enfermeira
Teacher. Professora
Waitress. Garonete
Secretary. Secretria
Children Worker. Recreacionista
Baby-Sitter/Nanny. Bab
Hairdresser. Cabeleireira
Psychologist. Psicloga
Housekeeper. Trabalhadora Domstica
Materiais indicados:
P cartes com os nomes de
todas as profisses (box
e lista). Cpias da lista
para cada aluno.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Quem  voc?
Resultados esperados: Memorizao dos nomes
de algumas profisses em ingls.
14
Te x t o
Objetivo
 Memorizar os nomes de algumas profisses.
Introduo
O artigo aborda a questo da mulher como chefe
e como subordinada no mercado de trabalho
e, nesse contexto, pode-se criar a oportunidade
de discutir as diversas carreiras existentes, os
trabalhos tradicionalmente femininos e outras
profisses.
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60  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Economia solidria Nveis I e II
1. Oriente os educandos para que realizem a
leitura do texto e logo depois faam uma reflexo
crtica sobre o sentido do poder masculino
e do poder feminino apresentado pelo
autor. Faa uma interpretao da origem ou
do significado da palavra poder.
2. Organize grupos de dramatizao no qual os
homens representaro o poder feminino e as
mulheres representaro o poder masculino.
Necessariamente os grupos no precisaro ser
compostos somente de homens ou somente
de mulheres,  melhor garantir uma participao
igual. Estimule nos educandos a construo
de caricaturas que representem o exerccio
do poder.
3. Constitua um crculo de debate para identificar
quais as principais questes apresentadas
pelos grupos enquanto crtica ao poder masculino
e ao poder feminino.
4. Construa um painel no qual os grupos possam
visualizar as principais questes identificadas.
5. Construa um segundo painel no qual os educandos
iro listar alguns nomes de homens e
Descrio da atividade mulheres que assumiram cargos ou funes
importantes em governos, em entidades, na
escola, no bairro, na associao, na cooperativa,
etc. Pea que eles apresentem o que caracterizou
e mais marcou a gesto ou ao dessas
pessoas quando exerciam o poder.
6. Depois solicite que cada grupo apresente uma
proposta de como homens e mulheres deveriam
exercer o poder. Verifique se algum dos
grupos enfatiza a solidariedade.
Materiais indicados:
P papel, fita crepe ou adesiva,
pincis atmicos de
diferentes cores.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Mulheres na poltica e na economia solidria
Resultados esperados: Apresentao de um
painel sobre o significado do poder e o que representa
enquanto opresso e repreenso, seja na
famlia, no trabalho, na sociedade, na escola, etc.
15
Te x t o
Objetivo
 Descrever e analisar a trajetria de participao
de homens e mulheres em movimentos
sociais, processos eleitorais, grupos de economia
solidria e instituies governamentais e
no-governamentais.
Introduo
Exercite com os educandos a reflexo sobre a participao
das mulheres na vida poltica e gesto
pblica e quais aquelas que se destacaram na
elaborao de programas e projetos para a promoo
da gerao de trabalho e renda, sade, educao,
meio ambiente, etc. em seu pas, estado,
municpio e comunidade. Ser que a atuao da
mulher  realmente diferente na gesto de governo?
Ser que a atuao da mulher em organizaes
sociais e em empreendimentos de economia
solidria ajuda a construir outros tipos de relaes
de convivncia e cooperao?
Contexto no mundo do trabalho: A trajetria do movimento
da economia solidria  resultado de um conjunto
de mobilizaes sociais em prol da criao de polticas
pblicas de apoio e assessoria aos trabalhadores e trabalhadoras
de empreendimentos de economia solidria.
Dicas do professor: O papel de mediador do(a) educador(
a)  fundamental, pois algumas questes podero
criar debates mais prolongados. Ver caderno de economia
solidria.
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  61
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
Depois de trabalhar o texto, pea a eles que formem
duplas e d uma revista para cada dupla.
Escreva na lousa uma lista de vocbulos referentes
a instituies, cargos, etc. ligados  poltica.
Oriente os alunos a procurar e recortar das revistas
imagens que correspondam ao vocabulrio.
Por exemplo, para POLITICAL PARTY, eles podem
recortar nomes de partidos (PMDB, PSDB,
PT, PDT...) ou recortar fotos de pessoas que representem
os partidos. Eles devero colar as fotos
em folhas brancas e escrever o nome em ingls
ao lado, montando assim, um dicionrio de
consulta apenas com palavras em ingls. Apesar
de ser um trabalho colaborativo em dupla, cada
aluno deve criar o seu prprio dicionrio.
Cmara dos Deputados. House of Representatives
Senado. Senate
Deputado. Representative / Congressman
Senador. Senator
Prefeito. Mayor
Governador. Governor
Presidente. President
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P revistas que tratem de
poltica e atualidades,
folhas brancas, cola e
tesoura
Tempo sugerido: 40 a 50
minutos
Atividade P Dicionrio de figuras
Resultados esperados: Maior familiarizao
com o vocabulrio de poltica em ingls e um minidicionrio
para consultas futuras.
16
Te x t o
Objetivo
 Aprender de forma divertida o vocabulrio
bsico de poltica em ingls.
Introduo
O texto trata da figura da mulher no cenrio
poltico. Nesse contexto pode-se introduzir novo
vocabulrio de ingls, com os nomes das principais
posies do executivo e legislativo, bem como
as condies de estado civil.
Partido poltico. Political party
Poltico. Politician
Primeira-dama. First lady
Ministro. Minister
Casado. Married
Divorciado. Divorced
Solteiro. Single
Dicas do professor: Pea previamente a seus alunos
para trazerem uma revista, cola e tesoura.  recomendvel
no entanto providenciar algumas revistas, colas de basto
e tesouras para garantir que todos os alunos tenham material
de trabalho.
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62  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Portugus Nveis I e II
1. Debata com os educandos a situao apresentada
pelo texto, solicitando que apontem exemplos
de mulheres que eles conhecem e que
ocupam posies de liderana (deputadas, prefeitas,
vereadoras, presidentes de sindicatos,
associaes, clubes, etc.).
2. Identifique uma dessas mulheres que tenha
um marido ou companheiro.
3. Solicite que cada educando elabore uma pergunta
que gostaria de fazer ao primeiro-damo
dessa mulher.
4. Organize uma lista com essas perguntas na
lousa e, junto com os educandos, selecione
aquelas que forem mais relevantes.
5. Solicite que copiem a entrevista em seus cadernos.
6. Se possvel, pea a algum da turma para passar
a limpo em um papel de carta e envie ao
entrevistado.
Descrio da atividade
Atividade P Entrevista com um primeiro-damo
16
Te x t o
Objetivo
 Produzir uma entrevista a ser feita com o marido
ou companheiro de uma mulher que ocupe
cargo poltico ou de liderana, destacando as
relaes de gnero presentes nessa situao.
Introduo
A presena de mulheres em cargos polticos e
de liderana, apesar de crescente, ainda no 
to comum, especialmente no Brasil. Essa situao
coloca desafios novos para as relaes entre
homens e mulheres, com os homens tendo que
assumir novos papis. Conhecer essas situaes
 importante para identificar as razes dessa
participao ainda pequena e refletir sobre as
formas de ampliar a presena feminina nos espaos
de deciso.
Resultados esperados: Os alunos produziro
uma entrevista, demonstrando imaginao e capacidade
de relacionar a formulao das questes
com os exemplos apresentados no texto.
Dicas do professor: Caso a escola ou algum dos alunos
disponha de acesso  Internet, as questes da entrevista
podero ser digitadas e enviadas por e-mail.
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  63
rea: Artes Nveis I e II
A tarefa dever ser solicitada em uma aula e
apresentada pelo menos duas semanas depois,
para que os alunos tenham certo tempo de amadurecimento
de suas idias e possam realizar escolhas
mais pertinentes.
1. Individualmente, a partir da poesia de Cu,
cada aluno organizar uma lista das diferentes
caractersticas que acredita que compem
sua personalidade, aquelas que acha que melhor
definem o seu eu.
2. Para cada aspecto levantado, o aluno dever
encontrar uma traduo (objeto, msica, poema,
desenho, figurino, etc.) que o represente.
3. A partir de suas escolhas, o aluno criar uma
cena combinando pelo menos duas linguagens
artsticas (artes plsticas, teatro, msica,
dana, circo, vdeo, fotografia).
4. Apresentao das cenas.
5. A discusso dever levar em considerao o
ponto de partida de cada um, como fizeram as
Descrio da atividade
escolhas das linguagens e dos elementos representativos
das caractersticas que compem
suas personalidades e que os tornam
seres nicos.
Material indicado:
P Depende da pesquisa
individual
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P O que faz de mim um ser mpar
Resultados esperados:
a) Exercitar a capacidade de traduo de uma
idia em diferentes suportes. b) Perceber que a escolha
do suporte pode influenciar as possibilidades
de leitura de uma idia. c) Explorar e conhecer
melhor aspectos de sua prpria individualidade
ampliando a percepo de si mesmo e dos outros.
17
Te x t o
Objetivos
 Explorar aspectos das diversas caractersticas
que existem dentro de cada um de ns, e procurar
definir aquelas que nos tornam seres nicos,
que melhor definem nossa identidade.
 Criar uma performance que apresente a identidade
mpar de cada um.
Introduo
A performance como linguagem artstica  derivada
de duas importantes linguagens: o teatro e
as artes plsticas. A proximidade maior ou menor
de uma dessas linguagens na criao da obra influenciar
o resultado da obra. Uma das caractersticas
da performance teatral  a pesquisa
autobiogrfica. Portanto, a performance no busca
a criao de um personagem, mas pesquisa
diferentes formas de expresso do eu do artista e
a combinao dos elementos pesquisados.
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64 Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Portugus Nvel I
1. Explique que verso  uma linha do poema.
Poema  a concretizao da expresso em versos.
Poesia  um fenmeno criador que transforma
em linguagem as emoes.
2. Entregue aos alunos uma folha com a reproduo
do poema Bobagem ou solicite que
copiem esse poema em uma folha separada,
deixando um espao entre cada uma das
linhas.
3. Solicite que recortem cada um dos versos do
poema.
4. Proponha que reordenem os versos, procurando
criar uma seqncia que tenha sentido e
transcrevam essa nova seqncia nos seus
cadernos.
5. Solicite que escolham um ttulo para o seu
poema e, se quiserem, faam uma ilustrao
(que poder ser inspirada na ilustrao original
do texto).
6. Escolha um educando para apresentar seu trabalho
para a turma e escolha outro para inter-
Descrio da atividade
pretar o poema lido e explicar para a turma
seu significado.
7. Pea que faam um jogo semelhante para a
montagem dos versos de um outro poema sugerido
pelo professor ou da escolha dos alunos.
Materiais indicados:
P folhas com reproduo
do poema ou folhas em
branco, tesoura
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Reconstruir um poema
Resultados esperados: Produo de um texto
potico sobre a identidade feminina, demonstrando
a capacidade de estabelecer relaes entre
versos de forma expressiva e criativa.
17
Te x t o
Objetivo
 Desenvolver a capacidade de reordenar versos
de um poema, verificando a possibilidade de
construir inmeros novos textos combinando
elementos j existentes.
Introduo
Trabalhar poemas em sala de aula  importante
para ampliar a sensibilidade dos educandos. A
construo potica  guiada mais pelas relaes
emotivas que o autor estabelece entre os versos
do que por conexes lgicas. Dessa forma, um
poema pode ser reordenado, produzindo novos
significados e mostrando aos educandos a riqueza
desse tipo de texto como forma de expresso.
Ao mesmo tempo, o jogo com os versos
possibilita outra compreenso da abordagem
que o poema faz da identidade feminina. Quem
 a mulher que se oculta por trs dos rostos e
das imagens?
Dicas do professor: Os alunos podero tambm realizar
a atividade em pequenos grupos. Um ou mais poemas
elaborados podero ser lidos na forma de jogral, ou seja,
cada aluno l um verso.
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  65
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Conduza uma atividade de modo que os alunos
tenham que destacar as idias centrais do
texto e depois as escreva em espanhol. Exs.:
a) Atualmente as mulheres recebem melhores
salrios.
Actualmente las mujeres reciben mejores
salarios.
b) Muitas mulheres so chefes de famlia.
Muchas mujeres son jefas de hogar.
2. Cules seran las profesiones ms comunes entre
las mujeres jefas de hogar? Ejemplos:
Costureira. Modista
Bab . Niera
Cozinheira. Cocinera
Enfermeira. Enfermera
3. Pregunte a los alumnos: Cules son las profesiones
de exclusividad de las mujeres? Hacer
una lista, por ejemplo: niera
Descrio da atividade
Atividade P Salarios iguales a hombres y mujeres
18
Te x t o
Objetivo
 Relacionar as profisses consideradas exclusivamente
femininas e refletir sobre a presena
feminina no mundo do trabalho, observando
a diferena entre os salrios de homens e
mulheres.
Introduo
De acordo com o texto, as mulheres tm um nvel
de escolaridade mais elevado que o dos homens e
na atualidade elas esto alcanando melhores
salrios; isso faz diminuir a diferena entre os
salrios de homens e mulheres que desempenham,
por exemplo, a mesma funo. Embora o
relatrio se intitule O Progresso das Mulheres
no Brasil, essa afirmativa pode ser percebida
nos diferentes mbitos de trabalho? O que podemos
dizer sobre a realidade que nos cerca?
Resultados esperados: Produzir reflexes
orais e escritas sobre o mundo feminino do trabalho,
utilizando-se do lxico espanhol.
Dicas do professor: Livro  Vida de mulheres,cotidiano e
imaginrio, de Marina Massi (Imago Editora).
Site  www.agendadelasmujeres.com.ar
Tempo sugerido: 1 hora
4. Pea aos alunos que elaborem pequenos textos
utilizando o lxico espanhol sobre as profisses.
5. Corrija na lousa as atividades.
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66  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Histria Nveis I e II
1. Ler com os alunos o texto do jornal.
2. Interpretar o texto oralmente com os alunos, a
partir da seguinte sugesto de roteiro: a) O
texto nos fala sobre o progresso das mulheres
no Brasil: o que vocs entendem por progresso?
b) Em quais aspectos houve mudanas na
situao da mulher em relao aos homens?
c) O que significa escolaridade? d) Como
podemos interpretar o texto, quando afirma
que est em queda a diferena entre salrios
de homens e mulheres?
3. Debate: incentivar a turma a levantar as possveis
causas das mudanas e das permanncias
e formas de lutas para superar as diferenas.
4. Registrar, coletivamente, com os alunos no
mural: causas, fatos e formas de lutas.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P Papel pardo ou cartolina,
pincis
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Mudanas e permanncias: diferenas entre homens e mulheres no trabalho
Resultados esperados: Produo de um mural
listando fatos, possveis causas e formas de
lutas pelos direitos de igualdade entre homens e
mulheres.
18
Te x t o
Objetivo
 Analisar as causas das mudanas e das permanncias
das diferenas entre homens e mulheres
no mundo do trabalho e tambm possveis
formas de lutas para superar as diferenas
Introduo
Como voc bem sabe, a histria registra que nos
diferentes tempos e lugares a dominao e a explorao
social e econmica no  apenas uma
questo de classe, mas de etnia e de gnero.
Homens e mulheres ocupam lugares diferentes
na diviso de trabalho e recebem remunerao
diferenciada pelos mesmos trabalhos. O texto jornalstico
registra que esto ocorrendo mudanas,
mas algumas coisas permanecem. A histria se
transforma, por isso falamos das mudanas e
tambm das permanncias. Nem tudo muda ao
mesmo tempo e no mesmo ritmo. Algumas mudanas
dependem de muitas lutas, so lentas. Por
exemplo: a escolaridade das mulheres no Brasil
superou a dos homens, mas as diferenas salariais
ainda permanecem. As famlias mudaram, cada
vez mais aumenta o nmero de mulheres que
chefiam suas casas. Mas a renda da mulher continua
inferior  dos homens que ocupam as mesmas
posies. Voc deve estar pensando: por que
as mudanas so lentas nesse aspecto? Vamos discutir
esse tema com os alunos e as alunas? Vamos
conhecer a situao e a viso dos homens e das
mulheres sobre esse problema.
Dicas do professor: A Secretaria Especial de Polticas para
as Mulheres, ligada  Presidncia da Repblica e a Fundao
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE)
esto desenvolvendo, desde 2005, um boletim eletrnico
trimestral que analisa a situao do mercado de trabalho,
do desemprego e dos indicadores da Pesquisa Mensal de
Emprego do IBGE que envolvem a mulher. Voc pode
acompanhar esses dados pelo site:
www.presidencia.gov.br/spmulheres
18CA05 TX18P3.qxd 18.12.06 00:10 Page 66
rea: Matemtica Nvel I
1. Organize um pequeno formulrio com trs
questes: a) se homem, se mulher b) qual a
funo/cargo e c) renda mdia mensal.
2. Pea que cada aluna e aluno respondam o
questionrio.
3. Organize duas tabelas na lousa (uma para as
mulheres e outra para os homens) e v listando
as funes e respectivas rendas mdias (ou
salrios).
4. Ao final, faa a mdia aritmtica dos salrios
das mulheres e dos homens. Compare-as, calculando
a porcentagem de uma em relao
 outra.
5. Leia o texto em voz alta com os alunos e pea
que, em grupos, comparem os resultados obtidos
na turma com os do texto e discutam as
provveis razes para a diferena salarial entre
os homens e as mulheres e da tendncia de
reduo dessa diferena. No grupo, isso aconteceu?
Eles podem levantar algum exemplo
dessa tendncia?
Descrio da atividade
Atividade P Comparando salrios mdios
18
Te x t o
Objetivos
 Organizar dados em uma tabela.
 Calcular mdia aritmtica.
Introduo
Os salrios dos homens e das mulheres tm diferenas
marcadas pelo preconceito de gnero.
O texto diz que h uma tendncia de reduo
dessa desigualdade. Ser fruto da luta histrica
contra as discriminaes? Que outras causa podemos
apontar para essa tendncia? Na vida das
alunas e alunos de EJA essa tendncia aparece?
Como?
Resultados esperados: Reconhecer as diferenas
salariais entre homens e mulheres, identificando
provveis causas para a reduo dessa
diferena.
Dicas do professor: Site 
www.dieese.org.br/esp/espmulher.xml
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  67
18CA05 TX18P3.qxd 18.12.06 00:10 Page 67
68  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Matemtica Nvel II
1. Solicite que cada educando faa uma lista, o
mais detalhada possvel, de todos os itens de
seus gastos mensais com seus respectivos valores.
Ao final, cada um deve encontrar o total
de seus gastos.
2. Faa uma leitura em voz alta do texto e pergunte
se na turma existe alguma aluna que
tenha vivido situao semelhante. Se sim, pea
que d um depoimento para a turma.
3. A seguir, divida a turma em grupos e entregue
a cada grupo um trecho do texto que contenha
um dos momentos de emprego temporrio
descrito pela autora.
4. O grupo deve reler o trecho e destacar os dados
do mesmo: tipo de trabalho; horas trabalhadas;
estimativa de salrio mensal; qualificao
necessria, etc.
5. Pea que calculem a diferena entre o quanto
ela receberia naquele trabalho durante um
ms, com os gastos que eles levantaram no
item 1, supondo que ela tivesse gastos semelhantes
a eles. (O grupo deve fazer uma mdia
dos gastos individuais.)
Descrio da atividade
6. Os grupos devem elaborar um cartaz anunciando
um emprego  semelhana dos descritos
no texto, porm com um salrio que d
conta das necessidades listadas.
Atividade P Quanto se ganha, quanto se gasta
19
Te x t o
Objetivos
 Estimar e calcular gastos mensais.
 Comparar gastos com ganhos mensais.
 Elaborar um anncio de emprego.
Introduo
O texto nos traz a saga de uma mulher procurando
emprego.  uma simulao realizada por uma
jornalista buscando entender o drama de pessoas
desempregadas que, no Brasil, compem um total
de 5,3 milhes de pessoas, das quais 93 por
cento so mulheres. No raro, as alunas de EJA
fazem parte dessa estatstica:  sua prpria vida.
Quantas alunas estiveram ou esto realizando
trabalhos semelhantes aos descritos pela autora?
Como elas vivem? Como fazem para dar conta
dos gastos pessoais e familiares? Quanto lhes falta?
Refletir sobre essas situaes  a inteno
dessa atividade.
Resultados esperados: Calcular soma e
diferena numa lista de gastos, e elaborar um
cartaz de anncio de emprego que supere a situao
descrita no texto.
Dicas do professor: Solicite aos estudantes que procurem
uma mulher que esteja em busca de um emprego e
faam uma entrevista com ela a fim de captar seu drama.
Se possvel, convide uma delas para vir  sala para uma
entrevista coletiva.
Tempo sugerido: 4 horas
19CA05 TX19P3.qxd 18.12.06 00:11 Page 68
rea: Artes Nveis I e II
1. Formar grupos de trs a quatro alunos que escolham
as diferentes situaes apresentadas
pelo texto para encenao.
2. Dividir os papis.
3. Os grupos prepararo as cenas.
4. Cada grupo dever representar a sua cena escolhida
e abrir o debate sobre a situao apresentada.
Obs.: Como o Teatro do Oprimido
prev a interveno do pblico, uma opo
tambm poder ser a de que o aluno/espectador
venha a intervir durante a encenao,
propondo uma mudana no rumo da cena. Os
alunos, assim, podero improvisar situaes
que solucionem ou imponham ainda maior dificuldade
na ao apresentada.
Descrio da atividade
Atividade P Diaristas
19
Te x t o
Objetivo
 Representar as histrias do texto, com a participao
da classe (platia) que poder modificar,
transformar ou ratificar a histria durante
a apresentao.
Introduo
Como bem retrata o texto, a busca por um emprego
pode ser uma verdadeira saga. Muitas vezes
os meios de comunicao no conseguem
apresentar em seus programas ficcionais o que
verdadeiramente acontece com o trabalhador e,
em especial, com as trabalhadoras que buscam
emprego informal. Para muitos economistas, o
crescimento do trabalho informal est ligado 
presso competitiva que a abertura da economia
causou no setor industrial. No caso das mulheres,
isso vem acontecendo de forma ainda mais
intensa. Centenas de diferentes histrias so
contadas diariamente por todos os cantos. Algumas
so contadas verbalmente. Outras na forma
escrita. O Teatro do Oprimido desenvolvido
por Augusto Boal, por exemplo, permite que
diferentes casos e histrias sejam vivenciados
no apenas por quem conta, mas tambm por
quem ouve.
Dicas do professor: Site 
www.oitbrasil.org.br/prgatv/in_focus/ipec/informal.php.
Livros  Mapa do trabalho informal, de R. Martins Jacobsen.
(CUT Brasil/Fundao Perseu Abramo). O Teatro do
Oprimido, de Augusto Boal (Civilizao Brasileira). Jogos
para atores e no atores, de Augusto Boal (Civilizao
Brasileira). Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
a) Aprender uma nova forma de representao
artstica para expressar seus pensamentos e sentimentos
numa situao dada.
b) Compreender que a representao teatral de
uma situao dada no  algo esttico e que
pode ser modificada, improvisada, enriquecida,
portanto, em constante movimento.
c) Reconhecer-se nas diferentes formas de representao
e em condies de avaliar as mudanas
necessrias, no apenas da representao,
mas tambm na sua vida cotidiana.
d) Compreender, atravs da representao, as dificuldades
enfrentadas pela mulher na busca
do emprego informal.
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  69
19CA05 TX19P3.qxd 18.12.06 00:11 Page 69
70  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Geografia Nvel II
1. Promover uma leitura minuciosa do texto com
a classe, orientando para que os alunos descrevam
os passos dados pela mulher na busca
do emprego, destacando: o tipo de trabalho
exercido, a remunerao obtida, as condies
de trabalho e outras caractersticas descritas
no texto.
2. Perguntar se algum na classe j passou por
semelhantes experincias e se deseja compartilh-
las com a classe.
3. Discutir com a classe o significado do desemprego
na sociedade capitalista, ou seja, estar
desempregado significa estar privado de renda
para sobreviver.
4. Discutir com a classe o significado de subemprego
(trabalho precrio), aquela forma de
emprego onde o trabalhador est privado de
qualquer direito trabalhista garantido pela
legislao, ficando  merc do empregador.
5. Discutir com a classe que o salrio  um dos
componentes do custo de produo e para
Descrio da atividade
tanto o empregador no mundo capitalista busca
a melhor eficincia dos trabalhadores pelo
menor valor, portanto, pelo menor salrio.
6. Discutir com a classe a terceirizao, que significa
estar trabalhando numa empresa mas
no ser funcionrio dela, pois o contrato foi
firmado com uma outra empresa que gerencia
a mo-de-obra. Isso reduz os custos da mode-
obra em funo dessa condio contratual.
Atividade P O desemprego nosso de cada dia
19
Te x t o
Objetivos
 Levar os alunos  reflexo sobre as causas do
desemprego na sociedade moderna.
 Compreender o significado de desemprego,
subemprego (emprego precrio) e terceirizao
na sociedade contempornea.
Introduo
A necessidade ou mesmo o desespero daqueles
que esto  procura de uma vaga no mercado de
trabalho sujeita as pessoas muitas vezes a aceitar
empregos de baixa remunerao, com longas jornadas
de trabalho e em condies de trabalho
bastante precrias. No raras vezes os profissionais,
em especial os de baixa qualificao, submetem-
se a humilhaes e so vtimas de golpes.
O texto aponta a saga de uma mulher atrs de
uma vaga no mercado de trabalho. Quais so as
suas dificuldades? Como se comportam os empregadores?
Quais os truques aplicados queles
que procuram uma colocao?
Dicas do professor: Filme  Tempos Modernos.
Tempo sugerido: 4 horas
Resultados esperados: Desenvolver uma postura
reflexiva sobre as condies impostas ao
mercado de trabalho e, assim, construir uma postura
crtica contra a subservincia e a explorao,
entendendo tal situao no como sendo prpria
da natureza humana, mas como produto de um
momento histrico.
19CA05 TX19P3.qxd 18.12.06 00:11 Page 70
rea: Matemtica Nveis I e II
Documentos so exigidos para que as agncias
de emprego faam inscrio dos candidatos 
uma vaga profissional. No caso da vaga das mulheres
que procuram subemprego, a rotina e as
exploraes so as mais variadas. So 5,3 milhes
de pessoas que buscam emprego e dessas
93% so mulheres. Aps ler e discutir o texto, encaminhe
aos alunos as seguintes questes:
1. A foto 3 x 4 tem formato retangular e  representada,
portanto, por uma figura poligonal.
Pea que encontrem a rea de fato com as medidas
indicadas no texto.
2. Voc sabe que a palavra polgono tem significado
de muitos ngulos, verifique com seus
alunos que figuras so encontradas na sala de
aula e como podem ser classificadas.
3. Solicite que desenhem uma figura quadrangular
e representem o nmero de mulheres que
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P fotos 3 x 4, papel
quadriculado, material
dourado ou multibase,
livros didticos que
tratem de geometria.
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Geometria tem a ver com emprego?
Resultados esperados:
Aps desenvolver as atividades , os alunos podem:
a) identificar e classificar formas geomtricas poligonais;
b) relacionar aspectos geomtricos a
outros campos de conhecimento; c) reconhecer a
geometria como um contedo no isolado das
outras reas matemticas como: aritmtica, lgebra
e lgica.
19
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar o trabalho de geometria relacionando-
o com outros campos de conhecimento.
 Utilizar a geometria como ferramenta que auxilie
o desenvolvimento de determinados conceitos
de matemtica, favorecendo o estudo do
mundo fsico, no sentido de ser, a geometria,
um suporte visual.
Introduo
As informaes trazidas pelo texto lido mostram
que no mundo do trabalho, pessoas buscam emprego
que lhes d estabilidade, dignidade e qualidade
de vida, isso dentre outros fatores, o que
implica em ser remunerados(as) de acordo com
o servio que executam. Focaliza desafios pelos
quais passou uma jornalista simulando ser uma
diarista em busca de trabalho; mostra tambm a
explorao por que passam as pessoas nessa
procura. Voc concorda que as mulheres tm dificuldades
de serem contratadas para o trabalho?
Voc conhece algum que tenha passado por dificuldades
semelhantes as citadas no texto? O texto
retrata a realidade da sua regio ou cidade
onde mora? Quais preconceitos so evidenciados
no texto?
Contexto no mundo do trabalho: A maioria dos brasileiros
vive hoje na dimenso da insegurana do emprego
e das tendncias do trabalho tenporrio. Muitas vezes, as
pessoas so exploradas por outras que fornecem documentaes,
um exemplo disso so os contratos realizados
por meio de agncias, algumas no confiveis. Essas formas
de trabalho inseguras fazem com que as pessoas
trabalhadoras no permaneam no emprego pela insegurana,
cansao fsico (explorao) e desestimulao.
Dicas do professor: Msica  Maria, Maria, de Milton
Nascimento. Filme  Terra Fria. Livro  Mulheres pblicas. de
Michelle Perrot (UNESP)
procuram por emprego (a placa do material
dourado ou multibase, pode ser usado junto
com os quadradinhos de 1cm x 1 cm).
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  71
19CA05 TX19P3.qxd 18.12.06 00:11 Page 71
72  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Economia solidria Nvel II
1. Dividir os educandos em grupos de discusso
para que possam livremente debater suas idias.
Pea para que leiam o texto e analisem a tabela.
2. Depois organize com eles uma atividade de
campo, na qual cada grupo dever fazer um
levantamento dos ganhos salariais de homens
e mulheres que executam a mesma funo.
Caso haja alguma dificuldade, essa atividade
poder ser realizada na prpria escola.
3. Em seguida, solicitar que produzam um quadro
comparativo das informaes levantadas.
Oriente para a construo de tabelas.
4. Posteriormente, pedir aos educandos que obtenham
informaes acerca de alguma experincia
de empreendimento de economia solidria
(associao ou cooperativa) existente em sua
localidade ou no. Ao localizar o referido empreendimento,
fazer um levantamento sobre o
rendimento entre homens e mulheres para no-
Descrio da atividade vamente construir um quadro comparativo
com as informaes coletadas.
5. Por fim, organizar os grupos para que apresentem
e socializem o resultado de seu trabalho
de campo. Para concluir, organize um debate
acerca da temtica.
Atividade P Tratar iguais como diferentes?
Resultados esperados: Compreender de que
forma a economia solidria pode representar uma
alternativa de organizao do trabalho em que
no persista qualquer forma de discriminao e
diferenciao por sexo.
20
Te x t o
Objetivo
 Apresentar aos educandos a economia solidria
como alternativa  superao das diferenciaes
e disparidades econmicas, polticas, sociais e
culturais existentes entre os sexos.
Introduo
A explorao do homem pelo homem  to antiga
quanto a da mulher pelo homem. Ainda hoje, indiscutivelmente,
essa explorao est presente
no mercado de trabalho. Observe a tabela presente
no texto Rendimentos desiguais. O rendimento
mdio recebido pela mulher  cerca de
40% menor do que o salrio recebido pelo
homem. Se incluirmos a situao do trabalhador
negro e da trabalhadora negra em relao ao tra-
Contexto no mundo do trabalho: A demonstrao de
que as desigualdades de gnero e etnia ainda persistem
no mercado de trabalho contemporneo torna-se fundamental
para que o(a) trabalhador(a) comece a avaliar a
sociedade do trabalho em que vive.
balhador branco, as disparidades so ainda maiores.
Por que os seres humanos so tratados de
formas to desiguais no mercado de trabalho?
Construir uma sociedade de todos e para todos 
umas das principais lutas a serem travadas e nela
no deve imperar qualquer forma de discriminao.
Uma economia que se paute verdadeiramente
pelos princpios da solidariedade deve ter
essa premissa como um de seus sustentculos:
sem exploradores e sem explorados.
Materiais indicados:
P papel madeira, fita crepe
ou adesiva, pincis
atmicos de diferentes
cores
Tempo sugerido: 6 horas
Dicas do professor: Sites  www.ibge.gov.br
www.dieese.org.br; Vdeo  Brasil Alternativo, da Organizao
no-governamental Ecoar.
20CA05 TX20P3.qxd 18.12.06 00:18 Page 72
rea: Histria Nvel II
1. Ler o texto com os alunos.
2. Interpretar os dados da tabela 4 com os alunos,
chamando a ateno para os indicadores de desigualdade
de rendimentos, com perguntas como:
Em qual setor a desigualdade  maior? Em
qual setor a desigualdade  menor? Por que no
setor da construo civil no foi possvel uma
amostra significativa de mulheres? E por que
nos servios domsticos  inverso?
3. Motivar os alunos a tirar concluses a partir
da leitura da tabela e do texto.
4. Registrar no quadro ou no papel as frases conclusivas.
5. Levantar com o grupo, se for possvel, o nmero
de alunos e alunas trabalhadoras, agrup-
los por setor de atividade e registrar o rendimento
mdio de cada um.
6. A partir do modelo da tabela e dos dados da
turma construir, coletivamente, uma outra
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P calculadora, rgua,
pincis, exemplar da
Constituio Federal
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Viva a diferena, abaixo a desigualdade!
Resultados esperados: Produo de uma tabela
com indicadores da turma e uma reflexo crtica
sobre a desigualdade entre homens e mulheres.
20
Te x t o
Objetivo
 Identificar e analisar a desigualdade de renda
entre homens e mulheres no Brasil.
Introduo
Com este ttulo Viva a diferena, abaixo a desigualdade,
queremos explicitar o nosso respeito
s diferenas de etnia, religio e gnero e,
por outro lado, uma postura crtica e de luta contra
as desigualdades sociais, polticas, econmicas
e culturais. O texto apresenta uma realidade
desigual para homens e mulheres em todos os setores
de atividade econmica. Apesar dos avanos
nas ltimas dcadas, as mulheres continuam
ocupando uma posio de inferioridade, pois
ganham, em mdia, 60% do que recebem os homens
pela mesma jornada de trabalho. Voc deve
estar se perguntando: e os direitos de cidadania?
O artigo 7- do Captulo II, da Constituio da
Repblica Federativa do Brasil de 1988, estabelece
no item XXX, como direito dos trabalhadores
urbanos e rurais: proibio de diferena de
salrios, de exerccio de funes e de critrio de
admisso por motivo de sexo, idade, cor ou estado
civil. Nesse sentido, o que o texto nos apresenta
para anlise constitui um ato de desrespeito
aos direitos das trabalhadoras. Vamos analisar
essa questo com os alunos?
Dicas do professor: O site www. dieese.org. br publica
periodicamente pesquisas e estudos sobre os rendimentos
de mulheres e homens no mercado de trabalho.
tabela com esses dados, identificando se h
desigualdade de rendimento entre os trabalhadores
da turma.
7. Ler para os alunos o artigo 7- do Captulo II,
da Constituio da Repblica Federativa do
Brasil de 1988, item XXX, e a partir da promover
um debate com o grupo, analisando as
causas da desigualdade de rendimentos e formas
de lutas pelos direitos constitucionais.
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  73
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74  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Geografia Nveis I e II
1. Realizar uma leitura atenta do texto.
2. Calcular o percentual de diferena entre o que
ganham homens e mulheres. Vamos tomar a
linha de total de ocupados como exemplo:
1. Some o salrio mdio das mulheres e dos homens:
585 + 995 = 1.580. 2. Divida o salrio
mdio da mulher (585) pelo total: 585 : 1580 =
0,3702. 3. Multiplique o resultado por 100 e
acrescente o smbolo de percentagem: 0,3702 x
100 = 37,02%. 4. Repita essas operaes para
os homens e os seguintes setores da economia:
Indstria, comrcio e servios para desvendar
os percentuais desses outros setores.
3. Reescreva a tabela agora com os percentuais
calculados e analise a situao das diferenas
salariais mdias entre homens e mulheres.
Identifique onde ela  maior e onde  menor.
4. Discuta com a classe a presena macia de
homens nos setores da Construo civil e de
mulheres nos Servios domsticos.
Descrio da atividade
Atividade P Quem ganha menos?
Resultados esperados: Levar o aluno a compreender,
atravs da anlise e dados estatsticos,
a diferena significativa existente na remunerao
entre homens e mulheres no Brasil. Desenvolver
a capacidade de crtica dos alunos com relao
a essa situao, que no se sustenta em
diferenas concretas, na capacidade de homens e
mulheres produzirem. Discutir com os alunos as
possibilidades de aes concretas em seu cotidiano
que combatam essa situao
20
Te x t o
Objetivo
 A atividade objetiva desenvolver as habilidades
dos alunos em duas direes: a) realizar uma
leitura de tabela, buscando a sua compreenso
atravs de clculos derivados de seus dados,
bem como sua anlise; b) estudar as diferenas
de remunerao entre homens e mulheres em
determinados setores de atividade no Brasil e
avaliar as causas desse fenmeno.
Introduo
Historicamente, homens recebem uma remunerao
maior do que as mulheres na mesma profisso
e com a mesma qualificao, muitas vezes dentro
de uma mesma empresa. Apesar da queda na
diferena que vem ocorrendo nas ltimas dcadas,
ela ainda existe e  significativa. A ampliao
da participao da mulher no mercado de trabalho
 um dos fatores que propiciam tal reduo.
Materiais indicados:
P Calculadora e rgua
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Sites  www.ibge.gov.br
www.dieese.org.br.
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rea: Matemtica Nvel I
O texto afirma que em 1996, o rendimento mdio
das mulheres brasileiras era de R$ 585,00 e
correspondia a 60% do obtido pelos homens que
era de R$ 995,00. Incentive seus alunos a resolver
as seguintes questes:
a) Solicite que encontrem a diferena salarial de
gnero paga no ano de 1996.
b) Pea que faam uma pesquisa com homens e
mulheres que exercem profisses e funes
semelhantes, verificando quanto recebem de
salrio, e que escrevam sobre o que perceberam
nessa consulta com seus pesquisados.
c) Faa com que calculem a diferena do rendimento
mdio registrado na tabela (ver no texto)
entre trabalhadores, homens e mulheres,
na indstria e no comrcio.
d) Pea que escrevam as razes que representam
o rendimento mdio nos setores: servios domsticos,
construo civil e servios, conside-
Descrio da atividade
Material indicado:
P calculadora
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Rendimento salarial: uma questo a ser conquistada pela competncia
Resultados esperados: Aps ler o texto e resolver
as atividades propostas, o aluno ter possibilidade
de:
a) ter clareza dos poderes de mando e economia
no que diz respeito ao trabalho do homem e
da mulher;
b) buscar alternativas de mudanas culturais ao
refletir sobre as questes matemticas desenvolvidas.
20
Te x t o
Objetivos
 Discutir o poder de mando e poder econmico
no mundo do trabalho da mulher e do homem.
 Resolver clculos matemticos elementares
que faam com que os alunos pensem, ajam e
busquem alternativas de mudanas culturais.
Introduo
Apesar da persistncia e desafios enfrentados pela
mulher no mundo do trabalho, ela ainda no conseguiu
conquistar a igualdade em termos salariais,
trata-se de discriminao em termos salariais. Pela
medida do salrio, a mulher  vista como um ser
inferior e a distribuio de renda pode ser considerada
desigual e injusta. Por que a mdia salarial
entre homens e mulheres  diferente? O homem
se sente ameaado pela mulher na questo profissional?
Como transformar essa cultura? Voc concorda
que o(a) trabalhador(a) no recompensado(
a) financeiramente torna-se no produtivo(a)?
Contexto no mundo do trabalho: Tradicionalmente as
mulheres recebem remuneraes menores do que os
homens quando se trata de salrios, no importando as
profisses que exeram. Alm disso, a maioria dos homens
encontra melhores oportunidades de trabalho. Essa
 uma humilhao pblica que poder se desfazer se
homens e mulheres buscarem o respeito e a igualdade de
condies de trabalho e de salrios, de acordo com suas
competncias e no gnero.
Dicas do professor: Site 
www.fcc.org.br/mulher/ series_historicas/ghgm.html.
Filmes: Vocao do poder, Minha mulher mafiosa, O sucesso
a qualquer preo.
rando a razo como o par ordenado: homem e
mulher.
e) Pea que resolvam as divises entre as razes
encontradas na questo d.
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  75
20CA05 TX20P3.qxd 18.12.06 00:18 Page 75
76  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Matemtica Nvel I
1. Monte duas colunas na lousa e na primeira v
anotando os salrios com seus respectivos setores
de trabalho (ou renda mensal mdia) das
mulheres da turma e na segunda, os dos homens,
tambm com seus respectivos setores de
trabalho ( semelhana da tabela do texto).
2. Pea aos alunos que calculem a mdia aritmtica
dos salrios das mulheres e a dos salrios
dos homens. Para isso, oriente que eles somem
todos os valores da coluna das mulheres e dividam
pelo nmero de salrios. Repetir a operao
com os salrios dos homens.
3. Pea que cada mulher e cada homem da sala,
calcule quanto custa cada hora de seu trabalho,
dividindo o salrio do ms por 30 e o resultado
por 8. Ex.: se algum ganha R$ 720,00 por ms,
o valor de sua hora trabalho : 720 : 30 = 24;
24 : 8 = 3,00/h.
4. Oriente que eles calculem a porcentagem dos
salrios das mulheres em relao aos dos homens,
do seguinte modo: somar as duas mdias
encontradas no item 2, fazendo-as corresponder
a 100%. Depois, cada mdia
corresponde a x%. Ex.: se a mdia dos
Descrio da atividade
salrios dos homens for R$ 680,00 e a das
mulheres R$ 540,00: R$ 1220 corresponde a
100%, R$ 680 corresponde a H%, H = (100 x
680) : 1220 = 55,7%. O das mulheres corresponde
a M = (100 x 540) : 1220 = 44,3%
5. Ao final, do mesmo modo calculem a mdia
aritmtica das jornadas dirias.
6. Solicite que faam uma leitura silenciosa do
texto, depois, em grupos, comparem os dados e
argumentos do texto com o resultado do trabalho
anterior na turma.
Atividade P Comparando salrios
20
Te x t o
Objetivo
 Calcular mdia aritmtica e porcentagem.
Introduo
O texto revela atravs de valores salariais mais
uma situao de discriminao da mulher no
mundo do trabalho. As mulheres jovens e adultas
que freqentam a EJA participam dessa situao
como trabalhadoras? Percebem que so discriminadas
no trabalho em relao aos homens? A
atividade a seguir pode causar muita polmica na
sala, revelando os preconceitos sociais que se
disseminam sem que se tenha conscincia disso.
Mas, objetiva colocar em pauta a situao de discriminao
salarial das mulheres.
Resultados esperados: Tabelas e mdia aritmtica
dos salrios dos homens e das mulheres
da turma. Capacidade de comparao entre situaes
salariais de homens e mulheres.
Tempo sugerido: 3 horas
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rea: Portugus Nvel I
1. Atividades de pr-leitura: Perguntar aos alunos
a funo de um cheque, de um recibo
de compra e discutir a necessidade de bem
preench-los.
2. Atividades de leitura: a) Ler o texto com os
alunos. Discutir o contedo. b) Pedir que observem
os nmeros no texto e comentem o
que representam para o bom entendimento da
mensagem.
3. Atividades de ps-leitura 1: a) Pedir que escrevam,
por extenso, os valores constantes no
texto R$ 585,00; R$ 955,00; R$ 3,50; R$ 5,00.
b) Entregar aos alunos cpias de um cheque
em branco e pedir que o preencham com o valor
mais alto constante do texto (R$ 995,00).
c) Entregar recibos em branco ou escrever no
quadro, para preenchimento: Recebi de .......
a quantia de ........, referente ..................... (data,
assinatura). Simular compras e vendas de
objetos de propriedade de cada um (material
escolar, roupas) e atribuir aos alunos a funo
de compradores (preenchem cheques) e de
vendedores (emitem recibos), de acordo com o
valor da compra.
Descrio da atividade
4. Atividade de ps-leitura 2: a) Pedir que retirem
do texto as palavras escritas com  e as coloquem
em ordem alfabtica. b) Depois, pedir
que respondam, por escrito: Quantas palavras
com  foram encontradas? Quais so as palavras
que rimam perfeitamente? Quantas so
essas palavras? (escrever por extenso)
Materiais indicados:
P impressos de cheques e
de recibos de compra e
venda
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Preencher cheque e recibos
Resultados esperados: Ampliar a capacidade
de comunicar-se com competncia e correo em
contextos reais de comunicao.
20
Te x t o
Objetivo
 Escrever, por extenso, os nmeros do texto;
preencher cheques e recibos.
 Praticar ortografia de palavras com .
Introduo
Trabalhar com os diversos gneros em sala de
aula  recomendao dos PCN. Nessa atividade,
o cheque e o recibo, to comuns no dia-a-dia, so
objetos de estudo.
Dicas do professor: Se o professor achar interessante,
pode trabalhar o preenchimento de memorandos e notas
fiscais.
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  77
20CA05 TX20P3.qxd 18.12.06 00:18 Page 77
78  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Educao e trabalho Nvel I
1. Pea aos alunos que faam a leitura silenciosa
do poema.
2. Proponha aos alunos que procurem no dicionrio
as palavras desconhecidas.
3. Pea a uma aluna que leia a poesia para a
classe.
4. Aps a leitura, pergunte aos alunos quais trechos
da poesia chamaram a ateno e o motivo.
5.  medida que cada aluno apresente o trecho e
o motivo escolhidos, pergunte  classe se concordam
com a viso do aluno sobre aquele
trecho. O intuito dessa parte da aula  aprofundar
o questionamento dos alunos sobre os
seguintes contedos do texto: a) a beleza como
um padro imposto s mulheres; b) a discriminao
de mulheres que aparentemente
no so belas; c) a preferncia na admisso de
mulheres que esto dentro dos padres de
beleza; etc.
6. Proponha aos alunos que elaborem, coletivamente,
uma poesia sobre a mulher, contendo
as idias que foram discutidas no item 5.
Descrio da atividade 7. Organize uma apresentao dessa poesia coletiva
para outras classes.
Material indicado:
P dicionrio
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Mulher-objeto?
Resultados esperados: Reflexo sobre a influncia
da mdia e dos meios de comunicao
na reproduo dos preconceitos construdos pela
sociedade contra as mulheres. E, ainda, identificao
de formas de superao desses preconceitos
no dia-a-dia, no trabalho, em casa, na
igreja, com os filhos, etc.
21
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre as formas de preconceito que a
sociedade produz contra as mulheres.
 Identificar formas de superao desse preconceito
no cotidiano.
Introduo
A poesia em questo retrata a viso da autora
sobre a mulher no mundo atual. Um mundo globalizado,
multicultural, com diferenas, costumes,
realidades, etc. que ao mesmo tempo
mercantiliza uma imagem padro de mulher, gerando
em um nmero significativo de mulheres
adultas e adolescentes o desejo de alcanar esse
padro. De que forma a sociedade adota esse
ideal de mulher? O que isso produz na auto-imagem
das mulheres? Qual a relao e as conseqncias
desse problema com as diferentes
profisses e a aceitao desse padro de mulher
no mercado de trabalho?
Dicas do professor: Para motivar os alunos a escrever a
poesia: jogos de associao de palavras e idias. Ex.: PEDRA
 duro, construo, crtica, matria, dor, morte, descanso,
imobilidade, comeo, spero, obstculo, natureza,
trabalho, montanha, paisagem, piso, etc. FLOR: beleza,
pureza, alegria, perfeio, vida, luz, delicadezas, sutilezas,
amores, amizade, girassol, plantas, etc. A partir da, fazem
uma seleo das palavras e idias para produzir a poesia.
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  79
rea: Artes Nveis I e II
1. Formar grupos de cinco pessoas.
2. Registrar por escrito as cantigas, pequenas
histrias e versos aprendidos na infncia.
3. Apresentar as obras rememoradas.
4. Discutir o significado de algumas delas, e sua
relao com a realidade atual.
5. Destacar o modo como a mulher  retratada
nessas histrias, versos e cantigas.
Descrio da atividade
Atividade P Memrias femininas
22
Te x t o
Objetivos
 Resgatar histrias, cantigas e versos que de alguma
forma tratam da mulher e fazem parte
de nossa cultura.
 Reconhecer em cada uma delas, pontos que refletem
nossa realidade cotidiana de um determinado
perodo histrico.
Introduo
Muitos de ns crescemos ouvindo histrias infantis,
cantigas de ninar, versos que falavam de nossa
vida cotidiana. Essas histrias, esses versinhos
 populares ou no  eram transmitidos a ns
atravs de nossas mes, tias e avs. Por sculos
nossa educao dependia dessas mulheres e, em
alguns casos, chegaram a ser tambm nossas
amas. O desenvolvimento industrial no Brasil
trouxe em seu bojo a diviso do trabalho inclusive
entre as mulheres. Mas a transmisso dessas
cantigas resistiu por muito tempo. Muitas so
lembradas e transmitidas at hoje. Muito se
perdeu tambm. No entanto, sempre foram um
elo importante de relacionamento do universo
feminino com o infantil. Eram fonte de reconhecimento
cotidiano. Eram base de iniciao de
brincadeiras entre as crianas. Essas histrias,
cantigas e versos ainda esto presentes em nosso
subconsciente.
Dicas do professor: Sites 
www.jangadabrasil.com.br/realejo/o.asp
www.geocities.com/carrossel_de_poesias2/
www.edukbr.com.br/artemanhas/cantigasderoda.asp
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
a) Refletir sobre as mudanas culturais advindas
com o desenvolvimento e como algumas atividades
de nossa infncia perderam sua importncia
ou influncia no desenvolvimento
de nossa identidade.
b) Reconhecer a modificao do papel feminino
na transmisso de determinadas fontes culturais
e quais os segmentos que passaram a
ser responsveis por essa transmisso.
a) Reconhecer a importncia cultural das cantigas
e versos infantis transmitidos por geraes
e como elas podem estabelecer uma identidade
brasileira.
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80  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Educao e trabalho Nvel II
1. Organize um grupo de discusso, reconstituindo
momentos marcantes das memrias e
histrias pessoais das alunas, refletindo sobre
suas identidades e o seu pertencimento histrico
 classe trabalhadora.
2. Construa uma linha do tempo, enfatizando a
organizao do mundo do trabalho na sociedade
feudal e capitalista (trabalho artesanal e
industrial) e a apropriao das riquezas produzidas
a partir da explorao do homem pelo
homem (senhores feudais x servos e burguesia
x trabalhadores).
3. Junto com a linha do tempo, utilize gravuras
de Debret e de Rugendas (facilmente encontradas
na internet), bem como revistas e jornais
atuais para discutir a seguinte questo:
Descrio da atividade Que ocupaes na diviso social do trabalho
eram preponderantes no Brasil Colnia e no
Brasil contemporneo?
Materiais indicados:
P jornais, revistas e
papelaria
Tempo sugerido: 6 horas
Atividade P Histrias de explorao e discriminao
Resultados esperados: Aps as discusses,
os alunos e alunas devero perceber que a relao
gnero e trabalho est intimamente ligada
com o contexto social, poltico e econmico.
22
Te x t o
Objetivo
 Analisar a condio da mulher nos distintos
tempos histricos, problematizando a explorao
e a discriminao como questes que extrapolam
a dimenso sexual.
Introduo
 necessrio recorrer  histria para compreender
e reconhecer como foi construda a relao mulher/
trabalho. No entanto, deve-se tomar o cuidado
de no refletir essa questo isoladamente. A
insero das mulheres em qualquer perodo
histrico deve ser observada considerando as
condies sociais, econmicas e polticas do seu
tempo. Reconhecer o trabalho como uma atividade
central para a vida humana, independente
da organizao social,  fundamental para no
cairmos no reducionismo de pensar as diferentes
formas de discriminao e explorao sob o aspecto
meramente sexual. No perodo do Brasil
Colnia, quais foram os papis desempenhados
pelas mulheres que no faziam parte dos grupos
sociais que detinham o poder econmico e poltico?
Como era a produo da vida no e pelo trabalho?
As condies de vida e trabalho ao longo
dos tempos no devem ser refletidas de forma
fragmentada. Por isso procure relacionar as diferentes
formas de discriminao e explorao do
Brasil Colnia com o Brasil de hoje. As correntes
que aprisionam o nosso povo so antigas. O que
dizem ser novo, na verdade se constitui numa forma
diferenciada de reproduzir a velha explorao.
Dicas do professor: Sites  www.ipea.gov.br/index.html
www.ibge.gov.br/
Livro  A Mulher, a sexualidade e o trabalho, de Eleonora
Menicucci Oliveira (CUT).
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rea: Geografia Nvel I
1. Promover a leitura do texto em sala de aula.
2. Identificar a herana portuguesa no trabalho
feminino.
3. Identificar a herana africana no trabalho
feminino.
4. Apontar com quem ficavam os filhos na medida
em que a mulher praticava a atividade comercial
ambulante.
5. Discriminar que tipo de produtos as mulheres
negociavam nas vilas e cidades.
6. Extrair do texto a denominao com que as
mulheres comerciantes de maior xito eram
conhecidas.
7. Relatar aos alunos que as preocupaes com
essas mulheres por parte do comando da Capitania,
pois no recolhiam impostos.
8. Discutir a prostituio como atividade complementar
ao trabalho de comrcio ambulante
desenvolvido pelas mulheres, destacando que
tal atividade interessava ao senhor proprietrio
das escravas, decorrendo da a dupla explorao
do trabalho feminino: o econmico e
o sexual.
Descrio da atividade
Atividade P As origens do trabalho feminino no Brasil
22
Te x t o
Objetivo
 Levar o aluno a compreender que as tarefas
que hoje se destinam ao trabalho feminino derivam
de tempos coloniais no Brasil.
Introduo
No perodo colonial, s mulheres cabiam tarefas
herdadas do cruzamento de duas culturas que
por aqui se encontraram: de um lado a cultura
portuguesa e de outro a africana. Como decorrncia
dessa combinao a prostituio se dissemina,
duplicando a explorao do trabalho
feminino, antes apenas econmico e agora tambm
sexual.
Resultados esperados: Identificar a origem do
trabalho feminino no Brasil como a combinao
da herana da colonizao portuguesa com a escravido
africana. Possibilitar a reflexo sobre as
origens da prostituio no Brasil como uma modalidade
ampliada da explorao do trabalho
feminino. Levantar a importncia do trabalho feminino
no abastecimento de produtos nas cidades
e vilarejos por meio do varejo na atualidade.
Dicas do professor: Sites 
www.pitoresco.com.br/brasil/debret/debret.htm
www.pitoresco.com.br/brasil/rugendas/rugendas.htm
www.google.com.br
http://br.yahoo.com/
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  81
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82  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Histria Nvel II
Ler o texto com os alunos, fazendo pausas para
debater os temas abordados: a qual poca corresponde
o Brasil Colonial? Por que esse perodo
histrico  assim denominado? Quais atividades
as mulheres praticavam no Brasil Colonial? O
que significa dizer que a diviso do trabalho sustentava-
se em critrios sexuais? Hoje tambm 
assim ou no? Quais as explicaes da autora
para o fato das mulheres, naquela poca, praticarem
o comrcio ambulante? E por que determinado
tipo de comrcio ambulante? O que era
uma mulher alforriada? H relao entre a venda
nas casas, daquela poca, e as chamadas sacoleiras
de hoje? Quem eram e o que faziam as negras
de tabuleiro? Por que o trabalho que exerciam
era inconveniente para a administrao
colonial? Por que a autora fala que as mulheres
escravas viviam uma dupla explorao: sexual e
econmica? Pesquisar quem foram Rugendas e
Debret e conhecer algumas de suas obras. Escolher
uma gravura dos autores, com situaes de
mulheres e trabalho, para analisar. Debater o fato
do artista nem sempre estar preocupado em
retratar a realidade, mas em construir sua obra
Descrio da atividade
de arte. Questionar: de quando  a gravura? Que
lugar retrata? O que o artista quer retratar? Qual
a atividade das mulheres? Qual a idia que ele
transmite com a imagem?, etc. Propor aos alunos
a elaborao de um desenho e de um texto falando
de mulheres em atividade de trabalho hoje,
como faziam os viajantes no incio do sculo XIX.
Atividade P Atividades de trabalho de mulheres escravas no Brasil Colonial
Resultados esperados: Conhecer e refletir sobre
atividades de trabalho exercidas por mulheres
no Brasil Colnia.
22
Te x t o
Objetivo
 Estudar atividades de trabalho exercidas por
mulheres no Brasil Colnia.
Introduo
Os estudos histricos atuais tm contribudo
para um conhecimento maior de vivncias das
mulheres em outras pocas, focando diferentes
classes sociais. Nesse sentido, tem sido possvel
conhecer a histria de mulheres escravas e de
suas diferentes atividades de trabalho. Quem
eram? O que faziam? Como se inseriam na diviso
de trabalho daquela poca? Nessa perspectiva,
 importante lembrar que estudar essas realidades
de outros tempos contribui para refletir
sobre as vivncias de hoje. Por exemplo, se no
Brasil Colonial o trabalho sustentava-se a partir
de critrios sexuais,  possvel dizer a mesma
coisa em relao  diviso do trabalho atual?
Como? Por qu?
Dicas do professor: Filme  Chica da Silva.
Livros  18341839. Viagem pitoresca e histrica ao Brasil,
de Jean Baptiste Debret (Itatiaia).
1835. Viagem pitoresca atravs do Brasil, de Johann Moritz
Rugendas (Crculo do Livro).
Tempo sugerido: 4 horas
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  83
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel I
Desenhe na lousa uma linha do tempo. Marque
nela os eventos importes da vida de Madre Teresa
de Calcut (pea a seus alunos que ajudem,
ditando datas e locais). Coloque pequenas frases
nos pontos marcados, por exemplo: ponto 1910,
she was born in Yugoslavia; ponto 1920, she
was growing up; 1928, she traveled to Dublin;
etc. Aps completarem essa linha do tempo, pea
a seus alunos para pensarem em algum que admiram
(sendo algum famoso ou de sua prpria
famlia) e montarem uma linha do tempo da vida
dessa pessoa em seus(suas) cadernos/folhas. A
pessoa pode estar viva ainda, mas a linha do
tempo precisa ter, no mnimo, 8 pontos. D subsdio
de vocabulrio aos alunos, colocando alguns
verbos na lousa e sua conjugaes no passado.
Faa uma pequena lista de verbos regulares e
outra de verbos irregulares com traduo e forma
no passado. Seguem aqui algumas sugestes:
Regulares: Viajar  to travel  traveled, Morrer 
to die  died, Mudar-se  to move  moved, Abrir
 to open  opened, Fechar  to close  closed,
Estudar  to study  studied, Terminar  to finish
 finished, Trabalhar  to work  worked; Irregulares
Ir  to go  went, Comprar  to buy 
bought, Partir  to leave  left, Escrever  to write
Descrio da atividade
 wrote, Fazer  to do  did, Casar-se  to get married
 got married, Divorciar-se  to get divorced
 got divorced, Ter  to have  had, Crescer  to
grow up  grew up. Explique tambm aos alunos
que a forma negativa no passado  formada por
DIDNT e o verbo no infinitivo sem a partcula
to (exemplo: he didnt work in So Paulo). Ao
final, pea a alguns alunos que venham  lousa e
desenhem suas linhas do tempo. Enquanto eles
estiverem em produo, verifique o que esto
fazendo e corrija erros eventuais antes de eles
serem chamados  lousa.
Atividade P Biografias
23
Te x t o
Objetivo
 Firmar conhecimentos no passado simples e
ajud-los a memorizar alguns verbos regulares.
Introduo
O fato de termos uma biografia nesse texto trabalhado
em classe d a oportunidade de mostrar
outras histrias de vida (podendo mesmo ser a
deles prprios ou de familiares) e praticar um
pouco mais o passado simples.
Resultados esperados: Familiarizar o aluno
com o passado simples inclusive em sua forma
negativa.
Tempo sugerido: 1 hora
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84  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Lngua estrangeira  Ingls Nvel II
Escreva na lousa: Verb To Be  Simple Past: I was
 eu era/estava, You were  voc era/estava, He
was  ele era/estava, She was  ela era/estava, It
was  ele/ela era/estava (para ojetos e animais),
we were  ns ramos/estvamos, you were 
vocs eram/estavam, they were  eles/elas eram/
estavam. Pea a seus alunos que retornem ao texto
e circulem nele todos os verbos to be existentes.
Pea a eles que vejam os pronomes que
acompanham WAS e WERE. Em seguida, pea a
eles que formem 6 frases em ingls usando o verbo
to be. D algumas estruturas bsicas para ajud-
los: Exemplos: Paulo was a (profisso) in
(cidade). We were in (cidade) in (ano). They were
(adjetivo) (profisso). Verifique algumas das frases
de alguns alunos, corrigindo erros eventuais.
Em seguida, coloque na lousa os seguintes verbos
(dando espao entre o verbo e a traduo):
To live  morar/habitar; To decide  decidir; To
travel  viajar; To join  unir, juntar; To found 
fundar; To call  chamar; To dedicate  dedicar;
To help  ajudar; To die  morrer. Pea agora a
seus alunos que retornem ao texto e identifiquem
os verbos da lista da lousa. Diga aos
alunos que no texto eles variam um pouco. Em
seguida, com giz/ caneta de cor diferente complete
os verbos formando o passado: lived, deci-
Descrio da atividade
ded, traveled, joined, founded, called, dedicated,
helped, died. Aps apresentar esses verbos, explique
que a conjugao  igual para todas as pessoas
e pea a eles que formem frases com cada
verbo. Ajude-os fornecendo estruturas viveis.
Exemplos: I helped (nome) yesterday. (Name)
traveled to (cidade).
Atividade P Simple Past
23
Te x t o
Objetivos
 Iniciar o aprendizado do passado simples em
ingls.
 Verbo To Be e alguns verbos regulares em frases
afirmativas.
Introduo
O texto em ingls  uma curta biografia.  importante
enfatizar que para podermos contar
histrias, sejam fictcias ou no, utilizamos o
passado simples, ou Simple Past em ingls.
Resultados esperados: Iniciar os alunos no
passado simples. Fazer com que eles compreendam
a estrutura parcialmente para maior desenvolvimento
futuro.
Tempo sugerido: 1 hora
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  85
rea: Artes Nvel II
1. Dividir a classe em grupos de 3 ou 4 pessoas.
2. Ler o texto, reconhecer e compreender as palavras
e discutir as imagens sugeridas pela
obra.
3. Recortar os versos do poema.
4. Recombinar os recortes criando um novo
poema.
5. Os grupos apresentam suas criaes e discutem
os aspectos do poema que foram mais
ressaltados nas novas obras.
6. Os alunos voltam para os pequenos grupos e
escolhem palavras que representem o pensamento
ou as idias mais significativas do poema
original. Essas palavras devero ser destacadas
do texto.
7. Construir com as palavras um poema visual,
ou seja, uma obra plstica composta de palavras.
A obra poder ser construda no ptio,
utilizando giz. Deve-se estimular os alunos a
observar na construo a utilizao de diferentes
padres de letras e o tamanho.
8. Aps a concluso das obras, os alunos passearo
por entre os poemas visuais.
Descrio da atividade
9. Discusso dos exerccios. Obs.: Se o grupo escolher
apenas uma palavra, ele poder repetilas
o tanto que se fizer necessrio para dar forma
 imagem pretendida.  aconselhvel o
registro dos poemas visuais.
Materiais indicados:
P Cpias do poema para
recortar, tesoura, cola,
papel sulfite, giz
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Poemas
Resultados esperados:
a) Superar a dificuldade inicial em lidar com um
idioma estrangeiro.
b) Fixar palavras de forma ldica.
24
Te x t o
Objetivos
 Construo de um poema a partir da recombinao
de palavras.
 Construo de um poema visual.
Introduo
Uma das possibilidades de criao na arte contempornea
passa pela desconstruo de uma
obra j existente. Linguagens artsticas diferentes
e obras diversas podem ser usadas para
expressar um pensamento em uma obra artstica.
A combinao ou recombinao de elementos
permite novos olhares ou re-significao
daquilo que j se conhece.
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86  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Educao e trabalho Nvel II
1. Solicite que algum estudante declame a poesia.
2. Depois, cada um escreve duas ou trs frases
no seu caderno sobre as caractersticas do
gnero feminino que a autora quis ressaltar.
(Explique que, diferente de sexo, que significa
o biolgico, o gnero diz respeito a tudo
aquilo que nos homens e mulheres  produto
dos processos sociais e culturais.)
3. Os estudantes lem seus escritos, tecendo comentrios.
4. Proponha a organizao de um tribunal, dividindo
a turma em trs grupos: a) o grupo A
 a favor da remunerao do trabalho domstico;
b) o grupo B  contra e c) o grupo C  o
corpo de jurados que dar o veredicto final,
baseado nas argumentaes apresentadas;
d) aps discusso interna e definio da linha
de argumentao, os grupos A e B elegem dois
porta-vozes; e) o(a) professor(a) sintetiza na
lousa os argumentos utilizados; f) em segui-
Descrio da atividade da, aps ter discutido internamente, o grupo
C manifesta-se, por maioria de votos, contra
ou a favor da remunerao do trabalho domstico
pelo Estado; g) ao final, o professor
faz comentrios sobre os argumentos dos estudantes,
bem como sobre a concluso do corpo
de jurados.
Atividade P O trabalho invisvel das mulheres
24
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre a importncia do trabalho domstico
para reproduo da vida, buscando argumentos
para posicionar-se contra ou favor
da remunerao do trabalho domstico pelo
Estado.
Introduo
As mulheres foram educadas para cozinhar, fazer
o conserto das roupas, cuidar dos filhos, dos
doentes e dos idosos, fazendo de tudo para proporcionar
o bem-estar de todos que vivem na casa.
A reproduo da vida tambm requer amor, carinho,
afeto  tudo aquilo que no tem preo!!! Como
diz a poesia, seus filhos lhes pem asas e motores,
impulsionando-lhes a sair s ruas, a gritar e a lutar
para realizar os sonhos que sonham para si e para
seus filhos. Em latim, domus significa casa, da a expresso
trabalho domstico. Mas por que o trabalho
domstico no  valorizado? Por que, historicamente,
nas sociedades patriarcais, o trabalho
domstico vem sendo relegado s mulheres? Por
que, na sociedade industrial capitalista, trabalhar
na fbrica passou a ser considerado mais importante
que trabalhar na unidade domstica? Voc
acha que para ser dona de casa, a mulher deveria
receber uma remunerao do Estado? Elas deveriam
lutar por isso? Essas so questes, sem dvida,
vo criar muita polmica em sala de aula. O que os
alunos e as alunas pensam sobre isso? E voc?
Resultados esperados: Espera-se que os estudantes
se organizem para encontrar argumentos
que convenam os demais estudantes sobre a
importncia ou no da remunerao do trabalho
domstico.
Tempo sugerido: 4 horas
Dicas do professor: Cristina Carrasco tem se dedicado
ao estudo da economia feminista, indicando que os paradigmas
neoclssicos e marxistas no so suficientes
para analisar o trabalho domstico e a insero das mulheres
na economia patriarcal capitalista. Veja o artigo
Introduo para uma economia feminista, publicado na
Revista Proposta, n. 103/104, dez./mar. 2005.
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rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. O professor l o texto pausadamente enquanto
os alunos acompanham a leitura em silncio.
2. Pergunte se os alunos compreenderam as
idias centrais do texto. Priorize os saberes
prvios. Esclarea palavras ou expresses que
apresentem dificuldades.
3. Promova uma atividade potica: a) divida a
turma em dois grupos, de modo que cada um
leia, em coro, uma parte do texto. Essa leitura
deve ser dirigida pelo(a) professor(a) de modo
que os verbos que indicam a repetio do
fazer cotidiano ganhe um ritmo enfatizando
que uma ao se segue  outra sem descanso:
lavan planchan cosen barren limpian cocinan...
(observe que por isso no h pontuao, no
h presena de vrgula).
4. Organize na lousa duas colunas para trabalhar
com verbos e pronomes em presente do
indicativo retirados do texto: singular e plural,
masculino e feminino; formas afirmativa e
negativa, fazendo o contraponto da performance
de gnero nas atividades domsticas.
Explore as opinies do grupo entre mulheres e
homens. Ex.:
Descrio da atividade
Atividade P La rutina del hogar
24
Te x t o
Objetivos
 Estimular a reflexo e a subjetividade por meio
do texto potico.
 Entrar em contato com o presente do indicativo
dos verbos para falar da frequncia e das atividades
habituais.
Introduo
Sabe-se que as mulheres ganharam espao no
mercado de trabalho. Essa referncia nos remete
a um trabalho fora do mbito do lar onde a famlia
se constitui como tal. No entanto, deve-se
lembrar do trabalho realizado por mulheres como
as que esto referidas no texto que trabalham
no lar ocupando-se das tarefas cotidianas, das
compras, da educao dos filhos, da alimentao
da famlia dia aps dia, sempre igual. Seria o trabalho
realizado pelas mulheres do lar um trabalho
menos importante? Seria um trabalho? O que
diz o belo poema sobre esse mrito?
Resultados esperados:
a) Opinar sobre o cotidiano descrito no poema
relacionando-o ao cotidiano de sua prpria
realidade.
b) Construir frases na expresso oral ou escrita
empregando o presente do indicativo dos verbos
em espanhol.
Dicas do professor: Filme  Shirley Valentine, 1989
Diretor  Lewis Gilbert
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Mulher e Trabalho  87
Mujeres
Ellas lavan
Ellas planchan
Ella lava
Ella plancha
5. Amplie a atividade com outros verbos. Pratique
a conjugao dos verbos em presente em
todas as pessoas.
Hombres
Ellos no lavan
Ellos no planchan
l no lava
l no plancha
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88  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Solicite aos alunos que destaquem do texto os
versos que representam as idias centrais fazendo
associaes com o mundo do trabalho e
com o mundo que permeia as relaes familiares;
dirija a atividade colocando essas
idias na lousa.
Exs.:
a) El da se convierte en noche sin parar de
trabajar. = Jornada laboral 24 horas
b) Sus hijos les ponen alas, motores
c) Ellas suean para ellos y con ellos. No se
quedan.
2. Organize com os alunos um glossrio em espanhol
referente aos termos utilizados no
mundo do trabalho, observando as similaridades
entre as duas lnguas.
Ejemplo:
Jornada de trabalho. Jornada laboral, de trabajo
Jornada diurna, noturna. jornada diurna,
nocturna
Descrio da atividade
Dupla jornada de trabalho. doble jornada de
trabajo
Contrato de trabalho . contrato de trabajo
Salrio mnimo. salario/sueldo mnimo
Leis trabalhistas. leyes laborales
Direitos trabalhistas. derechos laborales
Atividade P El trabajo del hogar igual en todos los tiempos
24
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre o processo histrico em relao
ao trabalho domstico em diferentes tempos e
espaos.
 Conhecer o lxico espanhol referente s atividades
domsticas, associando-o ao mundo do
trabalho.
Introduo
Durante muito tempo as atividades do lar realizadas
por mulheres foram consideradas inerente
ao ser mulher. No eram consideradas como trabalho.
As influncias socioculturais eram tantas
que as prprias mulheres quando comearam a
trabalhar fora do lar se referiam s novas atividades
como: Agora tenho um trabalho. Estou trabalhando...
Consciente ou inconscientemente negavam
a si mesmas que no lar trabalhavam,
rdua e intensamente. E a dupla jornada? As
mulheres passaram a atuar em dois espaos de
trabalho. E, muitas vezes, o segundo trabalho
era no lar de outra famlia: lavar, passar, cozinhar,
limpar... O que se pode dizer desse mundo
de duplo vnculo trabalhista? Atualmente, o
que mudou na relao mulher/trabalho domstico?
E como  considerada a mulher que continua
trabalhando somente no lar?
Resultados esperados: Que os alunos opinem
sobre o trabalho feminino nas tarefas domsticas
utilizando o lxico espanhol em atividades
de expresso oral e escrita.
Dicas do professor: Filme  Po e Tulipa, Itlia 2001
Diretor: Silvio Soldini
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  89
rea: Geografia Nvel II
1. Realize uma leitura coletiva do texto.
2. Discuta com a classe como  que o poder do
homem se materializa na organizao da sociedade
e que nome se d para essa forma de
poder.
3. Os alunos identificam no texto uma conquista
da mulher brasileira. O que significou essa
conquista? Que espaos ela abriu pra a mulher
brasileira?
4. Levante junto aos alunos, aps a discusso,
exemplos na sociedade do poder dos homens
sobre as mulheres, ou seja, prticas cotidianas
que expressem essa desigualdade.
5. Oriente os alunos a pesquisarem em jornais,
nos anncios classificados, se existem profisses
em que se exige um sexo determinado
para a contratao de funcionrio ou funcionria.
Pea que pesquisem, ainda, casos de
abusos contra os direitos das mulheres e as
formas de reao possveis em cada caso.
6. Verifique com os alunos se, nas propagandas
de televiso, existem mais homens ou mulheres.
Veja se  possvel estabelecer alguma
comparao entre sexo e produto.
Descrio da atividade 7. Levante junto com os alunos exemplos na sociedade
atual que apontem para a resistncia
das mulheres contra a explorao no trabalho,
contra o assdio, contra o domnio do marido
ou companheiro de lar, contra os preconceitos
cotidianos.
8. Faa na lousa uma listagem dessas formas de
resistncia, solicitando que os alunos registrem
em seus cadernos.
Atividade P O sentido da resistncia
Resultados esperados: Possibilitar que o aluno
incorpore uma crtica s posies preconceituosas
existentes em seu meio, que ele reveja
possveis dogmas incorporados e desenvolva o
sentimento de solidariedade s pessoas que sofrem
qualquer tipo de preconceito. Lev-lo 
compreenso de que existem inmeras possibilidades
de resistncia que se expressam em atitudes
das mais elementares s mais complexas
que podem levar a diminuir ou eliminar o preconceito
e a discriminao sexual.
25
Te x t o
Objetivo
 Levar o aluno a refletir sobre formas de resistncia
das mulheres em relao s condies
de vida e trabalho na sociedade atual.
Introduo
O 8 de maro  um exemplo de resistncia das
mulheres  explorao do trabalho feminino.
Mas, no obstante os avanos conquistados, muitas
mulheres em muitos lugares do mundo ainda
sofrem com a discriminao, o preconceito, tanto
no mundo do trabalho como em sua vida cotidiana.
Como a mulher tem resistido a isso?
Tempo sugerido: 3 horas
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90  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Histria Nvel II
1. Realize uma leitura coletiva do texto.
2. Divida a turma em pequenos grupos.
3. Solicite que elaborem uma lista, em duas colunas,
registrando na primeira os principais
avanos na situao das mulheres brasileiras
nas ltimas dcadas e na segunda coluna os
principais problemas ainda existentes.
4. Se possvel, os alunos devero entrevistar
uma pessoa mais velha para levantar informaes
sobre essas mudanas.
5. Elabore na lousa, junto com os alunos, uma
sntese das concluses de cada grupo.
6. Pea que escolham um dos desafios e elaborem
em seus cadernos um pequeno texto com
pelo menos trs aes que se poderia fazer
para melhorar aquela situao ou superar
aquele problema. Por exemplo, em relao 
violncia contra as mulheres, poderiam ser indicadas
aes como: denunciar agressores, divulgar
os locais onde as mulheres podem
obter apoio (como delegacias da mulher), etc.
Descrio da atividade
Atividade P Dia Internacional da Mulher: h motivo para comemorar?
25
Te x t o
Objetivo
 Levar os educandos a refletirem sobre as mudanas
na situao das mulheres nas ltimas
dcadas, identificando avanos e desafios.
Introduo
O dia 8 de maro  uma data que lembra a luta
das mulheres por melhores condies de vida e
trabalho. Apesar das conquistas obtidas nas ltimas
dcadas, ainda existem muitos desafios
para que as mulheres vivam uma situao de
real igualdade, na maioria dos pases. Sendo
assim, a atividade promove uma reflexo sobre
esses avanos e desafios da condio feminina.
Resultados esperados: Produo de listas e
de texto que demonstrem a compreenso de que
os fatos histricos, como os acontecimentos de 8
de maro de 1857 em Nova York, possuem uma
ligao com a situao das mulheres no Brasil de
hoje. Utilizar o conhecimento da histria para
orientar aes no dia-a-dia.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: Em lugar da elaborao de um texto,
a atividade poder ser concluda com a elaborao de
cartazes divulgando as aes que poderiam ser feitas para
melhorar a situao das mulheres.
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Caderno do professor / Mulher e Trabalho  91
rea: Geografia Nvel II
1. Fornea aos alunos folhas com o mapa do Brasil
ou ensine a eles como desenhar esse mapa
nos seus cadernos.
2. Divida a turma em grupos de trs ou quatro
alunos.
3. Oriente para que localizem no mapa as regies
metropolitanas citadas no texto (So
Paulo, Salvador, Recife, Distrito Federal, Porto
Alegre e Belo Horizonte).
4. Construa com eles uma legenda para as situaes
apontadas pelo texto: por exemplo, uma
cor ou um smbolo (crculo, quadrado) para
os locais onde as diferenas de salrio so
maiores e outra cor ou smbolo para os locais
onde essas diferenas so menores.
5. Se possvel, os grupos podero passar o mapa
para uma cartolina, apresentando para toda a
turma e explicando as legendas.
Descrio da atividade
Atividade P Mapeando as diferenas
Resultados esperados: Os alunos produziro
mapas, desenvolvendo a capacidade de sintetizar
e apresentar visualmente dados estatsticos.
26
Te x t o
Objetivo
 Resumir as informaes do texto e inseri-las
em mapas.
Introduo
As desigualdades de insero entre homens e
mulheres no mercado de trabalho, incluindo
questes como: renda, atividade realizada e oportunidade
de ascenso se apresentam de forma
diferente nas diversas regies metropolitanas do
Brasil, segundo os dados apresentados pelo texto.
Por que essas desigualdades ocorrem? O que
fazer para tornar mais justas essas relaes? Conhecer
esses dados  um primeiro passo para
mudar a situao?
Materiais indicados:
P cartolina, mapas do
Brasil, canetas coloridas
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Poder ser feita previamente uma
tabela na lousa, contendo os dados mais importantes do
texto, para cada regio citada.
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92  Caderno do professor / Mulher e Trabalho
rea: Portugus Nvel II
1. Divida a classe em duplas.
2. Cada dupla dever criar dois personagens: um
homem e uma mulher que trabalham no mesmo
local e se conhecem.
3. Cada dupla dever criar personagens com caractersticas
diferentes, por exemplo: uma
mulher assalariada com carteira e um homem
assalariado sem carteira, um chefe e uma empregada,
uma chefe e um empregado, uma
mulher com mais escolaridade que o homem
e vice-versa, uma empresria e um trabalhador,
etc.
4. Os dilogos sero escritos pelas duplas em
seus cadernos e depois podero ser interpretados
pela dupla para toda a turma.
Descrio da atividade
Atividade P Dilogo sobre as diferenas
26
Te x t o
Objetivo
 Produzir um dilogo entre um personagem
masculino e outro feminino, a partir das informaes
contidas no texto
Introduo
O texto apresenta dados estatsticos e informaes
que geralmente so difceis de serem assimiladas
e trazidas para a realidade dos educandos.
Transformar esses dados em falas de personagens,
imaginando pessoas reais que vivem situaes
descritas no texto  uma forma de facilitar
essa assimilao. Como ser que os homens e
mulheres que vivem essas diferenas convivem
no seu dia-a-dia no trabalho?
Resultados esperados: Os alunos produziro
um texto na forma de dilogo entre dois personagens,
demonstrando a capacidade de relacionar
o contedo das falas com as informaes apresentadas
pelo texto.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor:  interessante que os alunos sejam
orientados a utilizar suas prprias experincias de vida na
realizao da atividade. As duplas podero ser formadas
por pessoas de diferentes regies (se houver) e por pessoas
de sexos diferentes.
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rea:
Proposta de atividade
Nvel
Nome da atividade P
21
T e x t o
Objetivos:
Descrio:
Lista de materiais:





Coleo Cadernos de EJA
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Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
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Anotaes:
Coleo Cadernos de EJA
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Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto,
Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro. SP, Brasil)
Mulher e trabalho : caderno do professor /
[coordenao do projeto Francisco Jos Carvalho Mazzeu,
Diogo Joel Demarco, Luna Kalil]. -- So Paulo :
Unitrabalho-Fundao Interuniversitria de Estudos
e Pesquisas sobre o Trabalho ; Braslia, DF : Ministrio
da Educao. SECAD-Secretraria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade,2007, -- (Coleo Cadernos de EJA)
Vrios colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 85-296-0074-6 (Unitrabalho)
ISBN 978-85-296-0074-1 (Unitrabalho)
1. Atividades e exerccios (Ensino Fundamental)
2. Livros-texto (Ensino Fundamental) 3. Mulheres - Trabalho
I. Mazzeu, Francisco Jos Carvalho. II. Demarco, Diogo Joel.
III. Kalil, Luna. IV. Srie.
07-0418 CDD-372.19
ndices para catlogo sistemtico:
1. Ensino integrado : Livros-texto :
Ensino fundamental 372.19
eja_expediente_Mulher_2369.qxd 1/26/07 3:43 PM Page 96

